fev 8

Relatório ASTD – Mercado de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) – 2008/2009

Pessoal,

Abaixo, compartilho uma notícia interessante a respeito do Relatório do Mercado de Treinamento nos EUA referente a 2008-2009.

Relatório ASTD 2008-2009

Apesar dos desafios econômicos, as empresas investiram US $ 130 bilhões em aprendizagem e/ou desenvolvimento de funcionários.

As principais conclusões mostram que o mercado resistiu aos desafios da economia difícil em 2008 e 2009, com as empresas investindo 134,07 bilhões dólares em 2008, ou uma média de 1.068 dólares por empregado.

Apesar das pioras nas condições econômicas na última década, os líderes de negócios continuaram a investir recursos substanciais para as funções de aprendizagem em suas organizações. Enquanto os gastos foram reduzidos ligeiramente em 2008 – a despesa média por funcionário de 1.068 dólares caiu 3,8% em relação a 2007, quando o nível era de 1.110 dólares – os profissionais de educação assumiram mais responsabilidades, aumentando o número de funcionários pelos quais eles eram responsáveis, procurando maneiras de operar de forma eficiente. Os colaboradores tiveram uma média de 36,3 horas de conteúdos de aprendizagem formal, ligeiramente abaixo de 2,9% quando comparado a 2007, que teve um valor de 37,4 horas, mas representando ainda um montante significativo de recursos atribuídos a cada trabalhador para aprendizagem e suporte a desempenho no local de trabalho.

Os dados de 2009, do relatório da indústria, compreenderam 301 organizações, incluindo os membros do ASTD Benchmarking Forum e os vencedores do ASTD BEST Award. Por mais de uma década, o Relatório Anual do Mercdo de Treinamento da ASTD apresentou insights importantes sobre as atividades estratégicas e operacionais das funções relacionadas à aprendizagem em todo o mundo.

Para se ter uma ideia, 88,59 bilhões de dólares foram gastos com a função interna de aprendizagem nas organizações americanas.

Por outro lado, 45,48 bilhões de dólares foram atribuídos a serviços externos nas organizações e as despesas com aprendizagem como um percentual da folha de pagamento aumentaram em 2008 2,24%, acima dos 2,15% de 2007.

O percentual do orçamento de aprendizagem atribuído a serviços externos foi 22%, abaixo dos 25,2% de 2007, continuando uma tendência de queda que começou em 2004.

Já o número médio de empregados por agente de aprendizagem (instrutor) foi 253 em 2008, acima dos 227 do ano anterior.

O custo médio por hora de aprendizagem utilizada diminuiu 7,1%, de US$ 56 em 2007 para US $ 52 em 2008, o que significa que os profissionais de educação estavam operando de forma eficiente e que estavam gerindo o conteúdo de aprendizagem sem incorrer em sobrecarga adicional.

O Relatório da ASTD 2009 mostra que, apesar dos momentos econômicos difíceis, os profissionais de educação se adaptaram e continuaram a entregar resultados, aumentando até mesmo o número de oportunidades de aprendizagem formal, apesar dos recursos escassos. Isso também revela um compromisso da parte dos líderes empresariais que compreendem que um compromisso contínuo financeiro e operacional é necessário para alavancar o capital humano para a sua plenitude.

Sobre a ASTD

A ASTD (American Society for Training & Development) é a maior associação profissional do mundo dedicada ao treinamento e desenvolvimento (T&D) de pessoas. A entidade atua em mais de 100 países e o trabalho dos membros da ASTD está relacionado a organizações de todos os portes, nos setores público e privado, assim como consultores independentes e fornecedores.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jan 21

Idéias gerenciais que mais influenciaram a década

Repasso esse post retirado do blog http://hsm.updateordie.com. Muito interessante.

Especial atenção ao que é dito sobre “Valor para o acionista como estratégia”, “A organização criativa” e “High potentials”.

Grande abraço,

the_boss

Pessoal,

encontrei no site da Harvard Business Review, artigo que relaciona as idéias que mais influenciaram a gestão na última década. Relaciono-as abaixo com meus comentários :

- Valor para o acionista como estratégia : Na minha opinião, a mais infeliz das idéias. Como diz o artigo: “valor para o acionista deve ser consequência, e não uma estratégia.” Lembro-me de um artigo do professor Mintzberg escreveu no final de 2007  em que ele afirmava que enquanto as empresas não se conscientizassem de que elas faziam parte de uma comunidade e que suas ações afetavam e eram afetadas por esse ambiente, não conseguiríamos evitar a catástrofe que estava por vir. A resposta a essa estratégia foi a maior crise financeira desde 1929;

- TI como comoditie : O assunto do momento em termos de tecnologia chama-se Cloud Computing. Isso tem a ver com o sonho de todo administrador de querer trabalhar apenas com custos variáveis. O artigo apresenta uma visão interessante de que essa onda teve início com o Bug do milênio que obrigou a ter uma atenção muito grande com os sistemas legados onerosos;

- Aumento do poder do consumidor : Em 2006, a revista “The economist” elegeu o consumidor como a personalidade do ano. Tem tudo a ver com uma série de evoluções tecnológicas e sociais que fizeram com que a voz do cliente ficasse cada vez mais alta. Tal fato é potencializado pelo crescimento veloz das redes sociais e o surgimento da geração Y;

- Gestão de risco empresarial : O 11 de setembro de 2001 mudou muita coisa nesse campo. Apenas para lembrar, haviam empresas que funcionava em uma das torres e possuia seu backup na outra torre. Esse acontecimento fez com que fossem revisadas várias normas nesse campo. Uma delas é a necessidade de as empresas financeiras adotarem procedimentos de disaster recovery, sob pena de perder capacidade de investimento. Como exemplo de medida, podemos citar a construção de Datacenters foram de um raio de 10 quilômetros a partir da central de processamento de empresas financeiras, além de outras medidas de contigenciamento e recuperação imediata para mitigar o risco sistêmico no setor financeiro;

- A organização criativa : Como já disse no post anterior, a pessoas passaram a estar novamente no centro do processo. Voltaram a ser a força motriz da economia devido a necessidade de inovação. A questão é como estruturar nossas organizações orientadas a melhor produtividade criativa e inovadoras das pessoas, uma vez que tudo que foi em termos de modelo de gestão foi pensado para tornar mais eficiente a produção de máquinas? Por essa razão, cresce a importância de conceitos como Enterprise 2.0 e Gestão 2.0, como bem citou o Jorge Carvalho no seu último post no blog da HSM (Clique aqui para acessar);

- Open source : Aqui devemos dar todo o crédito ao criador do Linux, Linus Torvalds, pois foi a partir do modelo de colaboração para construção Linux é que ganhou força conceitos como Wikipedia, Redes Sociais, software livre, inovação aberta;

- Going Private : O fator “Enron” desestimulou a administração de uma empresa como se fosse um orgão público. Cresce a importância do capital privado como investimento nas empresas e, consequentemente, cresce a importância de mecanismos de gestão mais transparentes como governança corporativa;

- High potentials : As empresas de consultoria e as que são baseadas em conhecimento já sabiam disso há algum tempo, mas na última década, o resto do mundo corporativo acordou para o fato de que alguns gerentes são mais iguais do que outros. A partir daí, foram criados programas para identificar gerentes que pensavam de forma diferente e inovadora da grande maioria. Quem ganhou com isso foi a indústria de Coaching Executivo;

- Competição baseada em análise : Aqui o assunto é o BI (Business Inteligence).  Na minha opinião, ainda não está consolidada essa tendência e ainda precisa evoluir muito, não como ferramenta, mas sim no uso e na visão de como utiliza-la melhor pelos gestores das empresas. Já se fala em Business Analytics, mas esse é um assunto para um outro post;

- Inovação reversa : A maior história aqui é o amadurecimento do conceito de globalização, particularmente no que diz respeito às economias emergentes. A maioria das grandes corporações, em 2000, viu-os primeiramente como uma fonte de recursos naturais e, cada vez mais trabalho, mais barato. Então, como o aumento do emprego alimentou o desenvolvimento da classe média, as cidades da Índia e da China passaram a representar mercados valiosos. Agora, esses não-consumidores nos EUA estão chegando para o primeiro plano. Empresas como a GE ea Microsoft estão fazendo R & D nos mercados emergentes, Otimizando a essas preferências e restrições, e em seguida, trazendo os resultados de volta para casa;

- Sustentabilidade : Mais do que tudo, os primeiros dez anos do século 21 será lembrado como a década que os negócios começaram a serem verdes. Daqui a dez anos, quando alguém revisitar esse artigo da Harvard, poderão dizer que 2010-2020 foi a década de sustentabilidade, mas a idéia estava no ar antes de 2010, pois foi a década em que esse conceito realmente pegou. Na minha opinião, não devemos enxergar o conceito de sustentabilidade aplicado apenas a questão ecológica, mas sim a vários aspectos da economia, principalmente em relação a valorizar a visão de longo prazo em detrimento da visão de curto prazo e, também, a valorizar a colaboração ao invés da competição;

Essas foram as idéias apresentadas no artigo. E você? Concorda com elas? Quais seria as suas?

Um abraço.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
fev 12

Games Educacionais para e-learning – Está dada a largada!!!

Com a crise da escassez de crédito global corroendo os orçamentos é um sonho ainda em gestação em algumas áreas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) usar games para treinamento.

Longe de ser privilégio de algumas empresas excêntricas ou estritamente especializadas – o que era o caso cerca de 5 anos atrás – os jogos sérios, do inglês serious games, ou ainda jogos para educação ou treinamento está se tornando uma das principais ferramentas para o aprendizado organizacional, graças a empresas gigantes do mundo da Tecnologia da Informação (TI) como Microsoft e IBM que desenvolveram tecnologias extremamente sofisticadas.

David Wortley, Diretor do  Instituto Coventry de Jogos Sérios, diz que o mercado vem sofrendo uma mudança bastante significativa em relação ao entendimento, conscientização e demanda por jogos sérios. Ele diz que a indústria, que já fora focada em simulações extremamente complexas como simuladores de voo, está agora se espalhando por áreas como  marketing, finanças e atendimento ao consumidor.

Ambientes 3D

Os jogos para treinamento evoluíram de jogos de tabuleiro, simulações em papel, software multimídia para jogos extremamente sofisticados, em ambiente tridimensional que outrora só se imaginaria no console para videogame PlayStation3, da japonesa Sony.

Os desenvolvedores argumentam que a habilidade desses programas em possibilitar complexos cenários de negócios significa que agora existe um lugar válido para qualquer tipo de treinamento da linha de frente das empresas. “As pessoas que nos procuram tem proporcionalmente uma larga experiência e tradição em treinamento de sala de aula e almejam cortar custos,” diz Kevin Corti, Diretor-Executivo da empresa especializada em games para treinamento, Pixel Learning.

“Os jogos sérios possibilitam às empresas oferecerem um aprendizado mais focado e realista, que realmente representa aquilo que os executivos fazem diariamente,” acrescenta Kevin.

Enfrentando desafios

De acordo com Richard Berg, chefe de desenvolvimento da empresa Business Smart International, o elemento relacionado à experimentação dos jogos para treinamento significa também que os mesmos podem cumprir um papel fundamental nesse cenário econômico de incertezas, ao passo que colocam as pessoas frente aos seus desafios reais, colaborando na busca das respostas. Ele diz ainda que os colaboradores, nesse tipo de ambiente, podem se sentir livres para colocar novas idéias em prática, arriscar mais, sem os perigos da vida corporativa real, justamente um ambiente simulado para treinamento, preparando-o para o mundo real.

A versatilidade dos jogos sérios possibilita uma gama bastante variada de aplicações, com diferentes tipos de jogos, objetivos, duração e mesmo, custo. Nisso, pode-se incluir jogos curtos de 2 minutos, chegando a simulações bastante complexas que podem durar semanas, provocando interação entre os participantes. Os gerentes de treinamento podem escolher implementar esses jogos num ambiente de e-learning já existente ou mesmo em encontros presenciais. A própria GSI Online, empresa na qual sou um dos Diretores, já desenvolveu vários, principalmente para o segmento farmacêutico, para empresas como Pfizer e Eurofarma, noticiado no Portal Baguete, aqui e aqui.

Corti diz que a maioria dos projetos da Pixel Learning são híbridos e variam de R$100.000,00 a R$150.000,00 – oferecendo várias horas de treinamento para centenas a milhares de colaboradores.

“Nós já desenvolvemos diversos games de simulação em formato de prateleira (catálogo) como, por exemplo, Atencimento ao Consumidor, que podem custar de R$120,00 a R$240,00 por usuário,” adiciona ele.

Qualquer empresa com um grande número de funcionários terá, provavelmente, uma drástica redução de custos com esses aplicativos, adiciona Berg, que insiste que, apesar da tecnologia, os preços são bastante competitivos se comparados a treinamentos presenciais, recheados de custos relacionados à hospedagem, deslocamento, alimentação, aluguel de salas e remuneração de instrutores.

“As empresas podem fazer um mix de soluções e nós podemos criar soluções tão flexíveis quanto,” diz ele. “Os custos podem ir de R$750 a até R$12.000,00 por usuário, dependendo da complexidade da aplicação.” *Nota = esses valores são bem mais competitivos quando falamos no mercado brasileiro.

Estudo de Caso: Shire

No outono de 2008, a empresa farmacêutica global, Shire, rodou uma sessão de games para treinamento para 35 colaboradores do mundo todo de sua área de legislação na Convenção Anual. A aplicação utilizada era baseada numa simulação complexa de sua realidade de negócios.

“Como os advogados da empresa tinham a tarefa de aconselhar as lideranças da Shire, era crítico compreender por que os executivos da empresa buscam certos caminhos e qual o seu real objetivo”. A idéia, segundo o porta-voz da empresa, Jason Baranski, era “…fazer algo intenso nos termos de treinamento que ao mesmo tempo fosse divertido e possibilitasse o trabalho em equipe.”

“O desafio foi genuíno, pelo fato de possibilitar uma reconstrução simulada do mundo real”, colocando variáveis reais do negócio, permitindo uma variação no pool de decisões possíveis a serem testadas, sem os agravantes das consequências de um erro no mundo corporativo real”, finaliza.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
nov 24

O e-Learning na era das Redes Sociais

A evolução do e-learning e de suas mudanças é colossal. A cada momento temos novas idéias e novas ferramentas que podem ser alinhadas às estratégias de aprendizagem online. Além disso, o fato de que uma diversidade de ferramentas com uso convergente (em torno dos objetivos de um curso online) traz resultados de sucesso encoraja o surgimento de inovações no processo de aprendizagem.

Entretanto, o limiar entre o uso disseminado e consolidado, que garante uma maior probabilidade de sucesso, é muito tênue. Até uma nova ferramente ser assimiliada são necessários alguns meses, com um forte trabalho de endomarketing.

Esse é o caso das Redes Sociais em Treinamento & Desenvolvimento. Orkut, Facebook, MySpace, LinkedIn são alguns dos exemplos de Redes Sociais. Mas como potencializar o uso dessas ferramentas para incrementar o aprendizado?

A imersão das empresas, gradualmente, em um ambiente cada vez mais colaborativo, chamado por alguns de Web 2.0 é parte do fator de sucesso de uma iniciativa de uso de Rede Social em e-Learning.

A Forrester Research, por exemplo, publicou recentemente um relatório das tendências de investimento na Web 2.0 até 2013. As cifras devem alcançar, segundo o estudo, algo como $4.6 bilhões de dólares. Tudo isso para criar um grande ambiente de colaboração na cadeia produtiva, unindo fornecedores, empresa (colaboradores) e clientes.

Vários desenvolvedores de softwares LMS (Learning Management System ou Ambiente Virtual de Aprendizagem) já procuram integrar algum tipo de ferramenta de Rede Social. Porém, o real fator de sucesso de uma iniciativa como essa está na coordenação que se faz para alinhar as demais estratégias de aprendizagem com essa nova ferramenta.

Um exemplo de sucesso é a empresa de telefonia celular francesa, SFR, que criou um ambiente em Rede Social para propiciar troca de informações sobre carreira, aspirações de aprendizado e carreira, além de grupos com assuntos comuns em interesse.

Atualmente, a Rede Social da SFR tem uma média de 80.000 visitas por semana e 10.000 funcionários usando.
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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
abr 9

Programas Trainees e e-Learning – Como unir os dois?

O sonho de várias empresas há um tempo atrás era estruturar um Programa Trainee, tudo porque o mesmo teria um impacto enorme na atração e retenção de talentos e, conseqüentemente, reduziria o índice de rotatividade, o que sempre contribui para uma melhor gestão do conhecimento.

Pois bem, semana passada, a GSI Online “bateu o martelo” de um projeto com uma empresa gaúcha que pretende inovar nesse processo. Além de estar formatando o seu Programa Trainee que ambiciona abastecer a empresa de talentos no mesmo ritmo forte de crescimento que tem a empresa, a idéia é usar o LMS (Learning Management System) para integrar o processo de seleção dos trainees com todos os treinamentos necessários para a formação dos novos colaboradores, formando ao final de tudo uma Universidade Corporativa. 

Clique aqui para ler o artigo completo »

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.