Repasso esse post retirado do blog http://hsm.updateordie.com. Muito interessante.
Especial atenção ao que é dito sobre “Valor para o acionista como estratégia”, “A organização criativa” e “High potentials”.
Grande abraço,

Pessoal,
encontrei no site da Harvard Business Review, artigo que relaciona as idéias que mais influenciaram a gestão na última década. Relaciono-as abaixo com meus comentários :
- Valor para o acionista como estratégia : Na minha opinião, a mais infeliz das idéias. Como diz o artigo: “valor para o acionista deve ser consequência, e não uma estratégia.” Lembro-me de um artigo do professor Mintzberg escreveu no final de 2007 em que ele afirmava que enquanto as empresas não se conscientizassem de que elas faziam parte de uma comunidade e que suas ações afetavam e eram afetadas por esse ambiente, não conseguiríamos evitar a catástrofe que estava por vir. A resposta a essa estratégia foi a maior crise financeira desde 1929;
- TI como comoditie : O assunto do momento em termos de tecnologia chama-se Cloud Computing. Isso tem a ver com o sonho de todo administrador de querer trabalhar apenas com custos variáveis. O artigo apresenta uma visão interessante de que essa onda teve início com o Bug do milênio que obrigou a ter uma atenção muito grande com os sistemas legados onerosos;
- Aumento do poder do consumidor : Em 2006, a revista “The economist” elegeu o consumidor como a personalidade do ano. Tem tudo a ver com uma série de evoluções tecnológicas e sociais que fizeram com que a voz do cliente ficasse cada vez mais alta. Tal fato é potencializado pelo crescimento veloz das redes sociais e o surgimento da geração Y;
- Gestão de risco empresarial : O 11 de setembro de 2001 mudou muita coisa nesse campo. Apenas para lembrar, haviam empresas que funcionava em uma das torres e possuia seu backup na outra torre. Esse acontecimento fez com que fossem revisadas várias normas nesse campo. Uma delas é a necessidade de as empresas financeiras adotarem procedimentos de disaster recovery, sob pena de perder capacidade de investimento. Como exemplo de medida, podemos citar a construção de Datacenters foram de um raio de 10 quilômetros a partir da central de processamento de empresas financeiras, além de outras medidas de contigenciamento e recuperação imediata para mitigar o risco sistêmico no setor financeiro;
- A organização criativa : Como já disse no post anterior, a pessoas passaram a estar novamente no centro do processo. Voltaram a ser a força motriz da economia devido a necessidade de inovação. A questão é como estruturar nossas organizações orientadas a melhor produtividade criativa e inovadoras das pessoas, uma vez que tudo que foi em termos de modelo de gestão foi pensado para tornar mais eficiente a produção de máquinas? Por essa razão, cresce a importância de conceitos como Enterprise 2.0 e Gestão 2.0, como bem citou o Jorge Carvalho no seu último post no blog da HSM (Clique aqui para acessar);
- Open source : Aqui devemos dar todo o crédito ao criador do Linux, Linus Torvalds, pois foi a partir do modelo de colaboração para construção Linux é que ganhou força conceitos como Wikipedia, Redes Sociais, software livre, inovação aberta;
- Going Private : O fator “Enron” desestimulou a administração de uma empresa como se fosse um orgão público. Cresce a importância do capital privado como investimento nas empresas e, consequentemente, cresce a importância de mecanismos de gestão mais transparentes como governança corporativa;
- High potentials : As empresas de consultoria e as que são baseadas em conhecimento já sabiam disso há algum tempo, mas na última década, o resto do mundo corporativo acordou para o fato de que alguns gerentes são mais iguais do que outros. A partir daí, foram criados programas para identificar gerentes que pensavam de forma diferente e inovadora da grande maioria. Quem ganhou com isso foi a indústria de Coaching Executivo;
- Competição baseada em análise : Aqui o assunto é o BI (Business Inteligence). Na minha opinião, ainda não está consolidada essa tendência e ainda precisa evoluir muito, não como ferramenta, mas sim no uso e na visão de como utiliza-la melhor pelos gestores das empresas. Já se fala em Business Analytics, mas esse é um assunto para um outro post;
- Inovação reversa : A maior história aqui é o amadurecimento do conceito de globalização, particularmente no que diz respeito às economias emergentes. A maioria das grandes corporações, em 2000, viu-os primeiramente como uma fonte de recursos naturais e, cada vez mais trabalho, mais barato. Então, como o aumento do emprego alimentou o desenvolvimento da classe média, as cidades da Índia e da China passaram a representar mercados valiosos. Agora, esses não-consumidores nos EUA estão chegando para o primeiro plano. Empresas como a GE ea Microsoft estão fazendo R & D nos mercados emergentes, Otimizando a essas preferências e restrições, e em seguida, trazendo os resultados de volta para casa;
- Sustentabilidade : Mais do que tudo, os primeiros dez anos do século 21 será lembrado como a década que os negócios começaram a serem verdes. Daqui a dez anos, quando alguém revisitar esse artigo da Harvard, poderão dizer que 2010-2020 foi a década de sustentabilidade, mas a idéia estava no ar antes de 2010, pois foi a década em que esse conceito realmente pegou. Na minha opinião, não devemos enxergar o conceito de sustentabilidade aplicado apenas a questão ecológica, mas sim a vários aspectos da economia, principalmente em relação a valorizar a visão de longo prazo em detrimento da visão de curto prazo e, também, a valorizar a colaboração ao invés da competição;
Essas foram as idéias apresentadas no artigo. E você? Concorda com elas? Quais seria as suas?
Um abraço.
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