Nos últimos posts, vínhamos falando sobre tendências em e-learning, ou seja, coisas que para nossas corporações ainda estão longe de tornar-se realidade.
Nesse vou tentar esclarecer brevemente as seguintes perguntas:
O que leva uma empresa a investir em e-learning?
Qual a área que tem normalmente o maior apelo para aplicação de treinamentos online?
Os leitores do Blog Pense e-Learning que já têm experiência com e-learning dirão-me: necessidade de intensificar treinamentos dentro de um contexto de volatilidade dos mercados cada vez maior para a primeira pergunta e, para a segunda, o que parece ser uníssono no mercado, vendas.
Ok. Mas os céticos em relação ao e-learning poderiam dizer: prove-me que intensificar as ações de treinamento de vendas implicam em crescimento de vendas!
Tudo bem. O mundo organizacional é muito mais complexo que medir apenas duas variáveis separadamente e tentar verificar uma relação entre elas. Os pesquisadores da área comprovam que realmente é um assunto polêmico.
Agora, pegue sua experiência pessoal e aquilo que você sempre ouviu falar: a prioridade para uma nação desenvolver-se é educação. Pois então, por que nas empresas seria diferente? Educação corporativa em maiores níveis não resultaria em pessoal mais qualificado e, portanto, mais preparado para prospectar, fechar mais negócios e fidelizar clientes?
Tudo bem, já chegamos à conclusão de que capacitação é crucial num mundo corporativo cada vez mais competitivo. Mas qual o motivo que leva a empresa em pensar numa tecnologia de suporte que mudaria radicalmente sua forma de capacitar os colaboradores?
Simples, uma situação que “enlouquece” qualquer Corpo Executivo de uma empresa que precisa satisfazer todos os stakeholders (clientes, fornecedores, imprensa, governo, acionistas, entre outros) é o fato de que se necessita intensificar dramaticamente o treinamento de todos na empresa. Novamente, sem problemas, a não ser pelo fato de que isso aumenta dramaticamente os custos. E nenhuma Diretoria quer ver os custos descontrolarem-se, jamais.
Qual a solução? Pois bem, aí alguem no meio da reunião lança a polêmica: “Vamos usar a internet!”. Esse “aventureiro”, dependendo da cultura da empresa, pode simplesmente ganhar olhares maquiavélicos, que implicitamente dizem “Você está louco? Isso não daria certo nunca em nossa empresa! Aumentar a carga de treinamento e ainda boa parte disso pelo computador, de forma solitária, sem controle! Jamais daria certo!”
Mas enfim, uma voz pacificadora surge com o tratado de paz. “Quem sabe vamos pesquisar empresas que já investiram nessa ferramenta?”
E quando alguém volta mostrando números confiáveis, casos de sucesso, ROIs (Retorno sobre o Investimento) extremamente tentadores, surge a idéia de aplicar um “piloto” na empresa.
E, normalmente, por onde se começa?
Ora, Vendas, pois. Por quê? Porque Vendas precisa de capacitação continuamente, está dispersa geograficamente e consome boa parte dos investimentos da área em qualquer empresa. Simplesmente porque é quem faz a “roda girar”.
E é assim que o e-learning começa a dar certo ou dar errado. Errado? Pode dar errado? Obviamente, mas isso é assunto para outro post.
Portanto, se você pensa em investir em e-learning, faça um “piloto”. Ele irá mostrar-lhe que vale a pena. E com quem pode ser esse piloto: Vendas.
Ouvi isso hoje mesmo em duas empresas farmacêuticas que diziam de forma unânime que precisavam melhorar a capacitação da equipe de Vendas e, ao mesmo tempo, controlar os custos da iniciativa. E o quê eu disse a eles? Vamos fazer um projeto “piloto”???



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