mai 24

O que você acha mais importante num curso online?

Nos últimos dias fizemos uma pesquisa/enquete através do site da GSI perguntando “O que você acha mais importante num curso online?”.

As alternativas que os respondentes tinham eram: didática, interatividade, qualidade gráfica, simulações e a opção outros.

O resultado você pode ver abaixo e tirar suas próximas conclusões. Aproveite e compartilhe elas com a gente através dos comentários. :-)

O que você acha mais importante num curso online?

Obrigado a todos que votaram.

A próxima enquete já está no ar: “Quais elementos podem agregar mais valor a um projeto educacional?”

Entre no site www.gsionline.com.br e participe! ;-)

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
mai 20

Não compre gato por lebre…

Compartilho esse post publicado no blog Educação Próxima que fala sobre uma discussão que começou na Rede Brasil e-Learning e acabou tomando outros espaços. Contribua você também, deixe seus comentários ou entre na maior comunidade brasileira sobre e-learning e acrescente suas ideias nessa e em várias outras discussões que há por lá.

[por Régis Tractenberg]

Faz poucos dias respondi a uma mensagem do Carlos Rodrigues na comunidade Rede Brasil e-learning. O título aberto pelo Carlos foi: “Não compre gato por lebre … Certificação é coisa séria!” Vale a pena conferir o debate na íntegra que teve também a contribuição de Paolla Luciana Zecchinelli.

Dentre os pontos levantados tivemos:

- Podem empresas e professores independentes emitir certificados para cursos livres?

- Esses certificados tem algum valor legal?

- Quando a empresa ou professor é associado(a) à ABED (selo que vem sendo amplamente adquirido por aqueles que oferecem cursos online) isso confere alguma garantia de qualidade aos cursos e algum reconhecimento adicional aos certificados emitidos por essas instituições e professores?

- É legal que certas  ´instituições´ afirmem que seus cursos (livres) sejam reconhecidos por secretarias estaduais de educação?

A seguir minhas respostas:

—–

Olá Carlos,

Agradeço por você estar levantando essa discussão. Como lhe disse, também vejo ´instituições´ que afirmam serem seus cursos (cursos livres na verdade) reconhecidos por secretarias estaduais de educação (mas possuem apenas simples registros dos cursos junto a sec. municipais), registro esse feito em nome de instituições terceiras como você bem colocou.

Esse debate é um passo inicial para se esclarecer as coisas perante o público.

Sobre certificados…

Quando iniciei meus cursos online consultei mais de um advogado para perguntar se poderíamos emitir certificados.

Ocorre que qualquer indivíduo ou instituição pode certificar (dar como certo), atestar ou declarar por escrito o que quiser e ser considerado responsável pelo que escreveu.

Um professor, mesmo independente, pode certificar não só a participação de um estudante em seus cursos, como também seu nível de aproveitamento e suas competências. Tal documento tem valor legal.

Se terá reconhecimento, essa é uma outra questão que depende da reputação junto à sociedade e ao mercado por parte do indivíduo ou instituição que declara / certifica.

Não é ilegal portanto emitir certificados. Ilegal é fazer propaganda enganosa, mentindo sobre o reconhecimento dos mesmos junto ao MEC ou secretarias de educação, que não tem como atribuição conferir reconhecimento a cursos livres.

Sobre o uso do logo da ABED…

Trata-se de propaganda enganosa se a instituição e seus professores não participam dos eventos acadêmicos e não contribuem com estudos na área. Afirmar-se como membro de uma associação científica significa isso, e não dar a entender que essa atesta a qualidade de suas práticas.

A ABED, deveria ser mais criteriosa na concessão do uso de sua logo. Não deveria aceitar que fosse usada por instituições que afirmam terem cursos reconhecidos por órgãos oficiais, quando não o são.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
fev 8

Relatório ASTD – Mercado de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) – 2008/2009

Pessoal,

Abaixo, compartilho uma notícia interessante a respeito do Relatório do Mercado de Treinamento nos EUA referente a 2008-2009.

Relatório ASTD 2008-2009

Apesar dos desafios econômicos, as empresas investiram US $ 130 bilhões em aprendizagem e/ou desenvolvimento de funcionários.

As principais conclusões mostram que o mercado resistiu aos desafios da economia difícil em 2008 e 2009, com as empresas investindo 134,07 bilhões dólares em 2008, ou uma média de 1.068 dólares por empregado.

Apesar das pioras nas condições econômicas na última década, os líderes de negócios continuaram a investir recursos substanciais para as funções de aprendizagem em suas organizações. Enquanto os gastos foram reduzidos ligeiramente em 2008 – a despesa média por funcionário de 1.068 dólares caiu 3,8% em relação a 2007, quando o nível era de 1.110 dólares – os profissionais de educação assumiram mais responsabilidades, aumentando o número de funcionários pelos quais eles eram responsáveis, procurando maneiras de operar de forma eficiente. Os colaboradores tiveram uma média de 36,3 horas de conteúdos de aprendizagem formal, ligeiramente abaixo de 2,9% quando comparado a 2007, que teve um valor de 37,4 horas, mas representando ainda um montante significativo de recursos atribuídos a cada trabalhador para aprendizagem e suporte a desempenho no local de trabalho.

Os dados de 2009, do relatório da indústria, compreenderam 301 organizações, incluindo os membros do ASTD Benchmarking Forum e os vencedores do ASTD BEST Award. Por mais de uma década, o Relatório Anual do Mercdo de Treinamento da ASTD apresentou insights importantes sobre as atividades estratégicas e operacionais das funções relacionadas à aprendizagem em todo o mundo.

Para se ter uma ideia, 88,59 bilhões de dólares foram gastos com a função interna de aprendizagem nas organizações americanas.

Por outro lado, 45,48 bilhões de dólares foram atribuídos a serviços externos nas organizações e as despesas com aprendizagem como um percentual da folha de pagamento aumentaram em 2008 2,24%, acima dos 2,15% de 2007.

O percentual do orçamento de aprendizagem atribuído a serviços externos foi 22%, abaixo dos 25,2% de 2007, continuando uma tendência de queda que começou em 2004.

Já o número médio de empregados por agente de aprendizagem (instrutor) foi 253 em 2008, acima dos 227 do ano anterior.

O custo médio por hora de aprendizagem utilizada diminuiu 7,1%, de US$ 56 em 2007 para US $ 52 em 2008, o que significa que os profissionais de educação estavam operando de forma eficiente e que estavam gerindo o conteúdo de aprendizagem sem incorrer em sobrecarga adicional.

O Relatório da ASTD 2009 mostra que, apesar dos momentos econômicos difíceis, os profissionais de educação se adaptaram e continuaram a entregar resultados, aumentando até mesmo o número de oportunidades de aprendizagem formal, apesar dos recursos escassos. Isso também revela um compromisso da parte dos líderes empresariais que compreendem que um compromisso contínuo financeiro e operacional é necessário para alavancar o capital humano para a sua plenitude.

Sobre a ASTD

A ASTD (American Society for Training & Development) é a maior associação profissional do mundo dedicada ao treinamento e desenvolvimento (T&D) de pessoas. A entidade atua em mais de 100 países e o trabalho dos membros da ASTD está relacionado a organizações de todos os portes, nos setores público e privado, assim como consultores independentes e fornecedores.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 13

e-Learning: Second Life e Educação

Pessoal,

Antes de iniciar uma série de posts sobre as palestras dos eventos e-Learning Brasil e e-Learning SUL, compartilharei uma visão interessante do colega João Mattar sobre o Second Life na Educação.

Abaixo, então, o post publicado originalmente no Blog http://blog.joaomattar.com/.

Quem me acompanha, e acompanha este blog, sabe que este tema é recorrente por aqui, mas chegou a hora de revisitá-lo com paciência e energia, principalmente agora que tem gente por aí trocando as bolas e esbravejando que o Second Life morreu, e que essa morte demonstra não só que o Second Life, mas inclusive os mundos virtuais em geral, foram uma aposta furada na educação, muita fumaça para pouco fogo. Um tipo de discurso que, parece, tem se repetido no mundo todo, ciclicamente, e que aqui chegou um pouquinho atrasado. No últimos meses fui deixando vários posts e artigos para ler, lugares para visitar etc., então aqui vão, num fôlego só!

Em primeiro lugar, números fresquinhos em Does Anybody Still Use Second Life? And If So, How Much Is It Worth Today? Afinal de contas, morreu o que, se a Linden Lab vale hoje ao redor de US$ 700.000.000,00? Morreu o que, se considerando o tempo gasto online por usuário, o Second Life fica na frente de todos os outros MMORPGs, como World of Warcraft e Civilization IV? E uma série de outras estatísticas não para de crescer?

A University of Cincinnati recriou no Second Life as ilhas Galápagos. Você pode refazer a viagem de Darwin a bordo do Beagle (acabei de viajar), além de explorar a ilha, que tem galeria e museu, num fantástico projeto coordenado por Chris M. Collins, que junto com Ronald W. Millard escreveu o artigo Galapagos Islands in Second Life.

O artigo A ‘Second Life’ For Educators apresenta o uso do Second Life em educação, com vários exemplos.

Cheguei a comentar por aqui sobre a Educational Support Faire, organizada no início do ano, que inclusive tem um wiki. Quase 4.000 avatares participaram do Virtual Worlds Best Practices in Education. As atividades no Second Life durante o 7º SENAED foram concorridas e a ferramenta se demonstrou uma das mais estáveis durante o evento. Vêm por aí ainda a Second Life Community Convention (SLCC) e o SLACTIONS, além de uma série de atividades que a comunidade de educadores que trabalha com o Second Life no Brasil organizará colaborativamente para o segundo semestre – tudo neste ano! Então, o que é que acabou, exatamente?

Denise Harrison produziu uma série muito interessante de 4 artigos para o Campus Technology sobre o uso do Second Life em educação.

No sensacional Real-Life Teaching in a Virtual World, ela discute como, ao contrário do movimento de excitação e posterior descontentamento com o Second Life, a educação seguiu um caminho diferente. A educação está florescendo no Second Life, com educadores explorando intensamente todas as ferramentas disponíveis e estabelecendo boas práticas pelo caminho. A SLED (lista dos educadores que trabalham com o Second Life) tem hoje ao redor de 6.000 participantes (não vejo brasileiros por lá); o Real Life Education in Second Life é um grupo dentro do SL com quase 4.000 membros; e o CC International-SL é outro grupo com milhares de participantes, voltado à promoção do uso de mundos virtuais na educação. Algumas instituições usam o SL como ferramenta de recrutamento de estudantes e professores, além de projetar a instituição a outros públicos; outras beneficiam-se do potencial educacional do SL para atender alunos, enriquecer o currículo, complementar suas aulas ou mesmo ministrar aulas. Educadores apontam várias vantagens na utilização do ambiente: imersão, aprendizado experiencial, simulação, roleplay, colaboração, co-criação, experimentação com novas ideias e aprendizado em grupo. Uma referência é feita ao wiki Educational Uses of Second Life. Colaboração e encontros síncronos envolvem mais do que páginas na web; um ambiente 3D virtual aumenta a participação e melhora a retenção; e o fator diversão não pode ser ignorado. No SL estão também disponíveis, sem custo, ferramentas para apresentações multimídia, de slides, vídeos, acesso a urls no próprio sistema, notecards etc., além de o SL funcionar como um programa de animação 3D (cf. Second Life as a 3D animation program) – quem ainda não assistiu Silver Bells and Golden Spurs, filmado no Second Life, aqui está a oportunidade:

O segundo artigo da série, Second Life: Engaging Virtual Campuses, analisa o trabalho de algumas instituições no Second Life, como University of Delaware, Stanford University Libraries, Montclair State University e University of North Carolina at Chapel Hill.

O terceiro artigo, Second Life’s Role in a Curriculum, mostra o interessantíssimo uso do Second Life pela Elon University em cursos de ciências, conduzidos pelo professor Tony Crider.

Completa a série Engaging Students in Virtual Learning, dedicado totalmente ao incrível trabalho desenvolvido pela East Carolina University em diversos cursos no Second Life. Onde está o fim do túnel?

Cabe aqui um parêntese, aproveitando um comentário do Valente. No cap. 2 do Learning by Doing, Clark Aldrich fala sobre a curva de adoção de novas tecnologias, que muitas vezes parecem morrer depois de um período inicial de excitação, mas depois renascem, quando entram na fase mais pragmática de vantagem estratégica. Se é isso o que ocorreu com o Second Life e com o uso de mundos virtuais em educação, é bom mesmo que seja assim, principalmente para deixar claro que quem entrou para valer, para explorar pedagogicamente essas ferramentas, não entrou por causa do frenesi, mas pela vontade de testar e experimentar com educação. O que, aliás, temos a obrigação, como educadores, de fazer com as mais diversas ferramentas, para nos apropriarmos delas para o uso educacional – caso contrário, quem vai ditar as regras? Mas essa fase já passou, agora já estamos em outra fase, de amadurecimento e de uso (não mais de discutir o potencial). Quem está dentro sabe disso.

Em Is Simulation as Good as Real Life?, Trent Batson faz uma interessante reflexão sobre o potencial da simulação em educação, citando exemplos desenvolvidos no MIT como StarBiochem (em que é possível interagir com moléculas) e Astronaut Motion in Micro Gravity (simulação 3D do movimento dos astronautas em micro-gravidade). Batson conclui que uma das muitas contribuições para o aprendizado, possibilitada pelas simulações, é sermos capazes de experienciar processos e realidades que são impossíveis de experienciar de outra maneira; as simulações podem nos transportar a um outro nível de realidade, permitindo ver com clareza o que seria impossível com outras ferramentas.

Quem já leu Simulation and Its Discontents da Sherry Turkle, citado no artigo?

O software Glasshouse, da Greenphosphor, permite que você transfira dados de uma planilha ou um banco de dados para uma representação 3D, que pode então ser inserida em um mundo virtual e explorada interativamente. Ele utiliza o CICP (Content Injection and Control Protocol), desenvolvido pela empresa mas em domínio público. Um vídeo explica o funcionamento do software:

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

Children taught in Second Life é um vídeo que mostra uma escola em Middlesbrough que utiliza o Second Life no ensino.

O Canal Metaworld2 Virtual Realities da Livestream transmite apresentações dos mundos virtuais.

Que tal um vídeo sobre o Sloodle (Second Life + Moodle)?

Ball State wins inaugural of Blackboard Greenhouse Grant for Virtual Worlds
mostra que o Blackboard tem procurado conectar seu LMS com o Second Life. O Angel Learning, por sua vez, já tem uma ilha no Second Life. O que então acabou?

Online Students at Bryant & Stratton College Will Graduate via Second Life mostra o uso do Second Life como plataforma para colação de grau no Bryant & Stratton College.

Digital Karnak é um projeto de Willeke Wenderish, professor de arqueologia egípcia da UCLA, para o estudo do desenvolvimento de Karnak, centro religioso no Egito. Wenderish tem também projetos para modelagem da agricultura do Egito Antigo (cf. UCLA Professors Use Virtual Reality to Explore Ancient Egypt).

O Volume 43, Number 5, September/October 2008 da renomada Educause Review Magazine apresenta artigos sobre o uso de mundos virtuais (especialmente o Second Life) em educação, assinados por evangelizadores do metaverso como AJ Kelton (”AJ Brooks”), Sarah Robbins-Bell (“Intellagirl Tully”), Cynthia M. Calongne (“Lyr Lobo”), Chris Collins (“Fleep Tuque”) e Chris Johnson (“ScubaChris Wollongong”), além de um podcast com Donald J. Welch, Presidente e CEO da Merit Network, e vários outros artigos, dentre os quais um de Alan Levine sobre o Campus do NMC – New Media Consortium, a maior reunião de instituições de ensino em um mundo virtual. Ou seja, fonte obrigatória de consulta para quem se interessa pelo uso de mundos virtuais em educação.

O Volume 5, Issue 5, June/July 2009, do Innovate Journal of Online Education, é dedicado ao uso de mundos virtuais em educação, com a maioria dos interessantes artigos abordando o uso do Second Life.

Outra fonte essencial é o Journal of Virtual Worlds Research, iniciado em Julho de 2008 e já com inúmeros artigos disponíveis. Oras bolas, mas então o que é que morreu que está nascendo?

O Early summer 2009 Virtual World Watch snapshot of virtual world activity in UK, HE, and FE, publicado em Junho de 2009, afirma que o Second Life continua a ser, disparadamente, o mundo virtual de escolha dos educadores nas universidades e faculdades do Reino Unido. Algumas universidades, como Open University, Edinburgh e Coventry possuem vários grupos, cursos e departamentos utilizando mundos virtuais como uma tecnologia central para atividades de ensino e aprendizagem, enquanto outras instituições estão desenvolvendo uma presença significativa no mundo virtual. O setor de medicina e saúde desenvolve um número destacado de atividades no mundo virtual, além de outras áreas como saúde e segurança, arte e design, e ciência da computação. Além disso, menos educadores têm reclamado de questões técnicas, pois os novos computadores já possuem hardware adequado para a navegação no ambiente. Vamos continuar olhando para o passado, para educar nossos alunos para o futuro?

Informed consent and virtual worlds: The avatar will see you now, publicado recentemente no Economist.com, mostra um estudo sendo desenvolvido no Second Life (SciLands) pelo Royal Sussex County Hospital (Brighton, Inglaterra) para auxiliar pacientes com problemas mentais a dar consentimento para procedimentos médicos.

Há uma tag no Delicious para o Second Life: secondlife, pela qual você pode acessar tudo da web que as pessoas estão classificando com essa tag, e inclusive classificar o que você encontrar pelo caminho.

Confira também as interessantes FAQs da SLED, a lista de milhares de educadores que utilizam o Second Life. É possível também acessar um calendário de eventos para educadores no Second Life.

O SocialPresence3D é um wiki para educadores no Second Life.

Uma dica recente do Gilson Schwartz foi a comunidade Association of Virtual Worlds, da qual ele participa.

Enquanto eu estava escrevendo este post (foi praticamente o dia todo para ler e rever tudo o que estava guardado, explorar alguns sites e espaços no SL etc.), dei uma paradinha para visitar o fantástico e-Learning3 Academy da portuguesa Mysa Randt, da Universidade Aberta – vale a pena dar um pulinho por lá! Ela tem inclusive um canal no YouTube e seu Sloodle.

Ou seja, a educação que está rolando nos mundos virtuais, e especialmente no Second Life, não está, nem nunca esteve, dependente da Kaizen. Apesar de alinhados com boas práticas mundiais em muitas áreas da EaD, no Brasil estamos ainda bem distantes do que se faz em educação no resto do mundo em mundos virtuais, e especialmente no Second Life. Por isso mesmo, fica fácil para quem nunca entrou no Second Life, ou entrou menos do que meu filho de 5 anos, afirmar, falaciosamente, que o fim das atividades da Kaizen é a prova de que o Second Life (e os mundos virtuais) se mostraram inviáveis para a educação. Esse discurso não se sustenta, é um discurso que reverbera o medo do novo, de bicho-preguiça; é preciso rever posições, olhar para o futuro, senão vamos continuar a mirar a educação do passado, superada e ineficiente para os nossos alunos de hoje. É preciso inovar.

Mas o equívoco não está só na interpretação falaciosa do que está ocorrendo com a educação!

Recipe for Success with Enterprise Virtual Worlds é um whitepaper da Fortrera, de dezembro de 2008, que apresenta os mundos virtuais como uma opção para treinamento e colaboração em empresas. Os mundos virtuais são apresentados como mais envolventes e baratos do que sistemas de áudio e webconferência.

Sims Games for Entrepreneurs é um serviço interessante a explorar, que oferece ambientes virtuais para o desenvolvimento de empreendedorismo.

O ThinkBalm Immersive Internet Business Value Study, Q2 2009 (Erica Driver & Sam Driver, Maio 2009) explora a utilização de tecnologias imersivas no trabalho.

Faça a sua escolha: ser um Velho do Restelo (sugestão da Mysa) – continuar falando da zona de conforto do minimalismo tecnológico sobre aquilo que você não conhece, não experimentou e não aprendeu (ou, pior ainda, ficar repetindo esse discurso que vem da boca dos outros), repetindo que as exigências de placa de vídeo tornam o Second Life uma tecnologia elitista etc. etc., que o SL não possibilita uma educação revolucionária etc. etc., ou explorar e testar uma tecnologia que tem sido integrada e aliada da educação. Mas isso envolve disposição para a imersão – logo estará disponível um cardápio de atividades educacionais em português para o segundo semestre, no Second Life. Tudo de graça. Esperamos você por lá!

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mai 4

Serious Games para e-Learning – O poder da curva de colaboração em rede!

Lendo o Informal Learning Blog do Jay Cross a respeito da curva de colaboração em comunidades de aprendizado nesse post.  Realmente muito interessante.  Quem tiver maior interesse em se aprofundar, leia o Harvard Business blog (The Big Shift) no post “Introducing the Collaboration Curve.”, onde vi menções ao World of Warcraft.  Ao ampliarmos a ideia dos efeitos multiplicadores das redes, conseguimos chegar a um denominador comum para esse conceito.

A ideia basica ao relacionar o WoW é:

“Leva aproximadamente 150 horas de jogo para para se ganhar 2 milhões de pontos de experiência, mas os jogadores na média podem ganhar outros 8 milhões de pontos nas próximas 150 horas de jogo. Mesmo que ao avançar no jogo, fique mais difícil ganhar novos pontos, os jogadores normalmente melhoram sua performance 4x mais rápido na continuidade do jogo.”

A ideia de relacionar o jogo partiu a partir de uma comparação entre grupo de pessoas jogando juntas e o poder do aprendizado em grupo. Grandes especialistas reafirmam a cada dia o poder do aprendizado em grupo, dado o poder multiplicador de relacionar experiências passadas juntamente com teorias. Pois no WoW, outros membros contribuem com o seu crescimento, justamente devido ao poder de compartilhar essas experiências. É exatamente sobre isso que disserta a teoria da Curva de Colaboração. Nós todos somos exponencialmente mais produtivos a partir do momento que começamos a colaborar num grupo cada vez maior de pessoas, maior é o potencial de aprendizado.

A parte de cima da curva deve ser muito mais importante que a parte de baixo, certo?

Claro, mas depende da empresa saber incentivar e apoiar o devido uso de ferramentas de suporte à aprendizagem formal e informal. Redes Sociais, Portais de Gestão do Conhecimento e os próprios LMSs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) são algumas das ferramentas à disposição das empresas a fim de aproveitar o potencial da curva de colaboração. Existe ainda a possibilidade do desenvolvimento de games online multiplayer específicos para treinamento que usem o potencial da curva de colaboração.

E você, como usa na sua empresa o poder da curva de colaboração?

Links:

Learning curve
Experience effect

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mar 30

Única amplia Universidade Dell Anno

Após consolidar-se como um vitorioso modelo de ensino corporativo voltado diretamente à melhoria dos resultados de suas lojas e registrar crescimento de até 60% nas lojas que participaram da 1ª turma, a Única Indústria de Móveis S/A decidiu expandir a atuação da Universidade Dell Anno. Criada em 2007, a universidade oferecia cursos apenas a donos e gerentes de lojas da bandeira Dell Anno. A partir de 2009, todos os treinamentos oferecidos para funcionários e consultores de ambientes de lojas Dell Anno e das lojas das marcas Favorita e New, pertencentes à Única, farão parte da programação da Universidade. Com a ampliação, cerca de 3 mil profissionais serão treinados pela empresa neste ano. Em 2008, o número de alunos foi de 2,1 mil.

Para expandir a atuação do projeto, a empresa investiu neste ano R$ 2 milhões. Os recursos foram destinados à ampliação dos centros de treinamento em Bento Gonçalves e São Paulo, na aquisição de computadores para treinamento técnico, contratação de novos instrutores e renovação do conteúdo do curso de Gestão de Pessoas, formatado pelo consultor especialista em gestão de pessoas e vendas, Eduardo Ferraz, mentor do projeto da Universidade Corporativa, consultor da Única e coach dos executivos da empresa.

Na contramão de uma série de empresas que estão cortando investimentos em treinamento para baixar custos, a Única intensificou seus investimentos na área por entender que o atendimento é um dos mais importantes diferenciais competitivos em seu mercado de atuação. Em 2008 e 2009 foram R$ 4,2 milhões.

Para Ferraz, a melhor alternativa para empresas como a Única, que atua no segmento de móveis planejados, é investir ainda mais em qualificação dos funcionários e qualidade dos serviços. “Com a crise, as pessoas estão comparando mais os preços, mas quando se trata, por exemplo, de móveis planejados elas levam igualmente em conta o serviço”, argumenta. O resultado aparece nos números da empresa que, no ano passado, registrou crescimento de 40% no faturamento, totalizando R$ 310 milhões

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
mar 27

Cursos e-learning para se apreciar

Quer conhecer algunas cursos e-learning interessantes? Pois bem,  nos exemplos de cursos  e-learning disponíveis abaixo, partilho aqui para refletir e encontrar inspiração ( e quem sabe aprender), quem sabe você também não?

Fonte: www.selmavedor.net

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
fev 16

Avaliação de treinamento (e-Learning) – algumas dicas valiosas

Em tempos de crise, é preciso provar cada vez mais o valor dos investimentos em T&D

EvaluationAo passo que os investimentos em T&D (Treinamento e Desenvolvimento) ficam cada vez mais escassos, as cúpulas executivas cobram cada vez mais o retorno sobre o investimento (ROI) das ações de treinamento. Dessa forma, Arif Ahmed, argumenta que métodos tradicionais para mensurar o aprendizado podem estar ultrapassados. Veja abaixo como Ahmed recomenda avaliar o aprendizado online.


“…a pressão por eficiência está colocando as análises de performances como prioridade nas empresas.”

Muitas organizações continuam a mensurar o aprendizado através de estatísticas como o número de cursos completados ou mesmo o número de competências essenciais já preenchidas através de treinamentos –  e em alguns casos esses dados são cruzados com planos de desenvolvimento individuais. O maior desafio para a maioria das empresas é ‘alinhar os objetivos pessoais com os organizacionais”. Olhar para méticas básicas significa que ninguém está medindo o que realmente o aprendizado está impactando na empresa. Além disso, à medida que o treinamento percorre toda a organização é importante saber como gerenciar dados, muitas vezes, em bases diferentes e desconexos.

Com a incerteza econômica, que vem causando o enxugamento dos orçamentos mundo afora, a busca pela eficiência nos investimentos em T&D será um imperativo. Assim, Ahmed acredita que é possível evoluir no que diz respeito aos atuais processos de mensuração, simplesmente pela inclusão de algumas “métricas de valor” como:

  • O número de queixas de clientes reduziu?
  • A satisfação do consumidor aumentou ou diminuiu?
  • A qualidade do produção (produto final da linha de produção) aumentou ou diminuiu?
  • Existe alinhamento entre a performance individual e organizacional?
  • Quão rapidamente (evolução) as reclamações ao suporte técnico são resolvidas?
  • A retenção de clientes e colaboradores está maior ou menor??
  • O conselho do consultor a empresas que queiram aperfeiçoar as formas de mensuração dos sistemas de aprendizado passa pelos seguintes passos:

    1. Concentre seus esforços: Decida em que métricas focar para fins de alinhamento com a estratégia da empresa. Você está pensando em usar mais e-learning para diminuir custos? Então pense em métricas que colaborem nesse sentido.

    2. Desenvolva métricas baseadas em eficiência e não em número de treinamentos entregues ou pessoas treinadas, por exemplo: Busque evidências de satisfação do cliente, alinhamento entre objetivos individuais e organizacionais, como receita por colaborador, reclamações resolvidas por colaborador da área de suporte técnico e não o número de cursos completados e atendimento a reclamações de clientes.

    3. Pense em formas de mensurar o aprendizado informal: A maior parte do aprendizado é informal e não é normalmente contabilzado, justamente pela sua intangibilidade inerente. Novas tecnologias estão surgindo para tornar esse processo mais simples.

    4. Teste suas hipóteses: Você deve ter idéias intuitivas de como fazer economias. Use suas métricas e ferramentas de mensuração para explorar essas questões em maior detalhe. Por exemplo, após um treinamento para a área de suporte técnico e para a área de controle da qualidade, as queixas diminuem?

    “Você somente precisa medir aquilo que é necessário.”

    5. Pense a respeito dos processos: A sua organização dissemina o treinamento por toda a empresa? Você deveria centralizar as atividades de treinamento para ter melhores métricas.

    6. Pense nas questões relacionadas à TI: Você tem dados dispersos e em formatos diferentes, desconexos? Por exemplo, no banco de dados do ERP, outro tanto no banco de dados do software de RH que não está integrado com o ERP, planilhas em Excel e outro tanto num LMS? Então considere demandar o suporte da área de TI para integrar em uma única base de dados todas essas informações. As mesmas serão extremamente importantes para uma análise gerencial fidedigna. O invetimento nessa remodelação valerá a pena.

    7. Relatórios gerenciais com propósito: Você deve concentrar esforços no que deve ser medido. Muitos acabam medindo por medir e gerando uma infinidade de relatórios sem serventia, entretanto, deve-se adotar uma postura mais pragmática, mais focada em resultados. Procure sua área de TI a fim de questioná-los em como eles podem ajudar nesse sentido. Isso vai potencializar ainda mais o ROI.

    8. Pense em como aproveitar as tecnologias da web 2.0: Quanto mais o aprendizado multiplica suas fontes no ambiente organizacional (wikis, blogs, podcasts, EPSS (electronic performance support system ou sistemas eletrônicos de suporte à performance), UGC (user generated content, conteúdo gerado pelo usuário), etc., considere métricas como o número de downloads, page views ou mesmo hits.

    Arif Ahmed, do qual é propriedade o texto original desse artigo, é co-fundador da ikonami. Ele tem 7 anos de experiência no fornecimento de soluções de aprendizagem customizadas para o setor público e privado. ikonami é uma empresa de tecnologia que combina sua expertise em software com uma variada gama de soluções gerenciais, incluindo a completa terceirização dos processos de aprendizagem da sua empresa, do inglês, learning process outsourcing (LPO).

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    Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
    ago 17

    3 questionamentos que todo usuário de e-learning gostaria de ter respostas

    Por Tom Kuhlmann

    Aqueles que desenvolvem cursos e-learning são a “ponte” entre o cliente, que tem expectativas peculiares e o usuário, que tem de fazer o curso. Pensando em termos do “ideal”, os usuários têm expectativas, mas às vezes eles fazem o curso por obrigação e não porque querem fazer ou acham importante fazê-lo.

    Construir essa “ponte” para cursos baseados em melhoria de performance no trabalho não é difícil. Pelo fato do cliente ter expectativas quanto a performance, é conveniente desenvolver o ambiente do curso fundamentando-se em conceitos relativos à melhoria de performance. Assim, tais cursos tendem a ser mais relevantes para os usuários.  Ultimamente, o usuário de e-learning sabe que a medida do sucesso não está “no curso” e sim no incremento da performance no trabalho. Portanto, a sua motivação é um diferencial para o sucesso de qualquer curso.

    É mais desafiador quando você enfrenta uma realidade dominante de cursos com base informacional. Eu já evidenciei que o cliente é quase sempre focado na informação do que propriamente no aprendizado. É aí que entra o papel do desenho instrucional. Como quebrar esse paradigma, quando a maioria ainda é estritamente focada em informação e não no aprendizado?

    A boa notícia é que um ambiente provido de usuários motivados já é meio caminho andado. Por exemplo, eu estava fazendo um projeto de melhoria da minha casa e precisei aprender sobre molduras para rodapés. Eu fiz uma pesquisa online e encontrei a informação que precisava. Um curso ou ambiente de aprendizado totalmente construído em volta da informação pode não criar problemas em situações como esta. Nesse caso, a informação estava mal formatada, com fontes ruins, sem alguma interatividade, porém, eu não dei boa para isso, pois havia encontrado o que queria para a necessidade iminente naquele momento.

    Dessa forma, o foco no aprendizado não passa somente pelo formato do curso, mas muito mais pela motivação do usuário, um dos fatores críticos de sucesso, ao meu ver. Isso funciona tanto para cursos baseados em performance quanto para cursos informacionais. Para fazer isso, coloque-se no papel do usuário e responda às 3 questões abaixo:

    Why am I taking this course?

    1. Por que estou fazendo esse curso?

    É importante delinear objetivos de aprendizagem e em seguida construir o conteúdo do curso tentando contemplar tais objetivos. Isso é muito bom. Entretanto, a forma usual de fazer isso é colocar marcadores, listando os objetivos “Você vai aprender isso e aquilo…”.

    Ao mesmo tempo que não é ruim fazer dessa forma, o que você mais quer como designer instrucional é convencer, persuadir o usuário de que esse curso vai agregar valor a ele.  Quando os usuários entendem que o curso agrega realmente valor, sua motivação aumenta e a adesão é muito mais natural, além de melhorar sobremaneira a experiência de aprendizagem.

    Assim, quando você arquitetar os objetivos do curso, pense menos em listar simplesmente os objetivos, mas tente “mastigá-los” e mostrar para o usuário o que realmente ele vai agregar com esse curso para seu trabalho, ou seja, como esse curso poderá tornar seu trabalho mais fácil, mais produtivo ou mesmo mais motivante.  É por isso que estudos de caso, exploração de cenários e simulações são tão importantes e tão efetivos em qualquer processo de aprendizagem. Esses recursos mostram a informação adquirida dentro de um contexto relevante, mais real, ou seja, mais próximo do cotidiano do usuário. E isso ajuda a perceber valor no curso.

    What am I supposed to do with all of this information?

    O que supostamente eu devo fazer com toda essa informação?

    Ninguém gosta de perder tempo com cursos e-learning que não sejam relevantes para o seu cotidiano. Quando as pessoas comprometem seu tempo e esforço com um curso, elas querem saber qual a importância e o que elas devem fazer com essas novas informações aprendidas.

    É por isso que você deve construir o conteúdo do curso estritamente em volta daquilo que o usuário realmente deve saber. Até mesmo treinamentos legais, regulatórios, ou seja, que são exigidos por governo ou agências regulamentadoras, os famosos (compliance trainings), são desenvolvidos pensando-se nas expectativas de performance.  Você não previne perdas auditivas, por exemplo, pelo simples fato deles saberem que têm de usar protetores auriculares, mas sim porque eles realmente estão usando proteção.

    How can I prove I know it?

    Como posso provar que eu realmente aprendi?

    Tudo está centrado em que ações, comportamentos, você espera. Quando as pessoas sabem o que você quer delas, elas são muito mais comprometidas em atingir esses objetivos, pela simples razão de realmente saberem o que se espera delas. Vamos voltar a um assunto já corriqueiro em e-learning, ou seja, por que as pessoas costumam muitas vezes simplesmente “passar as telas”, clicando continuamente. As razões pelas quais elas clicam adiante sem atenção cuidadosa ao conteúdo é porque elas não percebem o conteúdo como relevante. Nesse caso, a única expectativa quanto a performance que elas têm é quanto a “completar” o curso. Assim, elas se limitam a mostrar que “completaram” o curso. De certa forma, devido a não termos respondido corretamente às duas primeiras perguntas ou o design do curso incentiva-os a clicar continuamente até completar o curso simplesmente. Dessa forma, eis algunhos caminhos para prevenir isso:

    • Faça o curso tornar-se relevante para o aluno
    • Ajude o usuário entender como ele usuará a informação adquirida
    • Crie uma forma de provar ao usuário que ele entendeu o que recém foi aprendido. O mais perto que você conseguir chegar da “experiência real”, melhor a experiência de aprendizado.

    Questões no formatos de “quizes” são interessantes, entretanto, no mundo real não somos apresentados a situações “estanques” onde existem múltiplas respostas e uma a ser escolhida. O mundo é muito mais complexo que isso e precisamos cada vez mais nos aproximar e desenvolver cursos e-learning que se alinhem a essa realidade. Em um cenário ideal, nós deveríamos desenvolver uma forma de medir o aprendizado de uma forma bem mais ampla do que apenas selecionar respostas corretas.

    Eu li, esses tempos, sobre uma escola que ensinava nutrição. Eles poderiam ter usado “quizes”, mas eles fizeram os alunos montar um cardápio para o acampamento de verão. Os “menus” deveriam ser saudáveis e eles teriam de explicar suas escolhas. Como você pode imaginar, baseado nos cardápios desenvolvido, pode-se ter uma melhor noção do aprendizado do aluno do que simplesmente os fizesse escolher entre asalternativas corretas.

    Muitas vezes, o ambiente de euforia do mercado e mesmo outras variáveis acabam forçando a todos a desenvolver cursos fora do ideal para o aprendizado do usuário.

    E pode-se, sim, fazer cursos simples, econômicos e efetivos.

    E todos sabemos que é muito mais fácil fazer um curso fundamentado em recuperação de informações do que um curso totalmente desenhado com base no usuário. Cursos assim, são mais rápidos e baratos, entretanto, não se deve confundir um curso simples com um curso excessivamente informacional, com problemas de design instrucional e não focados no usuário. Tudo isso leva a altos índices de desistência, que podem ficar entre 25% e 50%, além de criamos regras rígidas que não combinam com as potencialidades do e-learning, como “forçar” um caminho de navegação pelo curso ou mesmo tornar os cursos obrigatórios.

    Logo, retomando os 3 principais questionamentos, devemos responder as seguintes perguntas, a fim de formatar um curso relevante para o usuário e com altos índices de sucesso.

    • Por que estou fazendo esse curso?
    • O que fazer com todas as informações aprendidas?
    • Como posso provar que aprendi?

    E você, como responderia essas perguntas?

    Tom Kuhlmann

    Editor do Rapid e-Learning Blog

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    Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.