jun 7

Estudo comparativo entre curso presencial e curso a distância.

Pessoal, estou aproveitando a oportunidade para apresentar a todos os resultados obtidos em minha dissertação de mestrado. Realizei um estudo comparativo entre dois cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Maria, um a distância e outro presencial. Os resultados foram bem interessantes. Meu referencial teórico baseou-se nos estudos sobre avaliação do aprendizado de Kirkpatrick. Segue, abaixo, um resumo do artigo que escrevi sobre ela.

O principal objetivo do estudo é  identificar  as percepções dos  alunos  perante o  processo de  ensino/aprendizagem  dos  cursos de graduação em Administração presencial da UFSM e a distância UFSM/UFRGS, em  relação  às  dimensões aluno/aluno, aluno/professor e aluno/conteúdo.  O estudo se caracteriza por ser de natureza descritiva, de cunho qualitativo, uma vez que busca conhecer qual a melhor maneira de avaliar as práticas de ensino segundo indicadores previamente definidos, por meio da análise qualitativa das entrevistas aplicadas.  Os  resultados  encontrados  não  identificaram  diferenças  significativas com  relação  aos  constructos  pesquisados,  pois os alunos dos dois tipos de metodologia demonstraram  ter  opiniões muito  semelhantes. Além disso,  foi possível concluir com esse estudo  que  as  duas metodologias  podem  se  complementar, de modo a maximizar  o  aprendizado  do  aluno,  tornando  as  aulas  presenciais mais atrativas por meio de recursos lúdicos e as aulas a distância menos distantes, na tentativa de aproximar cada vez mais tutor e aluno.

Quem quiser saber mais detalhes sobre o artigo pode acessar o link: http://www.gsionline.com.br/penseelearning/artigo1.pdf

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Postado por Rodrigo Barros Severo - Diretor de Projetos - GSI Online.
mai 20

Não compre gato por lebre…

Compartilho esse post publicado no blog Educação Próxima que fala sobre uma discussão que começou na Rede Brasil e-Learning e acabou tomando outros espaços. Contribua você também, deixe seus comentários ou entre na maior comunidade brasileira sobre e-learning e acrescente suas ideias nessa e em várias outras discussões que há por lá.

[por Régis Tractenberg]

Faz poucos dias respondi a uma mensagem do Carlos Rodrigues na comunidade Rede Brasil e-learning. O título aberto pelo Carlos foi: “Não compre gato por lebre … Certificação é coisa séria!” Vale a pena conferir o debate na íntegra que teve também a contribuição de Paolla Luciana Zecchinelli.

Dentre os pontos levantados tivemos:

- Podem empresas e professores independentes emitir certificados para cursos livres?

- Esses certificados tem algum valor legal?

- Quando a empresa ou professor é associado(a) à ABED (selo que vem sendo amplamente adquirido por aqueles que oferecem cursos online) isso confere alguma garantia de qualidade aos cursos e algum reconhecimento adicional aos certificados emitidos por essas instituições e professores?

- É legal que certas  ´instituições´ afirmem que seus cursos (livres) sejam reconhecidos por secretarias estaduais de educação?

A seguir minhas respostas:

—–

Olá Carlos,

Agradeço por você estar levantando essa discussão. Como lhe disse, também vejo ´instituições´ que afirmam serem seus cursos (cursos livres na verdade) reconhecidos por secretarias estaduais de educação (mas possuem apenas simples registros dos cursos junto a sec. municipais), registro esse feito em nome de instituições terceiras como você bem colocou.

Esse debate é um passo inicial para se esclarecer as coisas perante o público.

Sobre certificados…

Quando iniciei meus cursos online consultei mais de um advogado para perguntar se poderíamos emitir certificados.

Ocorre que qualquer indivíduo ou instituição pode certificar (dar como certo), atestar ou declarar por escrito o que quiser e ser considerado responsável pelo que escreveu.

Um professor, mesmo independente, pode certificar não só a participação de um estudante em seus cursos, como também seu nível de aproveitamento e suas competências. Tal documento tem valor legal.

Se terá reconhecimento, essa é uma outra questão que depende da reputação junto à sociedade e ao mercado por parte do indivíduo ou instituição que declara / certifica.

Não é ilegal portanto emitir certificados. Ilegal é fazer propaganda enganosa, mentindo sobre o reconhecimento dos mesmos junto ao MEC ou secretarias de educação, que não tem como atribuição conferir reconhecimento a cursos livres.

Sobre o uso do logo da ABED…

Trata-se de propaganda enganosa se a instituição e seus professores não participam dos eventos acadêmicos e não contribuem com estudos na área. Afirmar-se como membro de uma associação científica significa isso, e não dar a entender que essa atesta a qualidade de suas práticas.

A ABED, deveria ser mais criteriosa na concessão do uso de sua logo. Não deveria aceitar que fosse usada por instituições que afirmam terem cursos reconhecidos por órgãos oficiais, quando não o são.

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Postado por Pavlos Dias - Diretor de Marketing - GSI Online.
ago 26

Avaliação de treinamento – os 4 níveis de Kirkpatrick – Conferência Internacional ASTD

Lendo o blog Ideários, da Karla Lopez, vi um post bem interessante a respeito da sua participação na maior conferência mundial de treinamento, a ASTD International Conference, onde compartilho o post a respeito de uma palestra do famoso Donald Kirkpatrick, que desenvolveu o método dos 4 níveis de avaliação de um treinamento, sobre o qual já discorri aqui, aqui, aqui.

Como dito várias vezes, acredito veemente que um bom projeto de e-learning, alinhado ao negócio da empresa e, que, portanto, traga resultados, deve ter uma política de avaliação bem definida e sólida.

É por esse motivo, principalmente, que reforço com este post as idéias de Kirkpatrick.

Don Kirkpatrick

Donald Kirkpatrick, da Universidade de Wisconsin, já é velho conhecido de quem trabalha com Treinamento e Desenvolvimento. Em 1959, ele lançou uma série de artigos no US Training and Development Journal que consolidou o Modelo Kirkpatrick de Avaliação de Treinamento. O modelo é baseado em 4 níveis de avaliação:

Avaliação de reação: mede a satisfação do consumidor e como os participantes reagem.
Avaliação de aprendizagem: levanta o quanto os participantes podem mudar de atitude, ampliar seus conhecimentos e/ou habilidades.
Avaliação comportamental: identifica o quanto os participantes mudaram seu comportamento em decorrência do que foi aprendido.
Avaliação de resultados: mostrar os resultados finais do treinamento.

Na sessão, Don repassou os níveis de avaliação contidos em seu modelo, mas concentrou-se em mostrar casos de uso de cada uma delas e em dar dicas de como realizá-las de forma mais eficiente. Para Kirkpatrick, um programa eficaz de treinamento deve ser:

Baseado em necessidades – Você precisa saber qual o problema deve ser resolvido para não perder o foco.
Ter objetivos bem definidos – Quem não sabe onde quer chegar, não chega a lugar algum, certo?
Acontecer no momento certo – Retirar alguém do trabalho em um momento inoportuno não vai permitir que ele aprenda e ainda vai aumentar os problemas já existentes.
Ocorrer no local adequado – Ninguém questiona isso no treinamento presencial, mas no caso do treinamento on-line também não pode ser deixado de lado: equipamento adequado, banda adequada e, principalmente, cultura adequada – você não vai conseguir melhorar os resultados enquanto o momento do treinamento on-line não for respeitado, evitando interrupções.
Atingir as pessoas certas – Muitas vezes preferimos pecar pelo excesso do que pela omissão, mas isso não diminui o tamanho do pecado. Um número pequeno de pessoas bem treinadas pode multiplicar o conhecimento atingindo todos os envolvidos que não puderam participar. Já em um grupo grande, o descontentamento gerado pelas pessoas que não vêem a importância prática do treinamento pode colocar todo o esforço para a transferência do conhecimento em risco.
Conduzido por um líder eficaz – Não adianta ser apenas expert no assunto ou somente um instrutor talentoso. A eficácia depende das duas coisas.
Utilizar técnicas eficazes – Os instrutores também precisam ser capacitados e reciclados.
Alcançar seus objetivos – Afinal, treinamento é investimento.
Satisfazer seus participantes – Os alunos são os seus clientes finais.
Medir seus resultados – E enfim saber se todos os pontos acima foram alcançados, como, quando e onde melhorar.

Investimento

O que avaliar?

Para Kirkpatrick, o maior motivo para o insucesso das avaliações é não saber para as respostas que elas devem buscar:

• O programa deve continuar?
• Como o programa pode ser melhorado?
• Como justificar a existência dos instrutores e outras estruturas?

O exercício é fazer o caminho contrário: o que eu desejo justificar >> quais dados justificam isso >> como conseguir esses dados.

Para avaliar reação

ASTD

• Determine o que você deseja descobrir: Ponto de partida.
• Desenhe um formulário que quantifique as reações: Até 5 perguntas, que demore no máximo um minuto para ser respondido.
• Encoraje os comentários neste formulário: Somente as pessoas com avaliação acima e abaixo da média costumam fazer comentários, mas só essas respostas são capazes de dar uma boa idéia da direção a ser tomada.
• Se desejado, ao invés de medir a reação logo em seguida, deixe para mais tarde: O tempo diminui o impacto, mas também favorece a reflexão.
• Defina quais seriam os resultados aceitáveis: Sempre há o que melhorar, mas para priorizar os pontos mais latentes é preciso ter esse parâmetro bem definido.

Mapa

Para avaliar conhecimento

• Avalie antes e depois do programa – Mais importante do que o índice de aprovação é medir o ganho de conhecimento proporcionado.
• Empregue avaliação do tipo “prova” para conhecimento e atitudes.
• Empregue avaliações práticas para habilidades.
• Avalie 100% das pessoas.

Para avaliar comportamento

• Avalie antes e depois, para ter as evidências de mudança.
• Dê tempo ao tempo – 3 a 6 meses após o término do programa.
• Avalie 100% das pessoas ou defina uma amostragem.
• Repita a avaliação periodicamente – mudança comportamental se dá ao longo do tempo.
• Considere custo versus benefícios da mudança de comportamento.

Avaliar comportamento não é simples. Como colocar esse tipo de avaliação em um formulário que forneça dados quantitativos e qualitativos? O primeiro passo é refletir sobre o que leva a uma mudança de comportamento, em quais desses pontos o treinamento pode influir e como.

Mudança de comportamento necessita:

1. Vontade de mudar.
2. Ter os conhecimentos e habilidades necessárias.
3. Clima favorável.
4. Suporte e incentivo.
5. Reconhecimento pela mudança.

Na última página dos handouts da sessão, tinha um exemplo de avaliação comportamental. No link adiante você encontra uma tradução livre feita pela Karla Lopez que você pode baixar aqui.

Para avaliar resultados

• Avalie antes e depois – Novamente, o que justifica um treinamento não é somente alcançar o resultado, mas quantos passos foram dados para alcançá-lo.
• Dê tempo ao tempo – No mínimo 6 a 12 meses após o término do programa.
• Repita a avaliação periodicamente – Com isso é possível traçar o efeito versus tempo.
• Avalie uma amostragem – Neste caso, avaliar profundamente um número menor de pessoas é melhor do que avaliar 100% de forma rasa.
• Considere custo versus benefícios – Que nesse estágio já é o tão sonhado ROI (Retorno sobre o Investimento).
• Considere a “evidência” se não conseguir encontrar a “prova” – Em busca do ótimo não se faz o bom.

Atlas

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
abr 4

A evolução da avaliação em treinamentos e sua aplicação em e-learning

Há alguns posts atrás, eu falei sobre avaliação em e-learning e sua importância para o sucesso do projeto. Mas enfim, isso não é nada mais, nada menos que qualquer preocupação que deveríamos ter em qualquer processo de treinamento, seja presencial ou online, assim, ainda temos muitos treinamentos ainda presenciais que sequer utilizam uma avaliação básica de conhecimentos, quem dirá de reação, comportamento e resultados.

Mas por que estou lançando novamente esse assunto. Pois recentemente os pesquisadores da área estão falando no nível 9 de avaliação de um treinamento, fundamentado em Kirkpatrick. Tudo bem, são estudo avançadíssimos no que tange a mapeamento das áreas do cérebro relacionadas a retenção de novas informações, etc.

Clique aqui para ler o artigo completo »

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.
fev 21

Disseminação de conteúdo com base na avaliação dos usuários

Continuando com a lista de anseios de Elliot Masie sobre os LMSs e LCMSs, aqui vai o terceiro da lista:

Disseminação de conteúdo com base na avaliação dos usuários

Masie diz que para que precisamos inverter o foco para o treinando, ou seja, a empresa disponibiliza toda a estrutura de e-learning fundamentada nas competências da empresa e o treinando fica livre para escolher aqueles cursos que mais se adaptam as suas necessidades. Entretanto, novamente aqui vale a ressalva de que isso ainda é tendência na Europa e nos EUA, portanto, aqui ainda nem estamos perto disso, é uma questão de médio e longo prazo.

Clique aqui para ler o artigo completo »

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Postado por Bruno Weiblen - Sócio-Diretor.