jun 28

Qual a vantagem do e-learning para as empresas?

Segue abaixo uma reportagem retirada da sessão Mercado Digital, da Isto É Dinheiro. Nada de grandes novidades, mas mostra alguns números de dois excelentes cases: Intel e Vivo. Acompanhe!

Ensino a distância vem sendo utilizado por grandes companhias para treinar número maior de funcionários. Conheça os exemplos de Intel e da Vivo

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Cada vez mais empresas estão utilizando a tecnologia para facilitar o treinamento dos funcionários. Por meio de ferramentas de ensino eletrônico, ou e-learning, grandes companhias estão economizando com viagens e locação de espaços para conferências.

Segundo dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), as empresas gastaram cerca de R$ 60 milhões com esses treinamentos em 2008, mas o potencial do mercado é muito maior, afirma Rodrigo Paiva, sócio do Instituto IOB, que atua na área de consultoria jurídica. 

Atualmente, diz Paiva, mais de 2,5 milhões de pessoas no Brasil estão se valendo de educação através de novas tecnologias e quase 1 milhão fazem graduação ou pós-graduação no modelo a distância. Os números globais do setor também dão uma ideia do potencial. De acordo com a empresa de pesquisas IDC, os gastos com e-learning no mundo chegaram a US$ 6,6 bilhões no ano passado. 

O maior filão desse mercado está nos cursos rápidos, voltados para a educação continuada de profissionais. “Ninguém pode ser dar ao luxo hoje de parar de aprender”, destaca Fredric Michael Litto, presidente da Abed.

A fabricante de chips Intel é uma das empresas que está se beneficiando do e-learning como ferramenta de treinamento. O modelo é utilizado para capacitar vendedores e parceiros da companhia, um contingente de 16 mil pequenas lojas de informática. No primeiro trimestre deste ano, mais de mil desses parceiros receberam aulas online, afirma Vanessa Martins, gerente de marketing da Intel. 

Os treinamentos, explica ela, são focados nos produtos da empresa. Neles, os vendedores aprendem sobre os recursos de cada chip fabricado e suas aplicações práticas, além de técnicas de vendas, como a maneira mais eficiente de atualizar as vitrines das lojas. A intenção, com o uso do treinamento online, é que 90% dos canais de vendas recebam treinamento, o que seria praticamente impossível sem a ferramenta de e-learning. 

A operadora de telefonia celular Vivo também vem se beneficiando do e-learning. Com 13 mil funcionários diretos e 16 mil colaboradores indiretos, a empresa enfrenta sempre um grande desafio na hora de lançar um novo plano de serviços ou comercializar aparelhos celulares de última geração. A saída foi optar pelo treinamento online. Segundo Lília Vieira, gerente de recursos humanos da empresa, os principais benefícios do modelo são a padronização das informações e a facilidade de acesso, que não precisa acontecer ao mesmo tempo por parte de todos os interessados.  

A outra face do e-learning é o da produção desses conteúdos utilizados pelas empresas. É nesta ára que aposta a IOB. O uso do ensino a distância, para a consultoria jurídica, permite a ampliação da capilaridade dos cursos que já oferece em algumas capitais, principalmente São Paulo. Com o modelo eletrônico, a expectativa é ampliar de 15 mil para 50 mil o número de freqüentadores dos cursos em um ano.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
jun 14

Pesquisa revela percepção do e-learning pelos usuários

No mundo corporativo, o e-learning se tornou uma vertente da EAD muito difundida, por ser capaz de atender a diversas necessidades de aprendizagem das organizações. Naturalmente, o seu sucesso e a consequente obtenção dos resultados desejados passam pela aceitação das pessoas que o utilizam. E como será que elas veem essa ferramenta?

Um artigo publicado na revista EAD em FOCO (eademfoco.cecierj.edu.br), traz um estudo muito interessante sobre esse assunto. Além de apresentar uma análise sobre o cenário atual da EAD, ele revela uma pesquisa realizada em uma grande instituição financeira em 2008, sobre a percepção de seus empregados em relação aos cursos de e-learning utilizados na empresa.

A pesquisa contou com 90 funcionários da organização, que responderam um questionário composto de afirmativas relacionadas ao e-learning envolvendo nove aspectos:

- Facilidade para utilização dos recursos de informática

- Autodisciplina para realizar o curso

- Relação entre ausência do instrutor em tempo integral e a qualidade do curso

- Comparação do nível de aprendizado dos cursos e-learning em relação aos cursos presenciais

- Apresentação gráfica e nível de interação dos cursos

- Vantagem de determinar o horário de estudo

- Relação entre os cursos e-learning e as competências essenciais

- Aplicabilidade dos temas abordados

- Percepção se o e-learning é uma tendência ou moda passageira

Foi analisado o nível de concordância dos participantes em relação a esses itens, baseados nas respostas 1 – Discordo completamente, 2 – Discordo, 3 – Concordo e 4 – Concordo plenamente (escala Likert).

O gráfico abaixo mostra a média das respostas:

Nível de concordância - respostas

Clique na imagem para ampliá-la.

 

Destaco alguns pontos que me chamaram a atenção:

1)      Embora a maioria dos participantes considere o fato de poder determinar o horário de estudo uma vantagem do curso e-learning, na média, eles não têm disciplina para planejar seus estudos.

2)      Na média, os respondentes enxergam claramente a ligação entre os cursos e as competências que devem ser desenvolvidas, ou seja, estão conscientes dos objetivos que precisam ser atingidos.

3)      Mesmo que grande parte dos participantes não acredite que o treinamento e-learning proporcione o nível de aprendizagem de um curso presencial, quase todos concordam que ele não é apenas uma moda, mas sim uma tendência que está se consolidando.

Um dos principais obstáculos enfrentados por projetos de educação a distância é a resistência por parte dos usuários a esse formato de ensino. Muitos ainda enxergam a modalidade com desconfiança e custam a se desfazer de preconceitos adquiridos na cultura do ensino presencial.

Evidentemente, trata-se de uma barreira difícil de contornar, pois exige, antes de qualquer coisa, uma mudança comportamental que leva tempo para ser consolidada. Enquanto nos modelos tradicionais de aprendizagem o aluno recebe o conhecimento, muitas vezes passivamente, no ensino a distância ele deve buscá-lo, ou seja, precisa assumir uma postura autodidata, baseada na disciplina.

Isso só pode acontecer se ele estiver convencido de que um curso a distância pode trazer resultados tão bons ou melhores que os de um curso convencional/presencial.

Leiam o artigo e publiquem suas opiniões no blog! Segue a referência:

Ferreira, A.; Valério, J.; Souza, G.. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES: A PERCEPÇÃO SOBRE O E-LEARNING EM UMA GRANDE EMPRESA NACIONAL. EAD em FOCO, América do Norte, 115 04 2010.

Abraço.

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Postado por Tairon Martins - Gerente de Projetos - GSI Online.
mai 24

O que você acha mais importante num curso online?

Nos últimos dias fizemos uma pesquisa/enquete através do site da GSI perguntando “O que você acha mais importante num curso online?”.

As alternativas que os respondentes tinham eram: didática, interatividade, qualidade gráfica, simulações e a opção outros.

O resultado você pode ver abaixo e tirar suas próximas conclusões. Aproveite e compartilhe elas com a gente através dos comentários. :-)

O que você acha mais importante num curso online?

Obrigado a todos que votaram.

A próxima enquete já está no ar: “Quais elementos podem agregar mais valor a um projeto educacional?”

Entre no site www.gsionline.com.br e participe! ;-)

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
mai 13

Dicas para Implementação de Mobile Learning

Primeiro é importante definir que Mobile Learning consiste em usar dispositivos móveis (celulares, smartphones, PDA’s,etc…) para transmitir conhecimento.

Não existem grandes diferenças na implementação de aprendizagem via mobile e outros programas de treinamento, afinal as principais orientações que se aplicam a um bom projeto de capacitação são inerentes ao meio que é usado, pois são mais ligadas a parte pedagógica.

Abaixo seguem algumas dicas que podem ser uma luz para entrar nessa nova modalidade de treinamento.

1 – Seja curto e simples

Apesar desta regra ser importante em qualquer tipo de treinamento, aqui ela é crucial para o sucesso em função da natureza dos dispositivos móveis e das situações em que eles tendem a ser utilizados. Durante o treinamento o aluno poderá ser frequentemente interrompido, então o tempo de atenção do aluno pode ser curto e os conceitos passados devem ser fechados em pequenos blocos. Assim caso o aluno tenha que atender alguma coisa e voltar ele não esteja em meio a um texto ou animação enormes.

Digamos que nenhuma parte de um treinamento via mobile deva demorar mais de 5 minutos para ser concluída.

Além disso, evite usar interações e animações complexas que possam ser conflituosas com os diferentes tamanhos de telas e tipos de softwares presentes nos dispositivos móveis.

2 – Evite conteúdos densos

Não tente transmitir conteúdos muitos densos através de dispositivos móveis. É muito desmotivante ficar lendo textos muito complexos em uma letrinha miudinha rolando páginas e páginas com seu dedo. Tente coisa mais pontuais, use o aparelho como uma ferramenta de lembrança, consulta rápida e outras possibilidades mais diretas.

3 – Vá devagar com as diferentes mídias

O uso cuidadoso de elementos de mídia são importantes para o aprendizado móvel. Não use mídias em situações onde não há necessidade como animações de abertura, elementos gráficos que são puramente estéticos e interações desnecessárias.

Na maioria dos casos, existe um custo associado ao desenvolvimento e até mesmo ao acesso de tais conteúdos, pois é provável que haja um custo para downloads e quanto mais pesado for o arquivo mais caro sairá esse download.

No entanto, é importante mencionar que muitos dispositivos móveis podem ser conectados a um computador e os arquivos podem ser copiados para eles, evitando o download direto e os custos associados a isso. Caso o treinamento possa ser entregue dessa forma pode haver mais liberdade no uso dos elementos citados anteriormente.

4 – Inclua elementos de colaboração

Os dispositivos móveis são incomparáveis na capacidade de comunicação síncrona e como ferramenta social. Quando usados como parte de um treinamento e-learning ou presencial pode ser uma fonte muito interessante de interação entre os participantes. Essas interações, se feitas de forma correta, podem trazer um enorme valor para o processo de aprendizagem.

Por enquanto ficaremos por aqui, mas em breve vamos trazer mais ideias interessantes sobre Mobile Learning.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
fev 8

Relatório ASTD – Mercado de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) – 2008/2009

Pessoal,

Abaixo, compartilho uma notícia interessante a respeito do Relatório do Mercado de Treinamento nos EUA referente a 2008-2009.

Relatório ASTD 2008-2009

Apesar dos desafios econômicos, as empresas investiram US $ 130 bilhões em aprendizagem e/ou desenvolvimento de funcionários.

As principais conclusões mostram que o mercado resistiu aos desafios da economia difícil em 2008 e 2009, com as empresas investindo 134,07 bilhões dólares em 2008, ou uma média de 1.068 dólares por empregado.

Apesar das pioras nas condições econômicas na última década, os líderes de negócios continuaram a investir recursos substanciais para as funções de aprendizagem em suas organizações. Enquanto os gastos foram reduzidos ligeiramente em 2008 – a despesa média por funcionário de 1.068 dólares caiu 3,8% em relação a 2007, quando o nível era de 1.110 dólares – os profissionais de educação assumiram mais responsabilidades, aumentando o número de funcionários pelos quais eles eram responsáveis, procurando maneiras de operar de forma eficiente. Os colaboradores tiveram uma média de 36,3 horas de conteúdos de aprendizagem formal, ligeiramente abaixo de 2,9% quando comparado a 2007, que teve um valor de 37,4 horas, mas representando ainda um montante significativo de recursos atribuídos a cada trabalhador para aprendizagem e suporte a desempenho no local de trabalho.

Os dados de 2009, do relatório da indústria, compreenderam 301 organizações, incluindo os membros do ASTD Benchmarking Forum e os vencedores do ASTD BEST Award. Por mais de uma década, o Relatório Anual do Mercdo de Treinamento da ASTD apresentou insights importantes sobre as atividades estratégicas e operacionais das funções relacionadas à aprendizagem em todo o mundo.

Para se ter uma ideia, 88,59 bilhões de dólares foram gastos com a função interna de aprendizagem nas organizações americanas.

Por outro lado, 45,48 bilhões de dólares foram atribuídos a serviços externos nas organizações e as despesas com aprendizagem como um percentual da folha de pagamento aumentaram em 2008 2,24%, acima dos 2,15% de 2007.

O percentual do orçamento de aprendizagem atribuído a serviços externos foi 22%, abaixo dos 25,2% de 2007, continuando uma tendência de queda que começou em 2004.

Já o número médio de empregados por agente de aprendizagem (instrutor) foi 253 em 2008, acima dos 227 do ano anterior.

O custo médio por hora de aprendizagem utilizada diminuiu 7,1%, de US$ 56 em 2007 para US $ 52 em 2008, o que significa que os profissionais de educação estavam operando de forma eficiente e que estavam gerindo o conteúdo de aprendizagem sem incorrer em sobrecarga adicional.

O Relatório da ASTD 2009 mostra que, apesar dos momentos econômicos difíceis, os profissionais de educação se adaptaram e continuaram a entregar resultados, aumentando até mesmo o número de oportunidades de aprendizagem formal, apesar dos recursos escassos. Isso também revela um compromisso da parte dos líderes empresariais que compreendem que um compromisso contínuo financeiro e operacional é necessário para alavancar o capital humano para a sua plenitude.

Sobre a ASTD

A ASTD (American Society for Training & Development) é a maior associação profissional do mundo dedicada ao treinamento e desenvolvimento (T&D) de pessoas. A entidade atua em mais de 100 países e o trabalho dos membros da ASTD está relacionado a organizações de todos os portes, nos setores público e privado, assim como consultores independentes e fornecedores.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
fev 5

Além do curso… Suporte ao Desempenho!

Como consultor de e-learning, algumas vezes sou indagado sobre formas de treinamento em tempo real, para ser usado no dia-a-dia do trabalho. Pensando nisso, trago hoje uma explanação sobre Suporte ao Desempenho.

E o que exatamente é isso?

“São sistemas, informatizados ou não, que auxiliam as pessoas a atingir melhor desempenho no seu trabalho; incluindo scripts, informações, procedimentos, entre outros.”

Um dos exemplos mais comuns são os sistemas usados nos suportes técnicos, onde o atendente recebe uma ligação e segue um script, fazendo perguntas ao cliente e levando este a solução de seu problema.

Suporte técnicoUma vez tive um problema com meu notebook e liguei para o suporte técnico buscando uma solução. Conversei com o atendente, fiz alguns procedimentos na máquina e resolvemos o infortúnio. Ao final, comentei com ele que devia ser dureza ter que conhecer tantos modelos de notebook e ele me contou que na verdade NUNCA havia visto o meu modelo, estava apenas seguindo uma série de instruções que estava vendo na tela de seu terminal de atendimento… Interessante não… Imagina o trabalho que ele teria se tivesse mesmo estudado TODOS os modelos da empresa. E imagina o tempo gasto em treinamento.

Há cinco grandes momentos para a aplicação de sistemas de suporte ao desempenho:

Iniciando

Quando o sistema “substitui” o mestre. O aprendiz estuda através do sistema, dá seus primeiros passos ali, sem a necessidade de um acompanhamento tão detalhado.

Aprendizado contínuo

Quando as pessoas estão aprendendo muito sobre muita coisa e de forma muito profunda. O sistema ajuda a recorrer a informações de forma rápida e eficiente.

Aplicação

Como no caso do suporte técnico do meu exemplo. É hora de usar o sistema para apoio no dia-a-dia.

Correções

Quando o problema é maior do que nossos conhecimentos podem resolver. Usa-se o sistema para corrigir as falhas.

Reaprendendo

No momento da reciclagem de conhecimentos, na hora de aprender como fazer coisas antigas de forma nova.

Enfim…

Na verdade, estes cinco momentos não são características somente do suporte ao desempenho, mas compõe toda a cadeia de aprendizagem de uma organização.

Os dois primeiros momentos (Iniciando e Aprendizado Contínuo) são mais atendidos por treinamentos convencionais ou online. O terceiro momento (Aplicação) é o que está mais preparado para receber o suporte ao desempenho. (Embora eu veja que muitas empresas não conseguem se desviar do aperto de estar sempre de olho no quarto momento, correções, agindo na maior parte do tempo de forma reativa.)

As propostas mais recentes para aprendizagem sugerem que as organizações se libertem dos papéis de “Aprendiz” e “Tutor” e transformem todos os colaboradores em “Agentes”, pessoas que ensinam e aprendem com os outros e por conta própria.

Para tanto é necessário que as organizações criem um ambiente favorável, cercado de recursos, levando as pessoas a atingirem melhores resultados para a empresa e um desempenho superior no trabalho.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
jan 26

Cinco palavras para definir o Aprendizado Corporativo em 2010

O texto a seguir foi baseado num artigo escrito por Jeanne Meister, mais detalhes no final.

Quando penso nas tendências do Aprendizado Corporativo para a próxima década, cinco palavras logo me vem a mente.

Social

Embora o “e” venha dominando a internet (e-mail, e-commerce, e-business, e-learning, etc…) é cada vez mais presente a ascensão do “s” (mídia social, rede social e, porque não, aprendizado social).

Quando a palavra SOCIAL se mistura a APRENDIZAGEM, isso significa que teremos um ensino colaborativo, imediato, pertinente e contextualizado ao ambiente do público-alvo.

No contexto social, o aprendizado passa a ser menos sobre aprender e mais sobre como ser eficiente e eficaz para os negócios, aumentando a frequência das inovações, encurtando o tempo necessário para desenvolver pessoas e diminuindo os erros.

Mobile

O aprendizado em que as pessoas precisam estar no mesmo local ao mesmo tempo vai perder cada vez mais espaço. Os aprendizes corporativos estão buscando formas remotas/móveis para aprender.

Em alguns países, já existem mais celulares/smatphones do que pessoas. No Reino Unido, para cada 100 pessoas há 123,64 aparelhos. No Brasil, uma pesquisa do IBGE, de 2008, mostrou que 53,8% da população de dez anos ou mais de idade tem celular (são 86 milhões de pessoas!!!); se forem relacionadas apenas as pessoas com ensino superior completo este percentual sobe para 82,9%. Esta pesquisa já está defasada, mas é o último levantamento do IBGE; serve para termos um parâmetro de comparação.

Na minha opinião, esses percentuais só tendem a crescer, e de forma bastante acelerada. Já usamos celulares para tirar fotos, fazer vídeos, acessar a internet, usar GPS, etc… Por que não usaríamos para aprender?

Colaborativo

Mais empresas se esforçarão para ser como a P&G (Procter & Gamble), que há dois anos tomou uma atitude visionária determinando que 50% das inovações de produtos viriam da colaboração com clientes e parceiros.

Enquanto a estrutura tradicional das empresas prevê que as pessoas devem buscar soluções, opiniões e outras formas de colaboração dentro da organização, o local de trabalho do futuro será muito mais amplo, permitindo que os funcionários busquem informações globalmente, através de infinitas possibilidades online.

Empreender

O engajamento dos colaboradores continuará sendo um dos principais assuntos das reuniões de RH. A razão é simples: de acordo com uma pesquisa da Corporate  Executive Board (CEB), as empresas com altos índices de envolvimento das pessoas cresceram 20,1%, em 3 anos, em comparação com 8,9% de desempenho para empresas com médio envolvimento. A mesma pesquisa também demonstrou que o crescimento do EBITDA das corporações “engajadas” é três vezes maior.

Procure por mais objetivos de aprendizagem que aumentem o envolvimento e o comprometimento das pessoas que fazem parte da sua organização.

Diversão

Não importa nossa idade, queremos aprender de forma tão lúdica e fácil quanto compramos, pesquisamos e nos comunicamos com amigos. Isto significa que o aprendizado deve ficar cada vez mais divertido, social e colaborativo.

Algumas das ferramentas que devem crescer em importância incluem jogos de fixação, simulações da realidade e jogos de realidade alternativa que ajudam a desenvolver competências como liderança e pensamento crítico.

Existe ainda uma categoria de jogos chamada MMO (Massive Multiplayers Online), onde MUITAS pessoas interagem num ambiente online de jogo, fazem tarefas e evoluem. Estes jogos tem um potencial para se tornarem potentes simuladores para desenvolver líderes e equipes que tem que trabalhar em conjunto, analisando dados e tomando decisões.

Em 2010, se você não está prestando atenção ao modo como o mundo da aprendizagem corporativa está evoluindo, você pode perder muitas de suas vantagens competitivas.

Que palavras você acrescentaria a esta lista? Compartilhe!

Jeanne Meister é uma estudiosa que acompanha as tendências e inovações na aprendizagem entre empresas, instituições de ensino e organizações sem fins lucrativos.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
out 23

Mercado de e-Learning nos EUA atinge 16,7 bilhões de dólares em 2009

O mercado de soluções para e-Learning nos EUA atingiu  $16.7 bilhões de dólares em 2009. A demanda vem crescendo em torno de 7,4% e deverá chegar a $23.8 bilhões de dólares em 2014.

A taxa de crescimento vem diminuindo em relação ao último conjunto de análise. No período analisado de 2007-2012, o mercado de e-learning crescia 22% anualmente. Ainda assim, a taxa de declínio diminui significativamente, principalmente pela demanda crescente do mercado corporativo. Apesar da recessão mundial e, até mesmo devido a esta, a demana é positiva em todos os segmentos compradores de soluções e-learning.

A referida pesquisa abordou os seguintes segmentos de soluções para e-learning:

  • conteúdo de catálogo para TI
  • conteúdo de catálogo (excluindo TI)
  • desenvolvimento de conteúdo customizado
  • softwares específicos
  • plataforma de aprendizado (ambiente virtual de aprendizagem – AVA/LMS)

Serviços de plataforma de aprendizagem hospedadas é o segmento que mais cresce, a uma taxa de 12.8%. A demanda para conteúdo de catálogo (exceto TI) cresce 9,4%, puxada principalmente pelo segmento acadêmico.

E no Brasil? Difícil dizer. Ainda não temos nenhuma pesquisa confiável acerca do mercado brasileiro, principalmente no que tange ao mercado corporativo . Apenas alguns levantamentos e estimativas. Assim, se alguém se propõe a pesquisar a fundo esse mercado, acredito que terá clientes de sobra.

O mercado de soluções para e-learning nos EUA é relativamente maduro, mas o cenário competitivo é bastante fragmentado. Essa fragmentação é devido à diferenciação no comportamento de compra dos diferentes segmentos do mercado. Dificilmente algum fornecedor consegue atender as mais variadas necessidades de clientes distintos.

Bruno Weiblen - Gerente de Vendas - GSIonline.com.br - (55)3217-0407

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
out 22

Ensino a Distância ganha espaço cada vez maior

Por Alex Macedo, Tempestade Comunicação/Especial para o Yahoo! Brasil

O EaD (ensino a distância) tem deixado de ser uma modalidade de aprendizado marginalizada, como era no passado, para se tornar parte integrante da grade das principais instituições de ensino no Brasil e no mundo. Cada vez mais estudantes buscam essa alternativa como forma de compensar a falta de tempo ou de proximidade à instituição.

O crescimento é impressionante. Dados do Censo de Educação Superior de 2006, do MEC (Ministério da Educação), apontam que o número de cursos a distância aumentou consideravelmente nos últimos anos. Para se ter uma ideia, as graduações nesse modelo tiveram alta de 8,3% no número de cursos em comparação a 2005 e de 5% nas matrículas, enquanto os cursos tecnológicos tiveram expansão 31,3% no número de inscritos. Em 2006, o total de alunos de EaD representava 4,4% de todos os estudantes do Brasil.

De acordo com Angeles Treitero Garcia Cônsolo, mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP e professora universitária de cursos presenciais e a distância, a praticidade do EaD é o seu diferencial. “Sua característica principal é permitir que os estudantes estejam em qualquer lugar possam ter acesso ao conteúdo a qualquer horário. Apesar de existir em diversos formatos, de revistas entregues pelo correio até cursos dados por meio de rádio, televisão, fitas cassetes e CDs, o EaD hoje funciona principalmente pela internet”, destaca.

Tipos de EaD

Hoje, existe uma variedade de modelos de aprendizado por meio de EaD, que vão de acordo com o perfil e o objetivo do estudante. Um deles é o Broadcasting, um módulo em que a interação entre aluno/professor e aluno/aluno é pequena, quando não nula. O estudante é autônomo na concepção de seu próprio conhecimento, sem praticamente a necessidade de ter de ir à instituição.

Outro modelo de ensino a distância é conhecido como Pólo Via Satélite. Trata-se de um sistema em que o aluno tem um lugar fixo – normalmente dentro da instituição ou em alguma unidade – para assistir às aulas via satélite e poder interagir ao vivo com o professor, mesmo com acompanhamento e mediação. A interação após as aulas é feita pela internet e o conteúdo, adaptado ao meio online. Nessa modalidade pode também haver encontros presenciais esporádicos.

Outro tipo é o EaD semipresencial, em que o estudante faz a maior parte dos estudos via internet, inclusive assiste às aulas. Porém, uma ou duas vezes por semana comparece à sala de aula com os demais alunos para discutir dúvidas com os professores presencialmente.

Variedade de mídias

Maria da Graça Moreira da Silva, docente do departamento de Ciências de Computação e do programa de pós-graduação em educação, coordenação de projetos de EaD da PUC-SP, cita a variedade de mídias utilizadas. “Podem ser impressas [livros, apostilas, manuais]; rádio [web rádio]; TV [aberta; IP TV; canais a cabo etc]; teleconferência; videoconferência; vídeos [CDs, DVDs]; internet [materiais hipermídia], além da combinação desses veículos”, destaca.

Conforme ela, a escolha de uma ou mais mídias, tanto pela instituição quanto pelo aluno, é feita de acordo com o projeto do curso, os objetivos, as características do público, o número de pessoas a serem atingidas e as condições estruturais e investimentos.

Diferenciação do ensino presencial

Para Marcelo Claro Silva, monitor técnico e blogueiro em EaD (www.moodlelivre.com.br), o ensino a distância não deve ser visto sob a mesma ótica do presencial. “É bom compreender que em momento algum tentamos comparar o EaD com a educação presencial. São duas modalidades diferentes de ensino que muitas vezes se combinam, mas que não se substituem”, afirma.

O ensino a distância conta com um público amplo, que visa, em sua maioria, fazer cursos livres, de curta duração, com o objetivo de complementar estudos ou conhecimento profissional, de entretenimento ou social. Exemplos disso são aulas de idiomas, formação de professores, além de cursos corporativos, que possuem a intenção de desenvolver competência na área profissional, correlata ou pessoal.

Já na esfera da graduação, diversas instituições contam com cursos de EaD nessa modalidade, além de ensino tecnológico, pós-graduação, especialização e MBA.

Reconhecimento no mercado e no mundo acadêmico

Muito bem visto por grandes universidades, os cursos de EaD contam cada vez mais com o reconhecimento por todos os órgãos responsáveis. Adriane Treitero Cônsolo acredita que o espaço conquistado pela educação a distancia é notório.

“Apesar de visto ainda com algum preconceito, aos poucos o EaD vem ganhando espaço, e hoje o MEC já regulamenta instituições com o tipo de ensino e insere espaço para novas profissões direcionadas a essa atividade”, explica.

Devido aos custos para implementação, o preço do EaD tende a ser igual ao dos demais cursos presenciais. Segundo Maria da Graça Moreira da Silva, haveria a possibilidade de redução desse valor. “O EaD, somente pode ficar mais barato que o ensino presencial caso seja veiculado em modelo comunicacional de broadcast com um número muito grade de alunos”, diz.

Para quem acredita que um certificado de curso virtual possa trazer preconceitos e perda de oportunidades, a realidade passa a ser cada vez mais diferente. Segundo Maria, a tendência do mercado atualmente é destacar o tipo de curso e a instituição, e assim valorizar o profissional e não apenas a modalidade cursada.

Já para Welington Luis Sachetti, professor e Mediador Pedagógico do Centro Paula Souza, mantido pelo governo do Estado de São Paulo para formação técnica e tecnóloga, o EaD tem sido aceito pelo mercado de trabalho. “Como sempre, há certo preconceito para situações novas. Porém, sabe-se que há muita coisa boa no mercado. Assim, a certificação tem sido aceita com certa tranquilidade. Além disso, não há nenhum tipo de exigência para que o diploma tenha impresso que o curso foi feito a distância”, explica.

O profissional de Marketing João Luiz Gonçalves, diretor da UniqueDB, de Curitiba, é um exemplo de quem fez um curso de EaD e recomenda. Ele terminou recentemente um MBA a distância de Marketing Interativo, pela Ai Group e Faculdade Impacta. O curso teve duração de 18 meses e trouxe boas lembranças a João: “Achei tudo muito bom. O fato de ser a distância permite ter um contato com professores que eventualmente não estariam disponíveis por causa da agenda”, diz.

João, que inclusive já havia feito um MBA presencial anteriormente, destaca que o EaD não perde em nada para o método tradicional. “Tudo depende da qualidade dos professores e de como eles conduzem as aulas. No meu caso, foi perfeito.”

O profissional de Marketing conta ter pago em média três vezes menos pelo curso do que o valor de mercado para um MBA presencial. “Paguei em torno de R$ 500 por mês pelo curso. Pelo que calculo, no presencial, seria algo em torno de R$ 2 mil”, diz. Mas nem sempre é assim. Em alguns casos, os valores entre cursos a distância e se igualam, de acordo com estudo da Abed (Associação Brasileira de Ensino a Distância).

Conheça alguns portais de EaD de instituições de ensino superior nacionais:

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 30

Para acompanhar web 2.0, objetos de aprendizagem e repositórios passam por reformulações

–>Por Giulliana Bianconi – Instituto Claro – link original

A web 2.0 é uma consequência da evolução da internet. Elementos, espaços virtuais e conceitos que tinham como base a colaboração e a autoria dos usuários ganharam espaço e ajudaram a fomentar o terreno onde, agora, todos os dias brotam diversas iniciativas voltadas para o compartilhamento de informações e ações. Na área da educação, os objetos de aprendizagem digitais (OAs) e seus repositórios sentiram intensamente essas mudanças e estão tendo de se adaptar. Lá no século passado, quando surgiram, já tinham a proposta de servir aos educadores que buscavam utilizar a tecnologia nas suas aulas e valorizavam a “reconstrução e recombinação”.

Os OAs, que podem ser qualquer ferramenta (animação, flash, game, apresentação em power point etc) capaz de apoiar o processo de ensino-aprendizagem, sempre carregaram uma característica fundamental: a reusabilidade. Um game criado por um professor de ciências, por exemplo, poderia ser ajustado para uma aula de geografia. Os professores das duas disciplinas, mesmo que fossem totais desconhecidos, compartilhariam o objeto. Continua sendo assim. Continuam existindo, inclusive, grandes repositórios, como o CESTA, criado pela professora de “Informática na Educação” da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Liane Tarouco, no qual podem ser encontradas centenas de objetos passíveis de modificações. Mas o uso deles, assim como o da internet, vem sendo reconfigurado.

No CESTA, parte de todo o material que é disponibilizado gratuitamente mediante acesso do repositório via login e senha é produzida pelos próprios alunos da UFRGS nos cursos de pós graduação. A outra parcela é contribuição de outros desenvolvedores que tiveram suas produções consideradas úteis para o aprendizado pela equipe da professora Liane. Apesar do espaço aberto à produção externa, ali não há espaço para se compartilhar nada mais além dos objetos.

Nos repositórios, professores não têm espaço para, no mesmo local onde acessam os recursos, contar as suas experiências com um determinado objeto em sala de aula, tampouco fazer simples comentários. Fóruns de discussão, então, são uma distante realidade. Os repositórios, embora muito úteis por agregarem tantos recursos que poderiam ficar “perdidos” na web e por permitirem a catalogação deles (por temas, autor, disciplinas etc), não tiveram incorporada toda a possibilidade de interação da web 2.0.

Pesquisador dos objetos e repositórios, o professor da Universidade Federal da Bahia Antônio Carlos de Souza diz que enxerga uma pequena desvalorização dos objetos de aprendizagem. Entretanto, ele não considera que os mesmos tenham perdido espaço nos ambientes pedagógicos. Destaca que, com o crescimento da educação a distância, os objetos garantem lugar na educação. Segundo o professor, as iniciativas públicas de apoio ao desenvolvimento desses recursos eram mais constantes no passado. “O PAPED (Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância, do Ministério da Educação) tinha um investimento nos objetos muito maior do que o atual e, atrelado ao Rived, que era o repositório do MEC, tinha o prêmio concedido aos melhores projetos de OA desenvolvidos por professores e pesquisadores”, diz Souza.

Atualmente, ele trabalha no desenvolvimento de um repositório para o Instituto Federal da Bahia, pois os cursos de EAD nessa instituição têm se multiplicado. “Esse repositório será inicialmente de acesso restrito ao Instituto. Hoje, que os custos de desenvolvimento desses ambientes caíram bastante, é possível fazer esse repositórios com caráter particular”, explica Souza.

Objetos inseridos na nova dinâmica da web
O Rived (Rede Interativa Virtual de Educação), citado pelo professor Antônio Carlos, ainda pode ser acessado pelos internautas, assim como os objetos de aprendizagem lá cadastrados. Mas o portal não conta mais com atualizações. Todos os esforços da Secretaria de Educação a Distância (mantenedora do projeto Rived) voltados para os conteúdos pedagógicos digitais agora estão direcionados para o Portal do Professor, lançado no ano passado.

O diretor de produção de conteúdo e formação em educação a distância do MEC, Demerval Bruzzi, explica os motivos dessa mudança: “Quando o Rived surgiu, não era somente um repositório, era uma parceria do Brasil com outros países, mas eles não cooperavam, e só o Brasil fazia a sua parte”. Em seguida, completa: “Além disso, tínhamos uma equipe de professores que desenvolvia objetos de aprendizagem para o nosso banco, nós promovíamos cursos para a capacitação das equipes selecionadas por meio de editais públicos, e essa metodologia precisava de investimentos milionários.”

Quanto à extinção do Concurso Rived, o qual premiava os melhores projetos de OAs, Bruzzi justifica dizendo que aquele processo foi considerado ultrapassado: “O prêmio incentivava a produção, mas não tinha impacto na aprendizagem. Não havia nenhuma garantia de que aqueles projetos promoveriam uma educação inovadora.”

Seguindo a tendência da integração e interatividade da web 2.0, o MEC decidiu integrar todos os conteúdos no Portal do Professor. Lá, há realmente espaços interativos. Os objetos ainda são mantidos em um repositório, que agora é denominado Banco Internacional de Objetos Educacionais. Atualmente, são 7.031 recursos cadastrados. As discussões sobre esses recursos podem ser levadas novamente as espaços do Portal (ver reportagem “Portal do Professor mostra como incorporar novas ferramentas ao ensino“).

A professora da UFRGS Liane Tarouco revela também que está se dedicando a um novo projeto de repositório, onde haverá mais do que o trabalho de catalogação de objetos. “Trabalharemos também com gestão de conteúdo de uma forma que poderemos agregar informações e saber onde os conteúdos estão sendo utilizados e de que forma”, diz Tarouco.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.