jun 14

Pesquisa revela percepção do e-learning pelos usuários

No mundo corporativo, o e-learning se tornou uma vertente da EAD muito difundida, por ser capaz de atender a diversas necessidades de aprendizagem das organizações. Naturalmente, o seu sucesso e a consequente obtenção dos resultados desejados passam pela aceitação das pessoas que o utilizam. E como será que elas veem essa ferramenta?

Um artigo publicado na revista EAD em FOCO (eademfoco.cecierj.edu.br), traz um estudo muito interessante sobre esse assunto. Além de apresentar uma análise sobre o cenário atual da EAD, ele revela uma pesquisa realizada em uma grande instituição financeira em 2008, sobre a percepção de seus empregados em relação aos cursos de e-learning utilizados na empresa.

A pesquisa contou com 90 funcionários da organização, que responderam um questionário composto de afirmativas relacionadas ao e-learning envolvendo nove aspectos:

- Facilidade para utilização dos recursos de informática

- Autodisciplina para realizar o curso

- Relação entre ausência do instrutor em tempo integral e a qualidade do curso

- Comparação do nível de aprendizado dos cursos e-learning em relação aos cursos presenciais

- Apresentação gráfica e nível de interação dos cursos

- Vantagem de determinar o horário de estudo

- Relação entre os cursos e-learning e as competências essenciais

- Aplicabilidade dos temas abordados

- Percepção se o e-learning é uma tendência ou moda passageira

Foi analisado o nível de concordância dos participantes em relação a esses itens, baseados nas respostas 1 – Discordo completamente, 2 – Discordo, 3 – Concordo e 4 – Concordo plenamente (escala Likert).

O gráfico abaixo mostra a média das respostas:

Nível de concordância - respostas

Clique na imagem para ampliá-la.

 

Destaco alguns pontos que me chamaram a atenção:

1)      Embora a maioria dos participantes considere o fato de poder determinar o horário de estudo uma vantagem do curso e-learning, na média, eles não têm disciplina para planejar seus estudos.

2)      Na média, os respondentes enxergam claramente a ligação entre os cursos e as competências que devem ser desenvolvidas, ou seja, estão conscientes dos objetivos que precisam ser atingidos.

3)      Mesmo que grande parte dos participantes não acredite que o treinamento e-learning proporcione o nível de aprendizagem de um curso presencial, quase todos concordam que ele não é apenas uma moda, mas sim uma tendência que está se consolidando.

Um dos principais obstáculos enfrentados por projetos de educação a distância é a resistência por parte dos usuários a esse formato de ensino. Muitos ainda enxergam a modalidade com desconfiança e custam a se desfazer de preconceitos adquiridos na cultura do ensino presencial.

Evidentemente, trata-se de uma barreira difícil de contornar, pois exige, antes de qualquer coisa, uma mudança comportamental que leva tempo para ser consolidada. Enquanto nos modelos tradicionais de aprendizagem o aluno recebe o conhecimento, muitas vezes passivamente, no ensino a distância ele deve buscá-lo, ou seja, precisa assumir uma postura autodidata, baseada na disciplina.

Isso só pode acontecer se ele estiver convencido de que um curso a distância pode trazer resultados tão bons ou melhores que os de um curso convencional/presencial.

Leiam o artigo e publiquem suas opiniões no blog! Segue a referência:

Ferreira, A.; Valério, J.; Souza, G.. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES: A PERCEPÇÃO SOBRE O E-LEARNING EM UMA GRANDE EMPRESA NACIONAL. EAD em FOCO, América do Norte, 115 04 2010.

Abraço.

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Postado por Tairon Martins - Gerente de Projetos - GSI Online.
fev 5

Além do curso… Suporte ao Desempenho!

Como consultor de e-learning, algumas vezes sou indagado sobre formas de treinamento em tempo real, para ser usado no dia-a-dia do trabalho. Pensando nisso, trago hoje uma explanação sobre Suporte ao Desempenho.

E o que exatamente é isso?

“São sistemas, informatizados ou não, que auxiliam as pessoas a atingir melhor desempenho no seu trabalho; incluindo scripts, informações, procedimentos, entre outros.”

Um dos exemplos mais comuns são os sistemas usados nos suportes técnicos, onde o atendente recebe uma ligação e segue um script, fazendo perguntas ao cliente e levando este a solução de seu problema.

Suporte técnicoUma vez tive um problema com meu notebook e liguei para o suporte técnico buscando uma solução. Conversei com o atendente, fiz alguns procedimentos na máquina e resolvemos o infortúnio. Ao final, comentei com ele que devia ser dureza ter que conhecer tantos modelos de notebook e ele me contou que na verdade NUNCA havia visto o meu modelo, estava apenas seguindo uma série de instruções que estava vendo na tela de seu terminal de atendimento… Interessante não… Imagina o trabalho que ele teria se tivesse mesmo estudado TODOS os modelos da empresa. E imagina o tempo gasto em treinamento.

Há cinco grandes momentos para a aplicação de sistemas de suporte ao desempenho:

Iniciando

Quando o sistema “substitui” o mestre. O aprendiz estuda através do sistema, dá seus primeiros passos ali, sem a necessidade de um acompanhamento tão detalhado.

Aprendizado contínuo

Quando as pessoas estão aprendendo muito sobre muita coisa e de forma muito profunda. O sistema ajuda a recorrer a informações de forma rápida e eficiente.

Aplicação

Como no caso do suporte técnico do meu exemplo. É hora de usar o sistema para apoio no dia-a-dia.

Correções

Quando o problema é maior do que nossos conhecimentos podem resolver. Usa-se o sistema para corrigir as falhas.

Reaprendendo

No momento da reciclagem de conhecimentos, na hora de aprender como fazer coisas antigas de forma nova.

Enfim…

Na verdade, estes cinco momentos não são características somente do suporte ao desempenho, mas compõe toda a cadeia de aprendizagem de uma organização.

Os dois primeiros momentos (Iniciando e Aprendizado Contínuo) são mais atendidos por treinamentos convencionais ou online. O terceiro momento (Aplicação) é o que está mais preparado para receber o suporte ao desempenho. (Embora eu veja que muitas empresas não conseguem se desviar do aperto de estar sempre de olho no quarto momento, correções, agindo na maior parte do tempo de forma reativa.)

As propostas mais recentes para aprendizagem sugerem que as organizações se libertem dos papéis de “Aprendiz” e “Tutor” e transformem todos os colaboradores em “Agentes”, pessoas que ensinam e aprendem com os outros e por conta própria.

Para tanto é necessário que as organizações criem um ambiente favorável, cercado de recursos, levando as pessoas a atingirem melhores resultados para a empresa e um desempenho superior no trabalho.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
set 15

A cultura de e-learning (EaD) do Unibanco

Dando continuidade à exposição dos cases de empresas que têm projetos de e-learning de sucesso, vamos falar do Case do Unibanco, o quarto maior banco do Brasil.

Como os próprios gestores do projeto intitularam o seu Case, “A cultura de e-learning do Unibanco”, fica bem claro, que após alguns anos eles mesmos creditam ao projeto o “selo” do sucesso, ou seja, a equipe gestora do e-learning no Unibanco já conseguiu imprimir a cultura de educação continuada via internet na empresa.

Assim, dado o desafio de uma organização extremamente dinâmica, dinamicidade essa inerente ao mercado financeiro, espalhada por todo o Brasil em mais de 750 agências e 500 pontos da Fininvest, o projeto de e-learning surgiu sob as seguintes bases:

  • Aumentar a capacidade intelectual dos colaboradores e propiciar melhores possibilidades profissionais;
  • Desenvolver as competências estratégicas do conglomerado Unibanco;
  • Promover o ensino a distância, o autodesenvolvimento e a mudança de cultura organizacional;
  • Racionalizar os investimentos em treinamento;
  • Contribuir para o atingimento das metas do negócio.

E qual a situação do projeto atualmente, quantitativamente falando? A figura abaixo resume claramente.

Realmente, os números do projeto fazem do Case superlativo dentre os seus pares nacionais. Justamente por isso, inicialmente o projeto foi abortado e retomado numa estratégia totalmente remodelada que resultou nos números que aqui falamos.

Mas e quais as principais evidências após a implementação do projeto?

A principal, e que já falamos, é que o e-Learning tornou-se uma realidade dentro daorganização, alinhado às estratégias do grupo, o que sabidamente é um dos pilares do sucesso do e-learning, ou seja, se o treinamento via internet não é assimilado por todos na organização como mais uma ferramenta para suporte ao trabalho, dificilmente teremos resultados satisfatórios nas métricas de negócio.

Além disso, citam-se alguns fatos relevantes abaixo:

  • EaD representou uma revolução no aprendizado;
  • Integração com presenciais auxiliou na disseminação da cultura de e-learning;
  • Gerenciamento do conhecimento: relatórios de acompanhamento, verificação de indicadores e efetividade;

E o que vale destacarmos desse 3 itens? A importância das métricas como forma de mensurar o sucesso do projeto e a importância de se colocar o e-learning dentro de uma estratégia mais ampla de educação corporativa, portanto, que inclua o treinamento presencial, estratégia comprovadamente de sucesso.

Abaixo, uma idéia do Portal de Treinamento Online do Unibanco:

O Unibanco, mais que uma estratégia de e-learning, conseguiu criar uma cultura de Gestão do Conhecimento, através do uso da ferramenta de e-learning como um grande repositório do conhecimento organizacional Unibanco, algo visado por muitas empresas.

E tudo isso ocorreu satisfatoriamente devido à credibilidade da ferramenta, impacto direto nos negócios e pela relação custo/benefício presencial x e-learning.

Portanto, fica claro que um projeto bem planejado, alinhado ao negócio da empresa, dificilmente tem insucesso.

Amanhã, coloco mais alguns detalhes, mas compartilho ainda algumas telas dos cursos do e-learning do Unibanco.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jun 11

Fatores Críticos de Sucesso em e-Learning (Continuação)

Pessoal,

Lembram da nossa discussão acerca dos fatores determinantes do sucesso em e-learning? Pois bem, esse é um assunto polêmico, intrigante e ainda bastante incipiente, conforme já comentado anteriormente.

Assim, dentro desse contexto, eu, particularmente, propus avançar um pouco mais e estudar o caso de uma empresa que vem aparentemente implementando um case sólido de e-learning com base nas teorias que vinham se destacando na análise corporativa do uso da ferramenta (vide Joia, Professor da FGV nos posts anteriores).

E a que conclusão cheguei após os dados consolidados?

Por enquanto, vou deixar no suspense…

Tema para vários posts…em breve…

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mar 22

Avaliação em e-learning

Volta e meia sentimos o anseio das empresas em implementar seu projeto de e-learning, porém, sempre procuramos lembrar que o projeto em si compreende muito mais etapas que somente o LMS e os cursos, sendo que uma das fases mais importantes é avaliação do projeto em si e o cuidado com as avaliações dos cursos propriamente ditos.

Lendo um post do colega do Colaborativo.org, lembrei-me de comentar mais profundamente essa questão. No artigo referido, ele comenta que um amigo próximo ministrou um treinamento numa empresa, sendo que na avaliação todos foram muito bem obrigado, porém, dias depois o gerente da empresa contatou-lhe criticando o seu treinamento pelo fato de que os colaboradores estavam tendo dificuldades na aplicação dos conceitos aprendidos.

Ratificando a idéia do autor do Colaborativo.org, digo que isso realmente foi um problema de contextualização do aprendizado e, ainda, um problema de avaliação, ou seja, o treinamento não foi contextualizado à realidade dos colaboradores e avaliação corroborou para explicar o fato, já que todos foram muito bem e não conseguiram aplicar os conceitos aprendidos.

Clique aqui para ler o artigo completo »

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mar 14

e-Learning e a Cultura organizacional

Muito fala-se sobre a importância da mudança de hábitos para a disseminação do e-learning nas organizações.

E essa preocupação tem total fundamento, já que um dos principais obstáculos para a implementação do e-learning está ligado às práticas arraigadas nas empresas há muito anos. Ou seja, mudar a estrutura de treinamento com o uso das novas tecnologias da comunicação e informação (TIC), como a internet, podem exigir uma quebra de paradigmas.

Portanto, ao se pensar em qualquer projeto nesse âmbito, deve-se estudar o perfil dos colaboradores e preparar-se uma campanha de disseminação da ferramenta e estímulo ao uso da mesma. Dessa forma, só o trabalho constante e gradual fará com que o e-learning seja um sucesso na empresa.

Diria, para fechar esse post, que essa equação resume-se em dois itens: tempo e planejamento.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.