Em tempos de crise, é preciso provar cada vez mais o valor dos investimentos em T&D
Ao passo que os investimentos em T&D (Treinamento e Desenvolvimento) ficam cada vez mais escassos, as cúpulas executivas cobram cada vez mais o retorno sobre o investimento (ROI) das ações de treinamento. Dessa forma, Arif Ahmed, argumenta que métodos tradicionais para mensurar o aprendizado podem estar ultrapassados. Veja abaixo como Ahmed recomenda avaliar o aprendizado online.
Muitas organizações continuam a mensurar o aprendizado através de estatísticas como o número de cursos completados ou mesmo o número de competências essenciais já preenchidas através de treinamentos – e em alguns casos esses dados são cruzados com planos de desenvolvimento individuais. O maior desafio para a maioria das empresas é ‘alinhar os objetivos pessoais com os organizacionais”. Olhar para méticas básicas significa que ninguém está medindo o que realmente o aprendizado está impactando na empresa. Além disso, à medida que o treinamento percorre toda a organização é importante saber como gerenciar dados, muitas vezes, em bases diferentes e desconexos.
Com a incerteza econômica, que vem causando o enxugamento dos orçamentos mundo afora, a busca pela eficiência nos investimentos em T&D será um imperativo. Assim, Ahmed acredita que é possível evoluir no que diz respeito aos atuais processos de mensuração, simplesmente pela inclusão de algumas “métricas de valor” como:
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O conselho do consultor a empresas que queiram aperfeiçoar as formas de mensuração dos sistemas de aprendizado passa pelos seguintes passos: 1. Concentre seus esforços: Decida em que métricas focar para fins de alinhamento com a estratégia da empresa. Você está pensando em usar mais e-learning para diminuir custos? Então pense em métricas que colaborem nesse sentido. 2. Desenvolva métricas baseadas em eficiência e não em número de treinamentos entregues ou pessoas treinadas, por exemplo: Busque evidências de satisfação do cliente, alinhamento entre objetivos individuais e organizacionais, como receita por colaborador, reclamações resolvidas por colaborador da área de suporte técnico e não o número de cursos completados e atendimento a reclamações de clientes. 3. Pense em formas de mensurar o aprendizado informal: A maior parte do aprendizado é informal e não é normalmente contabilzado, justamente pela sua intangibilidade inerente. Novas tecnologias estão surgindo para tornar esse processo mais simples. 4. Teste suas hipóteses: Você deve ter idéias intuitivas de como fazer economias. Use suas métricas e ferramentas de mensuração para explorar essas questões em maior detalhe. Por exemplo, após um treinamento para a área de suporte técnico e para a área de controle da qualidade, as queixas diminuem? “Você somente precisa medir aquilo que é necessário.”
5. Pense a respeito dos processos: A sua organização dissemina o treinamento por toda a empresa? Você deveria centralizar as atividades de treinamento para ter melhores métricas. 6. Pense nas questões relacionadas à TI: Você tem dados dispersos e em formatos diferentes, desconexos? Por exemplo, no banco de dados do ERP, outro tanto no banco de dados do software de RH que não está integrado com o ERP, planilhas em Excel e outro tanto num LMS? Então considere demandar o suporte da área de TI para integrar em uma única base de dados todas essas informações. As mesmas serão extremamente importantes para uma análise gerencial fidedigna. O invetimento nessa remodelação valerá a pena. 7. Relatórios gerenciais com propósito: Você deve concentrar esforços no que deve ser medido. Muitos acabam medindo por medir e gerando uma infinidade de relatórios sem serventia, entretanto, deve-se adotar uma postura mais pragmática, mais focada em resultados. Procure sua área de TI a fim de questioná-los em como eles podem ajudar nesse sentido. Isso vai potencializar ainda mais o ROI. 8. Pense em como aproveitar as tecnologias da web 2.0: Quanto mais o aprendizado multiplica suas fontes no ambiente organizacional (wikis, blogs, podcasts, EPSS (electronic performance support system ou sistemas eletrônicos de suporte à performance), UGC (user generated content, conteúdo gerado pelo usuário), etc., considere métricas como o número de downloads, page views ou mesmo hits. Arif Ahmed, do qual é propriedade o texto original desse artigo, é co-fundador da ikonami. Ele tem 7 anos de experiência no fornecimento de soluções de aprendizagem customizadas para o setor público e privado. ikonami é uma empresa de tecnologia que combina sua expertise em software com uma variada gama de soluções gerenciais, incluindo a completa terceirização dos processos de aprendizagem da sua empresa, do inglês, learning process outsourcing (LPO). |

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18 de fevereiro de 2009 às 12:16
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