No mundo corporativo, o e-learning se tornou uma vertente da EAD muito difundida, por ser capaz de atender a diversas necessidades de aprendizagem das organizações. Naturalmente, o seu sucesso e a consequente obtenção dos resultados desejados passam pela aceitação das pessoas que o utilizam. E como será que elas veem essa ferramenta?
Um artigo publicado na revista EAD em FOCO (eademfoco.cecierj.edu.br), traz um estudo muito interessante sobre esse assunto. Além de apresentar uma análise sobre o cenário atual da EAD, ele revela uma pesquisa realizada em uma grande instituição financeira em 2008, sobre a percepção de seus empregados em relação aos cursos de e-learning utilizados na empresa.
A pesquisa contou com 90 funcionários da organização, que responderam um questionário composto de afirmativas relacionadas ao e-learning envolvendo nove aspectos:
- Facilidade para utilização dos recursos de informática
- Autodisciplina para realizar o curso
- Relação entre ausência do instrutor em tempo integral e a qualidade do curso
- Comparação do nível de aprendizado dos cursos e-learning em relação aos cursos presenciais
- Apresentação gráfica e nível de interação dos cursos
- Vantagem de determinar o horário de estudo
- Relação entre os cursos e-learning e as competências essenciais
- Aplicabilidade dos temas abordados
- Percepção se o e-learning é uma tendência ou moda passageira
Foi analisado o nível de concordância dos participantes em relação a esses itens, baseados nas respostas 1 – Discordo completamente, 2 – Discordo, 3 – Concordo e 4 – Concordo plenamente (escala Likert).
O gráfico abaixo mostra a média das respostas:
Destaco alguns pontos que me chamaram a atenção:
1) Embora a maioria dos participantes considere o fato de poder determinar o horário de estudo uma vantagem do curso e-learning, na média, eles não têm disciplina para planejar seus estudos.
2) Na média, os respondentes enxergam claramente a ligação entre os cursos e as competências que devem ser desenvolvidas, ou seja, estão conscientes dos objetivos que precisam ser atingidos.
3) Mesmo que grande parte dos participantes não acredite que o treinamento e-learning proporcione o nível de aprendizagem de um curso presencial, quase todos concordam que ele não é apenas uma moda, mas sim uma tendência que está se consolidando.
Um dos principais obstáculos enfrentados por projetos de educação a distância é a resistência por parte dos usuários a esse formato de ensino. Muitos ainda enxergam a modalidade com desconfiança e custam a se desfazer de preconceitos adquiridos na cultura do ensino presencial.
Evidentemente, trata-se de uma barreira difícil de contornar, pois exige, antes de qualquer coisa, uma mudança comportamental que leva tempo para ser consolidada. Enquanto nos modelos tradicionais de aprendizagem o aluno recebe o conhecimento, muitas vezes passivamente, no ensino a distância ele deve buscá-lo, ou seja, precisa assumir uma postura autodidata, baseada na disciplina.
Isso só pode acontecer se ele estiver convencido de que um curso a distância pode trazer resultados tão bons ou melhores que os de um curso convencional/presencial.
Leiam o artigo e publiquem suas opiniões no blog! Segue a referência:
Ferreira, A.; Valério, J.; Souza, G.. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES: A PERCEPÇÃO SOBRE O E-LEARNING EM UMA GRANDE EMPRESA NACIONAL. EAD em FOCO, América do Norte, 115 04 2010.
Abraço.
Postado por Tairon Martins - Gerente de Projetos - GSI Online.




Por último, temos a face do Tempo Real para completar o triângulo. Aí o Twitter é o melhor exemplo. Quando acessamos o micro blog entramos num turbilhão de conversas que estão acontecendo neste exato momento (um turbilhão de conversas ou, no fim da contas, uma única GIGANTESCA conversa?). Tudo em tempo real. Quando acessamos o You Tube e olhamos os vídeos “sendo assistidos agora”, o que estamos fazendo? Participando de um movimento em tempo real!

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