set 24

3º Fórum do Instituto Claro: Mobilidade e Colaboração na Educação

O 3º Fórum do Instituto Claro aconteceu no dia 11 de setembro, na USP, em São Paulo, e teve a participação de dois especialistas, professor Rogério da Costa e professora Lynn Alves. Moderados por Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação, eles debateram o tema “Mobilidade e Colaboração na Educação”. Abaixo, confira os vídeos (versões resumida e completa) do evento, além de outros conteúdos desta edição do Fórum.

Link para o Instituto Claro

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 19

Professores como agentes da cultura empreendedora

Pessoal,

Em uma análise precipitada, poder-se-ia dizer que esse post está fora do escopo desse blog, entretanto, a forma como nossos professores se posicionam durante toda a nossa vida escolar pode fazer uma enorme diferença na forma como enxergamos o aprendizado. Pois o aprendizado social (social learning) e a educação a distância (e-learning) tem tudo a ver com isso.

Vejam mais esse excelente post do Allan Brito, do Colaborativo.org e digam-me o que acham a respeito.

Professores como agentes da cultura empreendedora

Uma das coisas mais interessantes no estudo do empreendedorismo como fator de transformação pessoal para indivíduos. Para que uma pessoa possa começar a despertar o chamado espírito ou comportamento empreendedor, são necessárias uma série de mudanças e pequenos ajustes de comportamento para que o comportamento posse se desenvolver. Isso é referenciado no estudo do empreendedorismo como sendo a cultura empreendedora, que precisa ser disseminada e incentivada, principalmente no ambiente acadêmico, para que os professores sejam os primeiros agentes desse tipo de comportamento. A pergunta que faço aqui é: será que os professores estão preparados para incentivar esse tipo de cultura? Os professores são agentes de transformação?

Os professores são sim agentes de transformação, e por sinal muito importante, mas como na maioria dos casos em que disciplinas e exigências do mundo contemporâneo aparecem como desafios para que os docentes se adaptem e consigam passar esse tipo de conteúdo para seus alunos.

A Lecture upon the Shadow

Será que existe o empreendedor acadêmico? Claro que sim! Se formos fazer uma analogia direta entre os empreendedores e os pesquisadores, veremos que existem muitas semelhanças entre as pessoas que realizam pesquisas científicas e os empreendedores. Isso vai de encontro a um dos maiores mitos sobre o empreendedorismo, que é a associação direta de empreendedor com empresário. Nem todas as pessoas que são empreendedoras, necessariamente abrem empresas ou negócios. Basta ter vontade de realizar ou finalizar um projeto, deslocando seus esforços e recursos para tal, que você estará muito próximo de se tornar um empreendedor.

No caso dos professores dedicados a pesquisa científica, os mesmos podem ser chamados de empreendedores sim. Cada trabalho de pesquisa que resulta em artigos científicos, dissertações ou testes são frutos de um grande esforço de pesquisa. Esses são os projetos de realização pessoal, que fazem com que os professores possam ser “classificados” em uma categoria do empreendedorismo.

Como passar esse espírito de pesquisa e empreendedorismo acadêmico para os alunos? Esse é o grande desafio para os docentes interessados em formar pesquisadores, que futuramente podem se transformar em empreendedores acadêmicos. Uma coisa é certa em relação a esse tipo de comportamento, e disseminação da cultura empreendedora dentro da sala de aula: os professores são peças fundamentais. Veja algumas coisas que você pode fazer para potencializar o desenvolvimento desse tipo de empreendedor:

  • Não use aulas ou cursos voltados para conteúdos apenas
  • Sempre que possível aplique o aprendizado baseado na resolução de problemas
  • A resolução de problemas fará com que os alunos pesquisem as soluções
  • Sempre use trabalhos de pesquisa com resultado factível para a realidade dos alunos. Sem aplicação prática, os trabalhos acabam sendo feitos apenas em função da nota.

Essas são apenas algumas recomendações que podem ser aplicadas no design de uma disciplina ou curso, para ajudar na disseminação da cultura empreendedora, mesmo que os alunos não saibam o que isso significa. A transformação não se dará em todos os indivíduos, mas se uma pequena parcela dos alunos for cativada pela metodologia, já terá valido o esforço.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 17

Qual o valor educacional do Twitter?

Pessoal,

Estamos há algum tempo sem posts, mas estamos retomando o ritmo a partir de hoje.

Para a retomada, escolho um post bastante providencial para o momento de euforia em torno do Twitter.

Será que ele tem valor educacional?

Veja a opinião do nosso amigo do Colaborativo.org, Allan Brito.

Em tempo, acompanhe o Twitter da GSI Online e o meu, Bruno Weiblen e acompanhe tudo sobre  educação corporativa e e-learning!

Qual o valor Educacional do Twitter?

Allan Brito

O ecossistema de tecnologias e recursos em que a maioria dos cursos EAD está envolvido sofre transformações e ajustes constantemente. Sendo que algumas novas tecnologias que parecem revolucionar a maneira com que as pessoas se relacionam na web, sempre resultam em desafios para professores e designers instrucionais na adaptação de aulas e metodologias, para adaptar os cursos aos novos sistemas. Um dos mais recentes ambientes em que os alunos estão inseridos, muito devido a uma exposição excessiva da mídia é o Twitter. O sistema de microblogs está fazendo muito sucesso hoje, sendo mais um canal de comunicação e relacionamentos entre pessoas.

A pergunta que devemos fazer sobre o Twitter é: qual o valor educacional desse sistema? Se é que ele existe.

Como base para comparação, podemos abordar o uso de blogs para educação que já estão inseridos nesse contexto educacional há um bom tempo. Os blogs são ferramentas poderosas para professores e tutores, e muitas pessoas se questionam se é possível migrar para o Twitter e fazer o mesmo tipo de abordagem com os alunos.

Twitter's

Como forma de abordar o uso do Twitter e blogs, podemos fazer uma comparação entre os recursos oferecidos por cada um dos sistemas/ambientes. Para facilitar a comparação, vamos usar os seguintes critérios para análise:

  • Texto
  • Uso de imagens
  • Uso de multimídia
  • Consulta ao histórico
  • Organização e classificação
  • Manutenção
  • Interação e diálogo

O primeiro a ser analisado é o blog:

  • Texto: Os blogs não apresentam nenhum tipo de restrição a quantidade de texto usado pelo professores, o que permite usar o sistema para qualquer tipo de descrição ou explicação envolvendo grandes quantidades de texto.
  • Uso de imagens: O uso de imagens e figuras é livre nos blogs, sendo que até nos sistemas gratuitos é possível enviar imagens para o sistema, sem a necessidade de usar artifícios para hospedar os arquivos em outros locais.
  • Uso de multimídia: Aqui também não há restrição de uso, mas o editor do blog precisa ter conhecimentos de html para colar os códigos necessários para mesclar os conteúdos no texto.
  • Consulta ao histórico: Os textos do blog são organizados em ordem cronológica, o que deixa mais fácil de acompanhar os textos.
  • Organização e classificação: A organização dos conteúdos pode ser realizada por categorias, tags ou mesmo em meses específicos.
  • Manutenção: Dependendo de como o blog é hospedado, a manutenção pode ser um desafio para pessoas sem conhecimentos técnicos.
  • Interação e diálogo: Os textos do blog podem permitir que os leitores publiquem comentários sobre o conteúdo apresentado no texto, se transformando em um mini fórum de discussão.

Agora analisando o Twitter:

  • Texto: Qualquer texto publicado no sistema só pode ter 140 caracteres.
  • Uso de imagens: Por padrão, não é possível usar imagens. Apensa links para lugares que hospedam a imagem de maneira externa.
  • Uso de multimídia: Assim como nas imagens, o material multimídia deve ser indicado por links.
  • Consulta ao histórico: Os textos são organizados em ordem cronológica, mas não há classificação específica. Os leitores podem fazer consultas por pesquisa textual.
  • Organização e classificação: Não há maneira simples de classificação como os blogs.
  • Manutenção: Não é necessária nenhuma manutenção, pois a hospedagem é feita nos servidores do próprio Twitter.
  • Interação e diálogo: Aqui existem uma grande diferença para os blogs. Os usuários podem citar outras pessoas nos comentários, como se fosse um diálogo. Também é possível enviar mensagens privadas entre usuários.

A comparação não tem como objetivo dissecar os serviços, mas mostra que para fins educacionais os blogs ainda não podem ser superados pelo Twitter. Os professores tem muito mais liberdade de organizar e publicar conteúdos do que no serviço de microblogs. O Twitter fica mais como uma ferramenta de comunicação rápida, que serve apenas para isso mesmo. Seria algo como comparar o uso de textos mais longos e trabalhados com o SMS do celular. É uma coisa útil, mas apresenta as suas limitações.

E você já fez a sua conta no Twitter? Se já fez, pode seguir o meu Twitter Allan Brito.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 16

Senado torna obrigatória a promoção do ensino em penitenciárias (e-learning)

O Senado aprovou projeto tornando obrigatória nos presídios a oferta de cursos destinados à formação no ensino fundamental e no ensino médio, integrados no sistema escolar de cada estado. A medida prevê que os cursos sejam oferecidos nas modalidades de educação de jovens e adultos ou de educação à distância. Os programas deverão ser financiados com o apoio da União, com recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino, e também com recursos do sistema estadual de Justiça e da administração penitenciária.

Veja mais aqui:

Siga nosso Twitter: http://twitter.com/GSIOnline

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 13

e-Learning: Second Life e Educação

Pessoal,

Antes de iniciar uma série de posts sobre as palestras dos eventos e-Learning Brasil e e-Learning SUL, compartilharei uma visão interessante do colega João Mattar sobre o Second Life na Educação.

Abaixo, então, o post publicado originalmente no Blog http://blog.joaomattar.com/.

Quem me acompanha, e acompanha este blog, sabe que este tema é recorrente por aqui, mas chegou a hora de revisitá-lo com paciência e energia, principalmente agora que tem gente por aí trocando as bolas e esbravejando que o Second Life morreu, e que essa morte demonstra não só que o Second Life, mas inclusive os mundos virtuais em geral, foram uma aposta furada na educação, muita fumaça para pouco fogo. Um tipo de discurso que, parece, tem se repetido no mundo todo, ciclicamente, e que aqui chegou um pouquinho atrasado. No últimos meses fui deixando vários posts e artigos para ler, lugares para visitar etc., então aqui vão, num fôlego só!

Em primeiro lugar, números fresquinhos em Does Anybody Still Use Second Life? And If So, How Much Is It Worth Today? Afinal de contas, morreu o que, se a Linden Lab vale hoje ao redor de US$ 700.000.000,00? Morreu o que, se considerando o tempo gasto online por usuário, o Second Life fica na frente de todos os outros MMORPGs, como World of Warcraft e Civilization IV? E uma série de outras estatísticas não para de crescer?

A University of Cincinnati recriou no Second Life as ilhas Galápagos. Você pode refazer a viagem de Darwin a bordo do Beagle (acabei de viajar), além de explorar a ilha, que tem galeria e museu, num fantástico projeto coordenado por Chris M. Collins, que junto com Ronald W. Millard escreveu o artigo Galapagos Islands in Second Life.

O artigo A ‘Second Life’ For Educators apresenta o uso do Second Life em educação, com vários exemplos.

Cheguei a comentar por aqui sobre a Educational Support Faire, organizada no início do ano, que inclusive tem um wiki. Quase 4.000 avatares participaram do Virtual Worlds Best Practices in Education. As atividades no Second Life durante o 7º SENAED foram concorridas e a ferramenta se demonstrou uma das mais estáveis durante o evento. Vêm por aí ainda a Second Life Community Convention (SLCC) e o SLACTIONS, além de uma série de atividades que a comunidade de educadores que trabalha com o Second Life no Brasil organizará colaborativamente para o segundo semestre – tudo neste ano! Então, o que é que acabou, exatamente?

Denise Harrison produziu uma série muito interessante de 4 artigos para o Campus Technology sobre o uso do Second Life em educação.

No sensacional Real-Life Teaching in a Virtual World, ela discute como, ao contrário do movimento de excitação e posterior descontentamento com o Second Life, a educação seguiu um caminho diferente. A educação está florescendo no Second Life, com educadores explorando intensamente todas as ferramentas disponíveis e estabelecendo boas práticas pelo caminho. A SLED (lista dos educadores que trabalham com o Second Life) tem hoje ao redor de 6.000 participantes (não vejo brasileiros por lá); o Real Life Education in Second Life é um grupo dentro do SL com quase 4.000 membros; e o CC International-SL é outro grupo com milhares de participantes, voltado à promoção do uso de mundos virtuais na educação. Algumas instituições usam o SL como ferramenta de recrutamento de estudantes e professores, além de projetar a instituição a outros públicos; outras beneficiam-se do potencial educacional do SL para atender alunos, enriquecer o currículo, complementar suas aulas ou mesmo ministrar aulas. Educadores apontam várias vantagens na utilização do ambiente: imersão, aprendizado experiencial, simulação, roleplay, colaboração, co-criação, experimentação com novas ideias e aprendizado em grupo. Uma referência é feita ao wiki Educational Uses of Second Life. Colaboração e encontros síncronos envolvem mais do que páginas na web; um ambiente 3D virtual aumenta a participação e melhora a retenção; e o fator diversão não pode ser ignorado. No SL estão também disponíveis, sem custo, ferramentas para apresentações multimídia, de slides, vídeos, acesso a urls no próprio sistema, notecards etc., além de o SL funcionar como um programa de animação 3D (cf. Second Life as a 3D animation program) – quem ainda não assistiu Silver Bells and Golden Spurs, filmado no Second Life, aqui está a oportunidade:

O segundo artigo da série, Second Life: Engaging Virtual Campuses, analisa o trabalho de algumas instituições no Second Life, como University of Delaware, Stanford University Libraries, Montclair State University e University of North Carolina at Chapel Hill.

O terceiro artigo, Second Life’s Role in a Curriculum, mostra o interessantíssimo uso do Second Life pela Elon University em cursos de ciências, conduzidos pelo professor Tony Crider.

Completa a série Engaging Students in Virtual Learning, dedicado totalmente ao incrível trabalho desenvolvido pela East Carolina University em diversos cursos no Second Life. Onde está o fim do túnel?

Cabe aqui um parêntese, aproveitando um comentário do Valente. No cap. 2 do Learning by Doing, Clark Aldrich fala sobre a curva de adoção de novas tecnologias, que muitas vezes parecem morrer depois de um período inicial de excitação, mas depois renascem, quando entram na fase mais pragmática de vantagem estratégica. Se é isso o que ocorreu com o Second Life e com o uso de mundos virtuais em educação, é bom mesmo que seja assim, principalmente para deixar claro que quem entrou para valer, para explorar pedagogicamente essas ferramentas, não entrou por causa do frenesi, mas pela vontade de testar e experimentar com educação. O que, aliás, temos a obrigação, como educadores, de fazer com as mais diversas ferramentas, para nos apropriarmos delas para o uso educacional – caso contrário, quem vai ditar as regras? Mas essa fase já passou, agora já estamos em outra fase, de amadurecimento e de uso (não mais de discutir o potencial). Quem está dentro sabe disso.

Em Is Simulation as Good as Real Life?, Trent Batson faz uma interessante reflexão sobre o potencial da simulação em educação, citando exemplos desenvolvidos no MIT como StarBiochem (em que é possível interagir com moléculas) e Astronaut Motion in Micro Gravity (simulação 3D do movimento dos astronautas em micro-gravidade). Batson conclui que uma das muitas contribuições para o aprendizado, possibilitada pelas simulações, é sermos capazes de experienciar processos e realidades que são impossíveis de experienciar de outra maneira; as simulações podem nos transportar a um outro nível de realidade, permitindo ver com clareza o que seria impossível com outras ferramentas.

Quem já leu Simulation and Its Discontents da Sherry Turkle, citado no artigo?

O software Glasshouse, da Greenphosphor, permite que você transfira dados de uma planilha ou um banco de dados para uma representação 3D, que pode então ser inserida em um mundo virtual e explorada interativamente. Ele utiliza o CICP (Content Injection and Control Protocol), desenvolvido pela empresa mas em domínio público. Um vídeo explica o funcionamento do software:

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

Children taught in Second Life é um vídeo que mostra uma escola em Middlesbrough que utiliza o Second Life no ensino.

O Canal Metaworld2 Virtual Realities da Livestream transmite apresentações dos mundos virtuais.

Que tal um vídeo sobre o Sloodle (Second Life + Moodle)?

Ball State wins inaugural of Blackboard Greenhouse Grant for Virtual Worlds
mostra que o Blackboard tem procurado conectar seu LMS com o Second Life. O Angel Learning, por sua vez, já tem uma ilha no Second Life. O que então acabou?

Online Students at Bryant & Stratton College Will Graduate via Second Life mostra o uso do Second Life como plataforma para colação de grau no Bryant & Stratton College.

Digital Karnak é um projeto de Willeke Wenderish, professor de arqueologia egípcia da UCLA, para o estudo do desenvolvimento de Karnak, centro religioso no Egito. Wenderish tem também projetos para modelagem da agricultura do Egito Antigo (cf. UCLA Professors Use Virtual Reality to Explore Ancient Egypt).

O Volume 43, Number 5, September/October 2008 da renomada Educause Review Magazine apresenta artigos sobre o uso de mundos virtuais (especialmente o Second Life) em educação, assinados por evangelizadores do metaverso como AJ Kelton (”AJ Brooks”), Sarah Robbins-Bell (“Intellagirl Tully”), Cynthia M. Calongne (“Lyr Lobo”), Chris Collins (“Fleep Tuque”) e Chris Johnson (“ScubaChris Wollongong”), além de um podcast com Donald J. Welch, Presidente e CEO da Merit Network, e vários outros artigos, dentre os quais um de Alan Levine sobre o Campus do NMC – New Media Consortium, a maior reunião de instituições de ensino em um mundo virtual. Ou seja, fonte obrigatória de consulta para quem se interessa pelo uso de mundos virtuais em educação.

O Volume 5, Issue 5, June/July 2009, do Innovate Journal of Online Education, é dedicado ao uso de mundos virtuais em educação, com a maioria dos interessantes artigos abordando o uso do Second Life.

Outra fonte essencial é o Journal of Virtual Worlds Research, iniciado em Julho de 2008 e já com inúmeros artigos disponíveis. Oras bolas, mas então o que é que morreu que está nascendo?

O Early summer 2009 Virtual World Watch snapshot of virtual world activity in UK, HE, and FE, publicado em Junho de 2009, afirma que o Second Life continua a ser, disparadamente, o mundo virtual de escolha dos educadores nas universidades e faculdades do Reino Unido. Algumas universidades, como Open University, Edinburgh e Coventry possuem vários grupos, cursos e departamentos utilizando mundos virtuais como uma tecnologia central para atividades de ensino e aprendizagem, enquanto outras instituições estão desenvolvendo uma presença significativa no mundo virtual. O setor de medicina e saúde desenvolve um número destacado de atividades no mundo virtual, além de outras áreas como saúde e segurança, arte e design, e ciência da computação. Além disso, menos educadores têm reclamado de questões técnicas, pois os novos computadores já possuem hardware adequado para a navegação no ambiente. Vamos continuar olhando para o passado, para educar nossos alunos para o futuro?

Informed consent and virtual worlds: The avatar will see you now, publicado recentemente no Economist.com, mostra um estudo sendo desenvolvido no Second Life (SciLands) pelo Royal Sussex County Hospital (Brighton, Inglaterra) para auxiliar pacientes com problemas mentais a dar consentimento para procedimentos médicos.

Há uma tag no Delicious para o Second Life: secondlife, pela qual você pode acessar tudo da web que as pessoas estão classificando com essa tag, e inclusive classificar o que você encontrar pelo caminho.

Confira também as interessantes FAQs da SLED, a lista de milhares de educadores que utilizam o Second Life. É possível também acessar um calendário de eventos para educadores no Second Life.

O SocialPresence3D é um wiki para educadores no Second Life.

Uma dica recente do Gilson Schwartz foi a comunidade Association of Virtual Worlds, da qual ele participa.

Enquanto eu estava escrevendo este post (foi praticamente o dia todo para ler e rever tudo o que estava guardado, explorar alguns sites e espaços no SL etc.), dei uma paradinha para visitar o fantástico e-Learning3 Academy da portuguesa Mysa Randt, da Universidade Aberta – vale a pena dar um pulinho por lá! Ela tem inclusive um canal no YouTube e seu Sloodle.

Ou seja, a educação que está rolando nos mundos virtuais, e especialmente no Second Life, não está, nem nunca esteve, dependente da Kaizen. Apesar de alinhados com boas práticas mundiais em muitas áreas da EaD, no Brasil estamos ainda bem distantes do que se faz em educação no resto do mundo em mundos virtuais, e especialmente no Second Life. Por isso mesmo, fica fácil para quem nunca entrou no Second Life, ou entrou menos do que meu filho de 5 anos, afirmar, falaciosamente, que o fim das atividades da Kaizen é a prova de que o Second Life (e os mundos virtuais) se mostraram inviáveis para a educação. Esse discurso não se sustenta, é um discurso que reverbera o medo do novo, de bicho-preguiça; é preciso rever posições, olhar para o futuro, senão vamos continuar a mirar a educação do passado, superada e ineficiente para os nossos alunos de hoje. É preciso inovar.

Mas o equívoco não está só na interpretação falaciosa do que está ocorrendo com a educação!

Recipe for Success with Enterprise Virtual Worlds é um whitepaper da Fortrera, de dezembro de 2008, que apresenta os mundos virtuais como uma opção para treinamento e colaboração em empresas. Os mundos virtuais são apresentados como mais envolventes e baratos do que sistemas de áudio e webconferência.

Sims Games for Entrepreneurs é um serviço interessante a explorar, que oferece ambientes virtuais para o desenvolvimento de empreendedorismo.

O ThinkBalm Immersive Internet Business Value Study, Q2 2009 (Erica Driver & Sam Driver, Maio 2009) explora a utilização de tecnologias imersivas no trabalho.

Faça a sua escolha: ser um Velho do Restelo (sugestão da Mysa) – continuar falando da zona de conforto do minimalismo tecnológico sobre aquilo que você não conhece, não experimentou e não aprendeu (ou, pior ainda, ficar repetindo esse discurso que vem da boca dos outros), repetindo que as exigências de placa de vídeo tornam o Second Life uma tecnologia elitista etc. etc., que o SL não possibilita uma educação revolucionária etc. etc., ou explorar e testar uma tecnologia que tem sido integrada e aliada da educação. Mas isso envolve disposição para a imersão – logo estará disponível um cardápio de atividades educacionais em português para o segundo semestre, no Second Life. Tudo de graça. Esperamos você por lá!

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jun 5

MTV Debate – O ensino à distância (e-learning) é eficaz?

Pessoal,

Muito interessante o debate promovido pela MTV acerca da eficácia do Ensino a Distância.

Veja na íntegra, clicando aqui e responda a pergunta do título do post.

O ensino à distância (e-learning) é eficaz?

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mai 28

e-Learning SUL consolida-se como referência na edição 2009

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O e- Learning SUL mostrou que veio para ficar. Após laurear-se através da presença de um público de mais de 100 pessoas, o evento consolidou-se como uma referência para discussão de e-learning no Sul do Brasil e até mesmo nacionalmente. Discussões essas fomentadas pela palestra de Rafael Fernandez da Alcatel-Lucent que questionou o público sobre o status quo das áreas de educação corporativa nas empresas brasileiras, muito acostumadas a “dar respostas” e não a “questionar” as áreas demandantes, trabalhando em conjunto para achar a melhor solução para problemas de “negócio” que podem ser impulsionados por melhores estratégias de aprendizagem.

elsul2009Dentro dessa ideia de fomentar o debate, o e-Learning SUL procurou trazer Cases nos mais diversos estágios de implementação. Assim, o Habib´s procurou mostrar que tem uma Universidade Corporativa bem estruturada e que o próximo passo é implementar o e-learning a fim de transpor as barreiras geográficas e otimizar investimentos.

Já a Paraná Clínicas mostrou que pode-se começar a usar a internet para educação corporativa com a aplicação de projetos-piloto. Assim, com o sucesso dos dois primeiros cursos no Ambiente e-Learning Paraná Clínicas, a empresa agora traça as estratégias para consolidar o projeto como um pilar da educação corporativa.

O Grupo RBS mostrou, por outro lado, que a consolidação do e-learning como ferramenta de treinamento está muito mais próxima, ao passo que existem um número já bastante interessante de cursos online disponíveis e os resultados das iniciativas até então já são consistentes.

Para mostrar projetos de e-learning já maduros e avançados, que permeiam toda a organização, Renault e HSBC evidenciaram os resultados das boas práticas de e-learning em suas empresas, com equipes mais competitivas, de forma mais ágil e com menor investimento.

Assim, os Cases ratificaram que a ferramenta é uma questão de tempo para a maior parte das organizações brasileiras, face os resultados apresentados.

Em um outro momento do evento, buscou-se propiciar um espaço mais instrumental, com temas específicos ligados ao treinamento online, com workhops sobre Design Instrucional, LMS (Learning Management System) e ROI (Return On Investment).

Por fim, vale ressaltar que o e-Learning SUL 2009 procurou trazer uma novidade para o evento. Essa novidade foi a Mesa Redonda sobre Aprendizagem Online que trouxe à tona o anseio do público em discutir sobre o tema. Enfim, um espaço a ser incrementado e trabalhado para render melhores frutos em 2010.

É, exatamente isso que você leu, o e-Learning SUL 2010 espera por você!!!

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mai 25

ONU lança Universidade Online

Chama-se University of the People (Universidade do Povo) e funciona apenas em sistema de ensino à distância através da Internet. Foi anunciada esta semana pela ONU como sendo a primeira universidade do mundo onde não existem propinas.

ONU lança Universidade Online

Na University of the People pode inscrever-se qualquer pessoa com o ensino secundário completo e bom domínio da língua inglesa, mas a iniciativa destina-se sobretudo a quem não pode (por questões financeiras ou pela ausência de uma universidade geograficamente próxima) frequentar o ensino superior.

Por ora, a universidade oferece apenas dois cursos: de gestão (Business Administration) e de informática (Computer Sciences). A instituição, porém, não é reconhecida no sistema internacional, não confere graus e não permite a transferência de créditos a partir de outras universidades.

Para além das aulas online, o modelo de ensino vai fomentar a aprendizagem com os pares: os alunos serão divididos em turmas de 15 a 20 elementos, que deverão discutir e tirar dúvidas uns aos outros através de fóruns online e ferramentas de chat. Também há académicos e estudantes pós-graduados voluntários que darão apoio aos estudantes.

Embora não haja propinas, existe uma taxa de admissão (que, consoante o país, oscila entre os dez e os 50 dólares) e por cada exame os estudantes pagarão entre dez e 100 dólares.

Os responsáveis esperam ter “dezenas de milhares” de alunos inscritos, lê-se no site da universidade. Mas nesta fase de lançamento há um limite de apenas 300 matrículas. As inscrições estão abertas há menos de três semanas e estão matriculados cerca de 200 alunos.

A universidade precisa de 15 mil alunos e seis milhões de dólares (pouco mais de 4,3 milhões de euros) para assegurar o funcionamento. O fundador e presidente da universidade, Shai Reshef – um empreendedor israelita com anos de experiência em e-learning -, avançou com um milhão de dólares para lançar o projecto.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mai 10

Jogos Educacionais para e-learning em escolas de Pernambuco

Lendo um posto do Silvio Meira, que tem o Blog dia a dia, bit a bit no Portal Terra (link aqui), encontrei essa interessante iniciativa realizada em Pernambuco…Veja aqui o que Meira escreveu:

…numa palestra recente para um importante sistema nacional de ensino, meu primeiro slide era uma pergunta quase óbvia nos nossos dias:

sera que os alunos fugiram

o segundo slide tinha a resposta, em uma única palavra, ocupando todo o gigantesco espaço de projeção no auditório:

sim vermelho sobre fundo preto

este é o estado da arte: em todo lugar, em todas as escolas, públicas e privadas, se os alunos tiverem, em casa ou na rua, a menor chance de estarem na rede e não na sala de aula, é online que iremos encontrá-los.

e não é sem motivo: a sala de aula ficou tão pra trás da realidade [virtual] em que vivemos que dá a impressão que só ficaremos lá se não houver nenhuma alternativa à disposição. pra completar, um grande número de iniciativas que deveria ajudar a reverter tal situação acaba levando pra rede uma filosofia, processos e métodos educacionais completamente desconectados do novo mundo, online, onde os alunos vivem. resultado? fracasso total.

a pergunta da hora é: será que dá pra fazer alguma coisa, online, na escola ou na rede escolar, que atraia alunos e professores para uma experiência lúdica, educacional, sem a chatice que os alunos [principalmente] vêem nos métodos, digamos, clássicos de educação? dá sim. quer ver um exemplo?

o sistema de educação pública de pernambuco está promovendo uma iniciativa pioneira: uma olimpíada de jogos educacionais, uma competição virtual entre times de estudantes que, apoiados por professores, irão desenvolver um trabalho colaborativo, criando estratégias de jogo e se articulando em atividades de resolução de problemas… participando de uma aventura virtual que levará as melhores equipes a uma competição final concorrendo a prêmios especiais vinculados à cultura digital.image

a olimpíada de jogos educacionais [OJE] é uma maratona de jogos online entre equipes [de seis a dez alunos] de escolas estaduais do ensino fundamental [oitava e nona séries] e médio, onde a diversão “esconde” o aprendizado e, além da motivação educacional, há prêmios para os vencedores. pense: jogue, se divirta, aprenda, apareça, forme rede com seus colegas e ainda ganhe um laptop. não tô nem tão velho assim, mas às vezes fico pensando porque é mesmo que não estou nascendo agora…

um dos jogos da OJE [serão doze, este ano] é imuno [veja a tela de entrada na imagem abaixo], onde você comanda uma nave que tenta salvar oswaldyr pontes, cuja vida não é lá muito saudável: nosso anti-herói é fumante, come muita gordura, não pratica exercícios, sofre de bronquite crônica e tem alto risco de ataque cardíaco…

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imuno explora biologia, anatomia, imunologia, educação alimentar e comportamento. e é divertido. jogar em time é ainda mais divertido: todos constroem, juntos, a estratégia, os mais habilidosos jogam de fato [e ensinam os outros a jogar], o professor tira as dúvidas e ajuda o time. pena que não dá –ainda- pra você jogar; no momento, apenas os alunos pernambucanos inscritos na OJE vão ter acesso aos jogos da competição.

um outro jogo online da OJE é machina [tela do jogo na imagem abaixo], que explora, ao mesmo tempo, princípios de história, geografia e física clássica. pegue uma nave e vá atrás de objetos históricos numa escavação em algum lugar do planeta. e gaste pouco combustível e tempo, pois sua eficácia e eficiência são o que vão levar seu time para o topo da tabela da competição. não é você contra o jogo [veja o regulamento aqui]: é você e seu time, no jogo, contra todos os outros muitos times. isso pega, pode crer.

image

ainda estamos a cinco dias do fim das inscrições e mais de 2.200 times, de 337 escolas em 120 das 186 cidades de pernambuco já estão inscritos, atingindo quase 15.000 alunos da rede estadual. e esta é só a primeira rodada; a depender dos resultados e do marketing real e viral desta edição, podemos ter dez vezes mais alunos na OJE de 2010 em pernambuco, 150.000 de um total de 800.000 alunos.

a OJE é uma iniciativa da secretaria de educação do estado, que não está tendo medo de arriscar, cair na rede e tentar atrair a atenção dos alunos para processos de aprendizado que, queiramos ou não, serão cada vez mais digitais e em rede. a secretaria articulou o desenvolvimento e execução da OJE com o porto digital, arranjo produtivo local de TICs de pernambuco, situado no bairro do recife antigo, envolvendo uma rede empresas de jogos digitais, acrescida do cesar.edu [especialista em conteúdo e processos educacionais], fazendo com que os conceitos e capacidades locais em educação para o futuro e games contribuam para a melhoria do sistema educacional do estado.

mas não só: a iniciativa está sendo essencial para o aumento das competências técnicas e negociais locais em soluções, processos e jogos educacionais, e pelo menos um outro estado da federação e um grupo de escolas privadas já está interessado em ter uma OJE para seus alunos e professores. tomara. os alunos, tenho certeza, vão agradecer.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
abr 16

Economia do conhecimento – Apple usa iTunes para e-learning

AppleA Apple, a tão famosa empresa criadora do Mac, iPod, iPhone, dentre vários outros está lançando um novo negócio que pretende suprir a necessidade humana por conhecimento. Tudo que você pensar entre palestras em universidades e tours de museus estará disponível em um novo serviço chamado iTunes U.

Assim, a Apple está usando toda a sua força para impulsionar esse novo serviço, objetivando fazer da iTunes não só um grande portal para busca de músicas, podcasts, vídeos, mas também de conhecimento.

A grande ideia é fazer da iTunes um lugar para entreter a mente. De acordo com um comunicado da empresa, a iTunes U dentro da iTunes store oferecerá conteúdos gratuitos em áudio e vídeo das Universidades, musesus e instituições culturais, das mais renomadas ao redor do mundo.

“Assim, não importa se você quer aprender alguma coisa com grandes pensadores mundiais, saber da última exposição de obras de arte ou se quer melhorar o seu aprendizado em espanhol, a iTunes U propiciará isso para você” dizia o comunicado da Apple

Para conhecer melhor esse serviço, explore a iTunes U.

É a Apple surpreendendo mais uma vez! É esperar e ver o potencial dessa nova ferramenta!

By John Kennedy

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.