set 30

Para acompanhar web 2.0, objetos de aprendizagem e repositórios passam por reformulações

–>Por Giulliana Bianconi – Instituto Claro – link original

A web 2.0 é uma consequência da evolução da internet. Elementos, espaços virtuais e conceitos que tinham como base a colaboração e a autoria dos usuários ganharam espaço e ajudaram a fomentar o terreno onde, agora, todos os dias brotam diversas iniciativas voltadas para o compartilhamento de informações e ações. Na área da educação, os objetos de aprendizagem digitais (OAs) e seus repositórios sentiram intensamente essas mudanças e estão tendo de se adaptar. Lá no século passado, quando surgiram, já tinham a proposta de servir aos educadores que buscavam utilizar a tecnologia nas suas aulas e valorizavam a “reconstrução e recombinação”.

Os OAs, que podem ser qualquer ferramenta (animação, flash, game, apresentação em power point etc) capaz de apoiar o processo de ensino-aprendizagem, sempre carregaram uma característica fundamental: a reusabilidade. Um game criado por um professor de ciências, por exemplo, poderia ser ajustado para uma aula de geografia. Os professores das duas disciplinas, mesmo que fossem totais desconhecidos, compartilhariam o objeto. Continua sendo assim. Continuam existindo, inclusive, grandes repositórios, como o CESTA, criado pela professora de “Informática na Educação” da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Liane Tarouco, no qual podem ser encontradas centenas de objetos passíveis de modificações. Mas o uso deles, assim como o da internet, vem sendo reconfigurado.

No CESTA, parte de todo o material que é disponibilizado gratuitamente mediante acesso do repositório via login e senha é produzida pelos próprios alunos da UFRGS nos cursos de pós graduação. A outra parcela é contribuição de outros desenvolvedores que tiveram suas produções consideradas úteis para o aprendizado pela equipe da professora Liane. Apesar do espaço aberto à produção externa, ali não há espaço para se compartilhar nada mais além dos objetos.

Nos repositórios, professores não têm espaço para, no mesmo local onde acessam os recursos, contar as suas experiências com um determinado objeto em sala de aula, tampouco fazer simples comentários. Fóruns de discussão, então, são uma distante realidade. Os repositórios, embora muito úteis por agregarem tantos recursos que poderiam ficar “perdidos” na web e por permitirem a catalogação deles (por temas, autor, disciplinas etc), não tiveram incorporada toda a possibilidade de interação da web 2.0.

Pesquisador dos objetos e repositórios, o professor da Universidade Federal da Bahia Antônio Carlos de Souza diz que enxerga uma pequena desvalorização dos objetos de aprendizagem. Entretanto, ele não considera que os mesmos tenham perdido espaço nos ambientes pedagógicos. Destaca que, com o crescimento da educação a distância, os objetos garantem lugar na educação. Segundo o professor, as iniciativas públicas de apoio ao desenvolvimento desses recursos eram mais constantes no passado. “O PAPED (Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância, do Ministério da Educação) tinha um investimento nos objetos muito maior do que o atual e, atrelado ao Rived, que era o repositório do MEC, tinha o prêmio concedido aos melhores projetos de OA desenvolvidos por professores e pesquisadores”, diz Souza.

Atualmente, ele trabalha no desenvolvimento de um repositório para o Instituto Federal da Bahia, pois os cursos de EAD nessa instituição têm se multiplicado. “Esse repositório será inicialmente de acesso restrito ao Instituto. Hoje, que os custos de desenvolvimento desses ambientes caíram bastante, é possível fazer esse repositórios com caráter particular”, explica Souza.

Objetos inseridos na nova dinâmica da web
O Rived (Rede Interativa Virtual de Educação), citado pelo professor Antônio Carlos, ainda pode ser acessado pelos internautas, assim como os objetos de aprendizagem lá cadastrados. Mas o portal não conta mais com atualizações. Todos os esforços da Secretaria de Educação a Distância (mantenedora do projeto Rived) voltados para os conteúdos pedagógicos digitais agora estão direcionados para o Portal do Professor, lançado no ano passado.

O diretor de produção de conteúdo e formação em educação a distância do MEC, Demerval Bruzzi, explica os motivos dessa mudança: “Quando o Rived surgiu, não era somente um repositório, era uma parceria do Brasil com outros países, mas eles não cooperavam, e só o Brasil fazia a sua parte”. Em seguida, completa: “Além disso, tínhamos uma equipe de professores que desenvolvia objetos de aprendizagem para o nosso banco, nós promovíamos cursos para a capacitação das equipes selecionadas por meio de editais públicos, e essa metodologia precisava de investimentos milionários.”

Quanto à extinção do Concurso Rived, o qual premiava os melhores projetos de OAs, Bruzzi justifica dizendo que aquele processo foi considerado ultrapassado: “O prêmio incentivava a produção, mas não tinha impacto na aprendizagem. Não havia nenhuma garantia de que aqueles projetos promoveriam uma educação inovadora.”

Seguindo a tendência da integração e interatividade da web 2.0, o MEC decidiu integrar todos os conteúdos no Portal do Professor. Lá, há realmente espaços interativos. Os objetos ainda são mantidos em um repositório, que agora é denominado Banco Internacional de Objetos Educacionais. Atualmente, são 7.031 recursos cadastrados. As discussões sobre esses recursos podem ser levadas novamente as espaços do Portal (ver reportagem “Portal do Professor mostra como incorporar novas ferramentas ao ensino“).

A professora da UFRGS Liane Tarouco revela também que está se dedicando a um novo projeto de repositório, onde haverá mais do que o trabalho de catalogação de objetos. “Trabalharemos também com gestão de conteúdo de uma forma que poderemos agregar informações e saber onde os conteúdos estão sendo utilizados e de que forma”, diz Tarouco.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 24

3º Fórum do Instituto Claro: Mobilidade e Colaboração na Educação

O 3º Fórum do Instituto Claro aconteceu no dia 11 de setembro, na USP, em São Paulo, e teve a participação de dois especialistas, professor Rogério da Costa e professora Lynn Alves. Moderados por Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação, eles debateram o tema “Mobilidade e Colaboração na Educação”. Abaixo, confira os vídeos (versões resumida e completa) do evento, além de outros conteúdos desta edição do Fórum.

Link para o Instituto Claro

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 19

Professores como agentes da cultura empreendedora

Pessoal,

Em uma análise precipitada, poder-se-ia dizer que esse post está fora do escopo desse blog, entretanto, a forma como nossos professores se posicionam durante toda a nossa vida escolar pode fazer uma enorme diferença na forma como enxergamos o aprendizado. Pois o aprendizado social (social learning) e a educação a distância (e-learning) tem tudo a ver com isso.

Vejam mais esse excelente post do Allan Brito, do Colaborativo.org e digam-me o que acham a respeito.

Professores como agentes da cultura empreendedora

Uma das coisas mais interessantes no estudo do empreendedorismo como fator de transformação pessoal para indivíduos. Para que uma pessoa possa começar a despertar o chamado espírito ou comportamento empreendedor, são necessárias uma série de mudanças e pequenos ajustes de comportamento para que o comportamento posse se desenvolver. Isso é referenciado no estudo do empreendedorismo como sendo a cultura empreendedora, que precisa ser disseminada e incentivada, principalmente no ambiente acadêmico, para que os professores sejam os primeiros agentes desse tipo de comportamento. A pergunta que faço aqui é: será que os professores estão preparados para incentivar esse tipo de cultura? Os professores são agentes de transformação?

Os professores são sim agentes de transformação, e por sinal muito importante, mas como na maioria dos casos em que disciplinas e exigências do mundo contemporâneo aparecem como desafios para que os docentes se adaptem e consigam passar esse tipo de conteúdo para seus alunos.

A Lecture upon the Shadow

Será que existe o empreendedor acadêmico? Claro que sim! Se formos fazer uma analogia direta entre os empreendedores e os pesquisadores, veremos que existem muitas semelhanças entre as pessoas que realizam pesquisas científicas e os empreendedores. Isso vai de encontro a um dos maiores mitos sobre o empreendedorismo, que é a associação direta de empreendedor com empresário. Nem todas as pessoas que são empreendedoras, necessariamente abrem empresas ou negócios. Basta ter vontade de realizar ou finalizar um projeto, deslocando seus esforços e recursos para tal, que você estará muito próximo de se tornar um empreendedor.

No caso dos professores dedicados a pesquisa científica, os mesmos podem ser chamados de empreendedores sim. Cada trabalho de pesquisa que resulta em artigos científicos, dissertações ou testes são frutos de um grande esforço de pesquisa. Esses são os projetos de realização pessoal, que fazem com que os professores possam ser “classificados” em uma categoria do empreendedorismo.

Como passar esse espírito de pesquisa e empreendedorismo acadêmico para os alunos? Esse é o grande desafio para os docentes interessados em formar pesquisadores, que futuramente podem se transformar em empreendedores acadêmicos. Uma coisa é certa em relação a esse tipo de comportamento, e disseminação da cultura empreendedora dentro da sala de aula: os professores são peças fundamentais. Veja algumas coisas que você pode fazer para potencializar o desenvolvimento desse tipo de empreendedor:

  • Não use aulas ou cursos voltados para conteúdos apenas
  • Sempre que possível aplique o aprendizado baseado na resolução de problemas
  • A resolução de problemas fará com que os alunos pesquisem as soluções
  • Sempre use trabalhos de pesquisa com resultado factível para a realidade dos alunos. Sem aplicação prática, os trabalhos acabam sendo feitos apenas em função da nota.

Essas são apenas algumas recomendações que podem ser aplicadas no design de uma disciplina ou curso, para ajudar na disseminação da cultura empreendedora, mesmo que os alunos não saibam o que isso significa. A transformação não se dará em todos os indivíduos, mas se uma pequena parcela dos alunos for cativada pela metodologia, já terá valido o esforço.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
set 17

Qual o valor educacional do Twitter?

Pessoal,

Estamos há algum tempo sem posts, mas estamos retomando o ritmo a partir de hoje.

Para a retomada, escolho um post bastante providencial para o momento de euforia em torno do Twitter.

Será que ele tem valor educacional?

Veja a opinião do nosso amigo do Colaborativo.org, Allan Brito.

Em tempo, acompanhe o Twitter da GSI Online e o meu, Bruno Weiblen e acompanhe tudo sobre  educação corporativa e e-learning!

Qual o valor Educacional do Twitter?

Allan Brito

O ecossistema de tecnologias e recursos em que a maioria dos cursos EAD está envolvido sofre transformações e ajustes constantemente. Sendo que algumas novas tecnologias que parecem revolucionar a maneira com que as pessoas se relacionam na web, sempre resultam em desafios para professores e designers instrucionais na adaptação de aulas e metodologias, para adaptar os cursos aos novos sistemas. Um dos mais recentes ambientes em que os alunos estão inseridos, muito devido a uma exposição excessiva da mídia é o Twitter. O sistema de microblogs está fazendo muito sucesso hoje, sendo mais um canal de comunicação e relacionamentos entre pessoas.

A pergunta que devemos fazer sobre o Twitter é: qual o valor educacional desse sistema? Se é que ele existe.

Como base para comparação, podemos abordar o uso de blogs para educação que já estão inseridos nesse contexto educacional há um bom tempo. Os blogs são ferramentas poderosas para professores e tutores, e muitas pessoas se questionam se é possível migrar para o Twitter e fazer o mesmo tipo de abordagem com os alunos.

Twitter's

Como forma de abordar o uso do Twitter e blogs, podemos fazer uma comparação entre os recursos oferecidos por cada um dos sistemas/ambientes. Para facilitar a comparação, vamos usar os seguintes critérios para análise:

  • Texto
  • Uso de imagens
  • Uso de multimídia
  • Consulta ao histórico
  • Organização e classificação
  • Manutenção
  • Interação e diálogo

O primeiro a ser analisado é o blog:

  • Texto: Os blogs não apresentam nenhum tipo de restrição a quantidade de texto usado pelo professores, o que permite usar o sistema para qualquer tipo de descrição ou explicação envolvendo grandes quantidades de texto.
  • Uso de imagens: O uso de imagens e figuras é livre nos blogs, sendo que até nos sistemas gratuitos é possível enviar imagens para o sistema, sem a necessidade de usar artifícios para hospedar os arquivos em outros locais.
  • Uso de multimídia: Aqui também não há restrição de uso, mas o editor do blog precisa ter conhecimentos de html para colar os códigos necessários para mesclar os conteúdos no texto.
  • Consulta ao histórico: Os textos do blog são organizados em ordem cronológica, o que deixa mais fácil de acompanhar os textos.
  • Organização e classificação: A organização dos conteúdos pode ser realizada por categorias, tags ou mesmo em meses específicos.
  • Manutenção: Dependendo de como o blog é hospedado, a manutenção pode ser um desafio para pessoas sem conhecimentos técnicos.
  • Interação e diálogo: Os textos do blog podem permitir que os leitores publiquem comentários sobre o conteúdo apresentado no texto, se transformando em um mini fórum de discussão.

Agora analisando o Twitter:

  • Texto: Qualquer texto publicado no sistema só pode ter 140 caracteres.
  • Uso de imagens: Por padrão, não é possível usar imagens. Apensa links para lugares que hospedam a imagem de maneira externa.
  • Uso de multimídia: Assim como nas imagens, o material multimídia deve ser indicado por links.
  • Consulta ao histórico: Os textos são organizados em ordem cronológica, mas não há classificação específica. Os leitores podem fazer consultas por pesquisa textual.
  • Organização e classificação: Não há maneira simples de classificação como os blogs.
  • Manutenção: Não é necessária nenhuma manutenção, pois a hospedagem é feita nos servidores do próprio Twitter.
  • Interação e diálogo: Aqui existem uma grande diferença para os blogs. Os usuários podem citar outras pessoas nos comentários, como se fosse um diálogo. Também é possível enviar mensagens privadas entre usuários.

A comparação não tem como objetivo dissecar os serviços, mas mostra que para fins educacionais os blogs ainda não podem ser superados pelo Twitter. Os professores tem muito mais liberdade de organizar e publicar conteúdos do que no serviço de microblogs. O Twitter fica mais como uma ferramenta de comunicação rápida, que serve apenas para isso mesmo. Seria algo como comparar o uso de textos mais longos e trabalhados com o SMS do celular. É uma coisa útil, mas apresenta as suas limitações.

E você já fez a sua conta no Twitter? Se já fez, pode seguir o meu Twitter Allan Brito.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
ago 14

Quase sete mil profissionais da segurança concluíram os cursos de EAD

Quase sete mil profissionais da segurança pública entre policiais civis, militares, bombeiros, agentes prisionais e dos setores administrativos da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), já concluíram, apenas no primeiro semestre de 2009, algum dos cursos gratuitos do programa de Educação a Distância (EAD) do Ministério da Justiça.

Desse total, 1.735 são agentes penitenciários; 2.015 policiais civis; 2.318 policiais militares; 325 bombeiros militar, 218 e 346 profissionais da Politec e da Sejusp respectivamente. Na próxima sexta-feira (14) estarão abertas as inscrições para o 17º ciclo.

A iniciativa é uma das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e tem por objetivo melhorar a formação e valorizar os profissionais de segurança pública. No total são 35 modalidades com carga horária que varia entre 40 e 60 horas.

O soldado bombeiro, Leandro Gustavo Alves, já fez três cursos. “O EAD é excelente porque sempre oferece algum curso que contribui com a nossa formação, o que ajuda a obter mais conhecimento para o exercício da nossa profissão”, avaliou o profissional.

Para o soldado da Polícia Militar, Antônio Rodrigues Ferreira, que fez o curso Investigação Criminal e Local e Isolamento do Crime, os cursos ajudam muito no dia a dia do seu trabalho. “O programa é bom porque ele dá oportunidade do profissional complementar a formação”, afirmou.

A investigadora de polícia, Patrícia Maggio, explica que a parte teórica do curso é objetiva e de fácil compreensão, facilitando na aprendizagem. “Os cursos via internet são mais proveitosos”, acredita.

Autor: Raquel Ferreira

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 22

Por que alguns cursos e-learning têm alta evasão?

Entre mais de 60,6 mil inscritos no programa Iniciando um Pequeno Grande Negócio, 55% não concluíram o curso online, revela pesquisa.

Entre os alunos que abandonam um curso a distância, 77,7% o fazem por problemas pessoais como falta de tempo, questões financeiras e de saúde, revela um levantamento do Instituto de Estudos Avançados (IEA) divulgado nesta segunda-feira (20/7), em parceria com o Sebrae.

A pesquisa, feita em parceria com o Sebrae, envolveu 7.400 pessoas – 5.734 alunos desistentes e 1.666 que fizeram a inscrição mas não assistiram aulas em turmas do programa Iniciando um Pequeno Grande Negócio (IPGN). No geral, de 60.627 inscritos no IPGN, 55% não concluíram o curso.

A falta de tempo é razão para 51,5% não começarem um curso, mesmo após fazer a inscrição, enquanto 23,5% dizem abandonar os estudos por falta de acesso a um computador e à internet.

Embora a taxa de desistência para cursos à distância gratuitos esteja entre 50% e 70%, no caso dos cursos pagos a média de alunos que concluem o programa sobe para 95%.

O objetivo da pesquisa é auxiliar as instituições que oferecem ensino a distância a melhorar o índice de participação nos cursos.

E você, o que acha dessa pesquisa, como melhorar a adesão e minimizar a evasão de cursos a distância (e-learning)?

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 18

TICs e educação a distância (e-learning) podem contribuir para o desenvolvimento da Amazônia

A reportagem abaixo é um exemplo do potencial da educação a distância (e-learning) na potencialização do desenvolvimento. Publicado originalmente aqui

O Estado do Amazonas é seis vezes maior que o Estado de São Paulo e tem praticamente o mesmo tamanho da Alemanha. São 3,7 milhões de habitantes, sendo que metade reside em Manaus e a outra metade fica espalhada pelo Estado. Apesar das dimensões significativas, o acesso às novas tecnologias de informação e de comunicação (TICs) ainda é bastante restrito: dos 62 municípios do Amazonas, 12 ainda não tem tecnologia de acesso à internet – isso num país em que, em média, apenas uma em cada três pessoas usa internet (de acordo com dados do Comitê Gestor da Internet do Brasil – CBI.br). No entanto, as TICs podem – e devem – ser usadas para o desenvolvimento da região.

Esse foi o tema da mesa redonda “TIC’s como instrumento de desenvolvimento”, realizada na última terça-feira (14) pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado do Amazonas, Denis Minev. Ele apresentou uma série de programas em desenvolvimento no Amazonas no sentindo de promover a inclusão digital na região.

O Projeto Amazonas Digital, por exemplo, consiste em disponibilizar o sinal da internet via satélite nas cidades do interior, escolas, hospitais, polícia e, até mesmo, praças com o objetivo de incluir a Amazônia para o mundo online, permitir maior utilização dos serviços e-gov, capacitação com o uso da mão-de-obra local, crescimento de e-commerce nos municípios e aumento do comércio de bens de informática.

Outra iniciativa em andamento, promovida pelo Governo do Estado do Amazonas, são os chamados Centros de Mídia (ou polos) localizados em 740 pontos espalhados pelo Estado, que visam promover a inclusão digital. O projeto já atendeu 25 mil alunos. Minev lembra que há cidades do interior do Estado com evasão escolar média de 60% e com muita dificuldade de acesso a centros urbanos: um exemplo é a cidade Guajará, localizada na fronteira do Acre, cuja viagem de barco, partindo de Manaus, pode levar semanas. Para Minev, o problema com transporte e comunicação é preocupante, mas alguns projetos têm contribuído para minimizar estes problemas. “A solução é a tecnologia de informação”, destaca.

Ensino virtual é boa opção


Outros projetos estão em andamento na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), a principal do Estado. Há três anos, a UEA já realiza ensino a distância por meio de novas tecnologias de comunicação e, com isso, já atingiu 16 municípios, com 5 mil alunos em três cursos superiores. “Hoje todos os professores do Amazonas tem uma graduação”, diz Minev.

O Estado do Amazonas, em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a Secretaria do Estado de Educaçao do Amazonas (Seduc), o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia e Defesa (MEC, MCT), também desenvolve o projeto de Telemedicina (oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico). A operação atual está em 20 pontos do Estado. Em 2008, foram realizadas 356 consultas e 1,3mil exames. Além de cursos, palestras e treinamentos para profissionais da saúde, em especial aos que residem em pequenas cidades do interior do Amazonas.

Para Minev, a telepresença é uma solução que cria a experiência de reuniões ao vivo, por meio de uma rede. A tecnologia permite a realização de reuniões com pessoas de diversos locais, por meio de uma experiência extremamente realista: imagens em tamanho real, ambientação das salas para que sejam similares em todos os pontos de presença e voz direcionada fazem com que se tenha a sensação de que o participante está, de fato, sentado à sua frente no próprio local de reunião. O objetivo, de acordo com Minev, é diminuir os custos de deslocamento, economia de tempo, economia ambiental rapidez na tomada de decisão e maximização de recursos tecnológicos.

Manaus será um dos locais para sediar a copa do Brasil de 2014, o que pode ser positivo para o desenvolvimento da região. No entanto, para atender à demanda dos visitantes aficionados por futebol, é preciso, pelo menos, falar inglês. A cidade precisa de cerca de 10 mil pessoas com o idioma fluente. Para Minev, as novas tecnologias têm um papel essencial também nesse caso e podem contribuir para a capacitação, atendendo também as necessidades imediatas.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 17

Fundação Roberto Marinho monta parceria em MG com o projeto Telecurso – Educação a Distância (e-learning) da melhor qualidade

Cerca de 600 pessoas participaram do lançamento do Programa Telecurso-Tec da Fundação Roberto Marinho, desenvolvida pelo Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Educação (SEE).
O lançamento do programa foi realizado terça-feira, das 8h às 18h, no Hotel Dayrell, em Belo Horizonte, com as presenças da secretária de Estado da Educação, Wanessa Guimarães; secretário-adjunto da Educação, professor João Filocre Saraiva; subsecretária da Educação, Raquel Elizabeth de Souza; representantes da Fundação Roberto Marinho, Nelson Faltonieri; e do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, Renato Saudini; além de diretores das 46 Superintendências Regionais de Ensino do Estado de Minas Gerais, diretores de escolas, técnicos e demais participantes.
Segundo a diretora da Superintendência Regional de Ensino de Uberaba, professora Vânia Célia Ferreira, a proposta é direcionada aos alunos do primeiro ano do ensino médio do EJA, jovens e adultos, que já saem com a formação em nível médio e, a partir do Telecurso Tec, com a qualificação do ensino técnico de qualidade com aulas pela televisão, com o total apoio da fundação Roberto Marinho. Esta é a proposta do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, que exibiu aos presentes o primeiro capítulo do programa Telecurso TEC. O resultado da parceria com a Fundação Roberto Marinho, através da Secretaria Estadual de Educação, poderá ser conferido pelos alunos-telespectadores a partir de agosto.
O governo de Minas Gerais investiu R$ 15 milhões no programa que, além de ampliar a oferta do ensino técnico, ainda tem por objetivo contribuir para a qualificação de jovens e adultos trabalhadores, oferecendo três cursos: Administração Empresarial; Secretariado e Assessoria; Gestão de Pequenas Empresas; divididos em três módulos, sendo o primeiro de base comum. Os cursos são gratuitos e terão a durabilidade de dois anos e meio, perfazendo um total de 800 horas na carga horária. Os próprios professores, com perfil técnico da rede estadual, serão os orientadores das turmas.
“A concepção pedagógica e metodológica foi desenvolvida para formar um profissional empreendedor e autônomo, que tenha condições de reinventar o seu próprio aprendizado e trabalho, a partir de uma postura colaborativa e pró-ativa”; explica Vânia Ferreira.
A metodologia do Telecurso Tec adquirida para o PEP EJA consiste em 75 programas para cada um dos três cursos, que serão ministrados em sala de aula com utilização de CD, vídeo e ambiente virtual. Para utilizar a metodologia, a Secretaria Estadual de Educação enviou mais computadores para as escolas participantes do PEP EJA, além de equipamentos de TV e DVD. Em Uberaba, as escolas contempladas foram: Escola Estadual Quintiliano Jardim, Escola Estadual Geraldino Rodrigues da Cunha, Escola Estadual Henrique Krügger, Escola Estadual Lauro Fontoura e Cesec. Já o Colégio Padre Clemente Maleto, na cidade de Campos Altos, também foi contemplado e integra a jurisdição de Uberaba. Estas escolas, segundo a diretora regional, já possuem salas de Internet.
De acordo com o deputado estadual Fahim Sawan (PSDB), entusiasmado com o Telecurso-Tec, através desta iniciativa o governo de Minas dá exemplos de como jovens e adultos devem se preparar para o futuro, oferecendo cursos profissionalizantes gratuitos, através de um moderno sistema de educação. Na avaliação do parlamentar tucano, que desenvolve palestras há anos voltadas para a prevenção e profissionalização da juventude, só com os investimentos de R$ 15 milhões com os quais o Governo de Minas inicia este projeto já demonstram a seriedade com que o governador Aécio Neves lida com a Educação da juventude e de adultos participantes do EJA. Os cursos vão beneficiar milhares de jovens e adultos em Minas.
A primeira reunião técnica aconteceu nesta terça, quando os participantes receberam as orientações sobre o funcionamento do programa – como cadastrar os alunos na Internet e a base legal do curso. O cadastro será realizado pela Internet de 17 de julho a 14 de agosto para as cidades participantes. E em BH serão duas turmas cadastradas nos dias 3 e 4 de agosto, posteriormente, 5 e 6 de agosto. Já o treinamento de professores será iniciado na primeira semana de agosto.
Inicialmente, três redes de televisão vão exibir os programas: Globo, TV Cultura e o canal Futura, nas modalidades aberta, online e semipresencial, através de livros didáticos, DVDs e programas de TV – sempre no período noturno.
Com a implantação do Telecurso TEC EJA, o Governo de Minas passa a oferecer mais de 100 mil vagas em 77 cursos de Educação Profissional. O PEP EJA atenderá 24.120 alunos de 479 escolas estaduais de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em 275 municípios.
O PEP EJA é uma das ações do Programa de Educação Profissional (PEP), desenvolvido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), em todas as regiões do Estado. O objetivo do PEP é atender à crescente demanda dos jovens mineiros por mais e melhores oportunidades de acesso à formação profissional técnica de nível médio gratuita. E, de acordo com a professora Vânia, o Telecurso TEC EJA em Uberaba e Campos Altos será iniciado no dia 24 de agosto.

Avanços – Um projeto vanguardista como este “só poderia acontecer em Minas, chancelado pelo governo de Aécio Neves e pela excelência do Centro Paula Souza”, destacou o deputado Fahim Sawan, acrescentando que serão maiores oportunidades de trabalho e de negócios para os jovens, adultos e também para as empresas.
“O Telecurso-TEC é uma ferramenta fundamental quando se pensa no progresso e no desenvolvimento, integrando o jovem no mercado de trabalho, proporcionando formação técnica de qualidade, proporcionando um salto extraordinário e facilitando a vida dos estudantes. Trata-se de uma verdadeira revolução bem sucedida, aliando a comunicação à educação. Estou muito feliz com a implantação deste projeto e mais ainda na contemplação de Uberaba e Campos Altos. Minha expectativa é de trabalhar para que outras cidades também possam ser contempladas”, salienta Fahim.
No formato aberto, os estudantes participarão individualmente do curso, acompanhando as atividades propostas nos livros didáticos e nos programas de TV. O Telecurso TEC foi dividido em três módulos com 75 programas e as aulas serão exibidas pelas emissoras de televisão de segunda a sexta-feira, com um orientador de aprendizagem e diversos recursos didáticos multimídia (TV, CD-ROM, material impresso e ambiente virtual).
“Como definido pelo Centro Paula Souza, o sistema de avaliação será formativa e contínua, sendo o mesmo para as três modalidades. A cada módulo, o aluno se submete ao exame presencial: caso seja aprovado, recebe um certificado de qualificação técnica correspondente a uma ocupação dentro da área. A Declaração de Qualificação o capacitará para o próximo módulo. É proposto um mecanismo de recuperação caso o aluno não consiga acompanhar o ensino. Concluídos os três módulos, o aluno obtém o diploma de técnico com validade nacional”, explica Vânia.
O deputado Fahim espera com entusiasmo o início do programa. “É uma ferramenta fantástica fazer com que se possa dar oportunidade a milhares de jovens que, talvez sem isso, não pudessem chegar à qualificação técnica nas salas de aula.”

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 16

Senado torna obrigatória a promoção do ensino em penitenciárias (e-learning)

O Senado aprovou projeto tornando obrigatória nos presídios a oferta de cursos destinados à formação no ensino fundamental e no ensino médio, integrados no sistema escolar de cada estado. A medida prevê que os cursos sejam oferecidos nas modalidades de educação de jovens e adultos ou de educação à distância. Os programas deverão ser financiados com o apoio da União, com recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino, e também com recursos do sistema estadual de Justiça e da administração penitenciária.

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
jul 13

e-Learning: Second Life e Educação

Pessoal,

Antes de iniciar uma série de posts sobre as palestras dos eventos e-Learning Brasil e e-Learning SUL, compartilharei uma visão interessante do colega João Mattar sobre o Second Life na Educação.

Abaixo, então, o post publicado originalmente no Blog http://blog.joaomattar.com/.

Quem me acompanha, e acompanha este blog, sabe que este tema é recorrente por aqui, mas chegou a hora de revisitá-lo com paciência e energia, principalmente agora que tem gente por aí trocando as bolas e esbravejando que o Second Life morreu, e que essa morte demonstra não só que o Second Life, mas inclusive os mundos virtuais em geral, foram uma aposta furada na educação, muita fumaça para pouco fogo. Um tipo de discurso que, parece, tem se repetido no mundo todo, ciclicamente, e que aqui chegou um pouquinho atrasado. No últimos meses fui deixando vários posts e artigos para ler, lugares para visitar etc., então aqui vão, num fôlego só!

Em primeiro lugar, números fresquinhos em Does Anybody Still Use Second Life? And If So, How Much Is It Worth Today? Afinal de contas, morreu o que, se a Linden Lab vale hoje ao redor de US$ 700.000.000,00? Morreu o que, se considerando o tempo gasto online por usuário, o Second Life fica na frente de todos os outros MMORPGs, como World of Warcraft e Civilization IV? E uma série de outras estatísticas não para de crescer?

A University of Cincinnati recriou no Second Life as ilhas Galápagos. Você pode refazer a viagem de Darwin a bordo do Beagle (acabei de viajar), além de explorar a ilha, que tem galeria e museu, num fantástico projeto coordenado por Chris M. Collins, que junto com Ronald W. Millard escreveu o artigo Galapagos Islands in Second Life.

O artigo A ‘Second Life’ For Educators apresenta o uso do Second Life em educação, com vários exemplos.

Cheguei a comentar por aqui sobre a Educational Support Faire, organizada no início do ano, que inclusive tem um wiki. Quase 4.000 avatares participaram do Virtual Worlds Best Practices in Education. As atividades no Second Life durante o 7º SENAED foram concorridas e a ferramenta se demonstrou uma das mais estáveis durante o evento. Vêm por aí ainda a Second Life Community Convention (SLCC) e o SLACTIONS, além de uma série de atividades que a comunidade de educadores que trabalha com o Second Life no Brasil organizará colaborativamente para o segundo semestre – tudo neste ano! Então, o que é que acabou, exatamente?

Denise Harrison produziu uma série muito interessante de 4 artigos para o Campus Technology sobre o uso do Second Life em educação.

No sensacional Real-Life Teaching in a Virtual World, ela discute como, ao contrário do movimento de excitação e posterior descontentamento com o Second Life, a educação seguiu um caminho diferente. A educação está florescendo no Second Life, com educadores explorando intensamente todas as ferramentas disponíveis e estabelecendo boas práticas pelo caminho. A SLED (lista dos educadores que trabalham com o Second Life) tem hoje ao redor de 6.000 participantes (não vejo brasileiros por lá); o Real Life Education in Second Life é um grupo dentro do SL com quase 4.000 membros; e o CC International-SL é outro grupo com milhares de participantes, voltado à promoção do uso de mundos virtuais na educação. Algumas instituições usam o SL como ferramenta de recrutamento de estudantes e professores, além de projetar a instituição a outros públicos; outras beneficiam-se do potencial educacional do SL para atender alunos, enriquecer o currículo, complementar suas aulas ou mesmo ministrar aulas. Educadores apontam várias vantagens na utilização do ambiente: imersão, aprendizado experiencial, simulação, roleplay, colaboração, co-criação, experimentação com novas ideias e aprendizado em grupo. Uma referência é feita ao wiki Educational Uses of Second Life. Colaboração e encontros síncronos envolvem mais do que páginas na web; um ambiente 3D virtual aumenta a participação e melhora a retenção; e o fator diversão não pode ser ignorado. No SL estão também disponíveis, sem custo, ferramentas para apresentações multimídia, de slides, vídeos, acesso a urls no próprio sistema, notecards etc., além de o SL funcionar como um programa de animação 3D (cf. Second Life as a 3D animation program) – quem ainda não assistiu Silver Bells and Golden Spurs, filmado no Second Life, aqui está a oportunidade:

O segundo artigo da série, Second Life: Engaging Virtual Campuses, analisa o trabalho de algumas instituições no Second Life, como University of Delaware, Stanford University Libraries, Montclair State University e University of North Carolina at Chapel Hill.

O terceiro artigo, Second Life’s Role in a Curriculum, mostra o interessantíssimo uso do Second Life pela Elon University em cursos de ciências, conduzidos pelo professor Tony Crider.

Completa a série Engaging Students in Virtual Learning, dedicado totalmente ao incrível trabalho desenvolvido pela East Carolina University em diversos cursos no Second Life. Onde está o fim do túnel?

Cabe aqui um parêntese, aproveitando um comentário do Valente. No cap. 2 do Learning by Doing, Clark Aldrich fala sobre a curva de adoção de novas tecnologias, que muitas vezes parecem morrer depois de um período inicial de excitação, mas depois renascem, quando entram na fase mais pragmática de vantagem estratégica. Se é isso o que ocorreu com o Second Life e com o uso de mundos virtuais em educação, é bom mesmo que seja assim, principalmente para deixar claro que quem entrou para valer, para explorar pedagogicamente essas ferramentas, não entrou por causa do frenesi, mas pela vontade de testar e experimentar com educação. O que, aliás, temos a obrigação, como educadores, de fazer com as mais diversas ferramentas, para nos apropriarmos delas para o uso educacional – caso contrário, quem vai ditar as regras? Mas essa fase já passou, agora já estamos em outra fase, de amadurecimento e de uso (não mais de discutir o potencial). Quem está dentro sabe disso.

Em Is Simulation as Good as Real Life?, Trent Batson faz uma interessante reflexão sobre o potencial da simulação em educação, citando exemplos desenvolvidos no MIT como StarBiochem (em que é possível interagir com moléculas) e Astronaut Motion in Micro Gravity (simulação 3D do movimento dos astronautas em micro-gravidade). Batson conclui que uma das muitas contribuições para o aprendizado, possibilitada pelas simulações, é sermos capazes de experienciar processos e realidades que são impossíveis de experienciar de outra maneira; as simulações podem nos transportar a um outro nível de realidade, permitindo ver com clareza o que seria impossível com outras ferramentas.

Quem já leu Simulation and Its Discontents da Sherry Turkle, citado no artigo?

O software Glasshouse, da Greenphosphor, permite que você transfira dados de uma planilha ou um banco de dados para uma representação 3D, que pode então ser inserida em um mundo virtual e explorada interativamente. Ele utiliza o CICP (Content Injection and Control Protocol), desenvolvido pela empresa mas em domínio público. Um vídeo explica o funcionamento do software:

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Children taught in Second Life é um vídeo que mostra uma escola em Middlesbrough que utiliza o Second Life no ensino.

O Canal Metaworld2 Virtual Realities da Livestream transmite apresentações dos mundos virtuais.

Que tal um vídeo sobre o Sloodle (Second Life + Moodle)?

Ball State wins inaugural of Blackboard Greenhouse Grant for Virtual Worlds
mostra que o Blackboard tem procurado conectar seu LMS com o Second Life. O Angel Learning, por sua vez, já tem uma ilha no Second Life. O que então acabou?

Online Students at Bryant & Stratton College Will Graduate via Second Life mostra o uso do Second Life como plataforma para colação de grau no Bryant & Stratton College.

Digital Karnak é um projeto de Willeke Wenderish, professor de arqueologia egípcia da UCLA, para o estudo do desenvolvimento de Karnak, centro religioso no Egito. Wenderish tem também projetos para modelagem da agricultura do Egito Antigo (cf. UCLA Professors Use Virtual Reality to Explore Ancient Egypt).

O Volume 43, Number 5, September/October 2008 da renomada Educause Review Magazine apresenta artigos sobre o uso de mundos virtuais (especialmente o Second Life) em educação, assinados por evangelizadores do metaverso como AJ Kelton (”AJ Brooks”), Sarah Robbins-Bell (“Intellagirl Tully”), Cynthia M. Calongne (“Lyr Lobo”), Chris Collins (“Fleep Tuque”) e Chris Johnson (“ScubaChris Wollongong”), além de um podcast com Donald J. Welch, Presidente e CEO da Merit Network, e vários outros artigos, dentre os quais um de Alan Levine sobre o Campus do NMC – New Media Consortium, a maior reunião de instituições de ensino em um mundo virtual. Ou seja, fonte obrigatória de consulta para quem se interessa pelo uso de mundos virtuais em educação.

O Volume 5, Issue 5, June/July 2009, do Innovate Journal of Online Education, é dedicado ao uso de mundos virtuais em educação, com a maioria dos interessantes artigos abordando o uso do Second Life.

Outra fonte essencial é o Journal of Virtual Worlds Research, iniciado em Julho de 2008 e já com inúmeros artigos disponíveis. Oras bolas, mas então o que é que morreu que está nascendo?

O Early summer 2009 Virtual World Watch snapshot of virtual world activity in UK, HE, and FE, publicado em Junho de 2009, afirma que o Second Life continua a ser, disparadamente, o mundo virtual de escolha dos educadores nas universidades e faculdades do Reino Unido. Algumas universidades, como Open University, Edinburgh e Coventry possuem vários grupos, cursos e departamentos utilizando mundos virtuais como uma tecnologia central para atividades de ensino e aprendizagem, enquanto outras instituições estão desenvolvendo uma presença significativa no mundo virtual. O setor de medicina e saúde desenvolve um número destacado de atividades no mundo virtual, além de outras áreas como saúde e segurança, arte e design, e ciência da computação. Além disso, menos educadores têm reclamado de questões técnicas, pois os novos computadores já possuem hardware adequado para a navegação no ambiente. Vamos continuar olhando para o passado, para educar nossos alunos para o futuro?

Informed consent and virtual worlds: The avatar will see you now, publicado recentemente no Economist.com, mostra um estudo sendo desenvolvido no Second Life (SciLands) pelo Royal Sussex County Hospital (Brighton, Inglaterra) para auxiliar pacientes com problemas mentais a dar consentimento para procedimentos médicos.

Há uma tag no Delicious para o Second Life: secondlife, pela qual você pode acessar tudo da web que as pessoas estão classificando com essa tag, e inclusive classificar o que você encontrar pelo caminho.

Confira também as interessantes FAQs da SLED, a lista de milhares de educadores que utilizam o Second Life. É possível também acessar um calendário de eventos para educadores no Second Life.

O SocialPresence3D é um wiki para educadores no Second Life.

Uma dica recente do Gilson Schwartz foi a comunidade Association of Virtual Worlds, da qual ele participa.

Enquanto eu estava escrevendo este post (foi praticamente o dia todo para ler e rever tudo o que estava guardado, explorar alguns sites e espaços no SL etc.), dei uma paradinha para visitar o fantástico e-Learning3 Academy da portuguesa Mysa Randt, da Universidade Aberta – vale a pena dar um pulinho por lá! Ela tem inclusive um canal no YouTube e seu Sloodle.

Ou seja, a educação que está rolando nos mundos virtuais, e especialmente no Second Life, não está, nem nunca esteve, dependente da Kaizen. Apesar de alinhados com boas práticas mundiais em muitas áreas da EaD, no Brasil estamos ainda bem distantes do que se faz em educação no resto do mundo em mundos virtuais, e especialmente no Second Life. Por isso mesmo, fica fácil para quem nunca entrou no Second Life, ou entrou menos do que meu filho de 5 anos, afirmar, falaciosamente, que o fim das atividades da Kaizen é a prova de que o Second Life (e os mundos virtuais) se mostraram inviáveis para a educação. Esse discurso não se sustenta, é um discurso que reverbera o medo do novo, de bicho-preguiça; é preciso rever posições, olhar para o futuro, senão vamos continuar a mirar a educação do passado, superada e ineficiente para os nossos alunos de hoje. É preciso inovar.

Mas o equívoco não está só na interpretação falaciosa do que está ocorrendo com a educação!

Recipe for Success with Enterprise Virtual Worlds é um whitepaper da Fortrera, de dezembro de 2008, que apresenta os mundos virtuais como uma opção para treinamento e colaboração em empresas. Os mundos virtuais são apresentados como mais envolventes e baratos do que sistemas de áudio e webconferência.

Sims Games for Entrepreneurs é um serviço interessante a explorar, que oferece ambientes virtuais para o desenvolvimento de empreendedorismo.

O ThinkBalm Immersive Internet Business Value Study, Q2 2009 (Erica Driver & Sam Driver, Maio 2009) explora a utilização de tecnologias imersivas no trabalho.

Faça a sua escolha: ser um Velho do Restelo (sugestão da Mysa) – continuar falando da zona de conforto do minimalismo tecnológico sobre aquilo que você não conhece, não experimentou e não aprendeu (ou, pior ainda, ficar repetindo esse discurso que vem da boca dos outros), repetindo que as exigências de placa de vídeo tornam o Second Life uma tecnologia elitista etc. etc., que o SL não possibilita uma educação revolucionária etc. etc., ou explorar e testar uma tecnologia que tem sido integrada e aliada da educação. Mas isso envolve disposição para a imersão – logo estará disponível um cardápio de atividades educacionais em português para o segundo semestre, no Second Life. Tudo de graça. Esperamos você por lá!

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.